Vestuário, Calçado e Mediação Imobiliária - Franchisings estão a expandir-se pelas ilhas
Franchising: este é um conceito relativamente recente introduzido nas economias de mercado mundiais para fazer a novas oportunidades de negócios, por parte de quem tem vocação para investir em marcas e produtos, geralmente, conhecidos pelos consumidores finais. 
Nos Açores, grosso modo, essa modalidade negocial apenas se instalou com maior evidência quando, na cidade de Ponta Delgada, em São Miguel, no início deste século, abriu portas o Centro Comercial Parque Atlântico.
Na maioria das vezes, os franchisings são mais visíveis em segmentos de mercado ligados aos sectores do vestuário, calçado e restauração, mas ultimamente, também, a área da mediação imobiliária tem dado um salto quantitativo na Região. Porém, outros sectores económicos têm despertado interesse, nomeadamente os das clínicas de beleza.
Explicado de forma sucinta, apostar num franchising significa investir num modelo de negócio já testado, ou seja, numa marca bem conhecida do grande público.
Todavia, não é só investir. Na maioria dos casos de negócios franchisados é preciso ter capacidade financeira. O franchisador (proprietário da marca) coloca uma série de condições e regras ao potencial investidor que, caso aceites, fazem com que os direitos de utilização da marca sejam concedidos.
Este segmento negocial apresenta várias vantagens comparativas, relativamente, a outros negócios onde a conta e risco são factores a levar em linha de conta.
Desde logo, e reforçando a ideia de que é necessário capital substantivo para investir, a garantia de sucesso anunciado, pois o modelo de negócio já está testado e passa a existir um suporte à rectaguarda, ou seja, o franchisador principal; por um lado, é oferecido o know-how e a garantia de que se irá possuir um negócio testado com sucesso; entretanto, passa também a existir o compromisso do franchisador de prestação de apoio antes e depois da abertura do negócio; por fim, apesar de se ter uma “empresa-mãe”, o empresário é quem assume o investimento e a responsabilidade pela sua gestão.
O que oferece o franchisador O papel do franchisado
Garante possuir um negócio testado com sucesso. O investimento na sua unidade é da sua responsabilidade.
Possui know-how e compromete-se a transferi-lo para o franchisado. É responsável pela gestão da unidade.
Apoia a rede de franchisados antes e após a abertura do negócio. Paga contrapartidas financeiras ao franchisador pela transferência do know-how, uso da marca e apoio.
Cede o direito de utilização da marca, recebendo em troca dividendos financeiros. Respeita as regras definidas pelo franchisador.
Na Terceira as imobiliárias
Na ilha Terceira são poucos os negócios de franchising. No entanto, nos últimos tempos registaram-se algumas aparições, essencialmente, no ramo da mediação imobiliária.
Para quem está na actividade por sua conta e risco, “estes (franchisings) serão as primeiras imobiliárias a desaparecer”, mas o que é certo é que com outros meios estes negócios acabam por apresentar aos clientes, por vezes, outras vantagens e oportunidades como, por exemplo, parcerias com instituições bancárias que, à primeira vista, parecem ser mais cómodas e vantajosas para o consumidor final.
Designações comerciais como “Habicast”, “Remax” ou “ERA Imobiliária”, são exemplos de marcas que invadiram a ilha, através de placas colocadas em casas ou terrenos que se encontram para venda.
Noutra frente, um dos mais recentes investimentos em franchising na Terceira é a “Clinica Persona”. Vocacionada para tratamentos relacionados com nutrição, estética, emagrecimento e prevenção do envelhecimento precoce, Angra do Heroísmo viu abrir, já este ano, com a presença da actriz Alexandra Lencastre, esse novo franchising que está em fase de expansão no país.
Por entre a disponibilidade de serviços clínicos, cujos investimentos se caracterizam de avultados para aquisição de novos equipamentos, as clinicas desta rede franchising conseguem abranger praticamente todos as classes sociais (média alta, alta e média), uma vez que, na generalidade, disponibilizam facilidades de pagamento (a pronto ou a crédito).
Franchisings menos visíveis
Entretanto, outros negócios franchisados vão-se estabelecendo na ilha. A maioria destes encontra-se de uma forma mais encapotada, nomeadamente, através de contratos estabelecidos entre os detentores dos direitos das marcas e comerciantes vocacionados, especialmente, para a área do pronto-a-vestir.
Muitas são as marcas de roupa e calçado que se comercializam no chamado comércio tradicional. No entanto, as lojas terceirenses por deterem o direito de concessão da marca, após aceitarem as condições impostas pelo franchisador, não são obrigatoriamente (como acontece em alguns destes negócios) forçadas a reformularem as suas infraestruturas físicas de forma a que mais facilmente se identifique a marca.
Uma outra vantagem para quem abre um franchising é o facto de poderem oferecer aos clientes uma marca conhecida, mas que no mercado local não existia.
NOS AÇORES
Não se sabem ao certo quantos franchisings há
Não existe a noção do número exacto de negócios franchisados nos Açores, em particular, e no país de um modo geral, até porque não há nenhuma entidade, regional ou nacional, que tenha feito o levantamento do número de marcas estabelecidas na Região, do número de unidades, do volume de negócios ou do emprego gerado.
Os números que existem são apenas os recolhidos e divulgados pelo Instituto de Informação em Franchising e são dados de âmbito nacional.
Em 2004, existiam em Portugal 320 marcas franchisadas, num ano em que o volume de facturação global do mercado ultrapassou três mil milhões de euros (mais 6,5 por cento que em 2003).
Mais de metade deste volume de vendas foi realizado por dez redes apenas, em especial cadeias de distribuição alimentar.
Em 2004, as empresas que utilizavam o sistema franchising empregavam 56 mil trabalhadores, tendo, então, contribuído com mais de três mil novos postos de trabalho.

Nos Açores, grosso modo, essa modalidade negocial apenas se instalou com maior evidência quando, na cidade de Ponta Delgada, em São Miguel, no início deste século, abriu portas o Centro Comercial Parque Atlântico.
Na maioria das vezes, os franchisings são mais visíveis em segmentos de mercado ligados aos sectores do vestuário, calçado e restauração, mas ultimamente, também, a área da mediação imobiliária tem dado um salto quantitativo na Região. Porém, outros sectores económicos têm despertado interesse, nomeadamente os das clínicas de beleza.
Explicado de forma sucinta, apostar num franchising significa investir num modelo de negócio já testado, ou seja, numa marca bem conhecida do grande público.
Todavia, não é só investir. Na maioria dos casos de negócios franchisados é preciso ter capacidade financeira. O franchisador (proprietário da marca) coloca uma série de condições e regras ao potencial investidor que, caso aceites, fazem com que os direitos de utilização da marca sejam concedidos.
Este segmento negocial apresenta várias vantagens comparativas, relativamente, a outros negócios onde a conta e risco são factores a levar em linha de conta.
Desde logo, e reforçando a ideia de que é necessário capital substantivo para investir, a garantia de sucesso anunciado, pois o modelo de negócio já está testado e passa a existir um suporte à rectaguarda, ou seja, o franchisador principal; por um lado, é oferecido o know-how e a garantia de que se irá possuir um negócio testado com sucesso; entretanto, passa também a existir o compromisso do franchisador de prestação de apoio antes e depois da abertura do negócio; por fim, apesar de se ter uma “empresa-mãe”, o empresário é quem assume o investimento e a responsabilidade pela sua gestão.
O que oferece o franchisador O papel do franchisado
Garante possuir um negócio testado com sucesso. O investimento na sua unidade é da sua responsabilidade.
Possui know-how e compromete-se a transferi-lo para o franchisado. É responsável pela gestão da unidade.
Apoia a rede de franchisados antes e após a abertura do negócio. Paga contrapartidas financeiras ao franchisador pela transferência do know-how, uso da marca e apoio.
Cede o direito de utilização da marca, recebendo em troca dividendos financeiros. Respeita as regras definidas pelo franchisador.
Na Terceira as imobiliárias
Na ilha Terceira são poucos os negócios de franchising. No entanto, nos últimos tempos registaram-se algumas aparições, essencialmente, no ramo da mediação imobiliária.
Para quem está na actividade por sua conta e risco, “estes (franchisings) serão as primeiras imobiliárias a desaparecer”, mas o que é certo é que com outros meios estes negócios acabam por apresentar aos clientes, por vezes, outras vantagens e oportunidades como, por exemplo, parcerias com instituições bancárias que, à primeira vista, parecem ser mais cómodas e vantajosas para o consumidor final.
Designações comerciais como “Habicast”, “Remax” ou “ERA Imobiliária”, são exemplos de marcas que invadiram a ilha, através de placas colocadas em casas ou terrenos que se encontram para venda.
Noutra frente, um dos mais recentes investimentos em franchising na Terceira é a “Clinica Persona”. Vocacionada para tratamentos relacionados com nutrição, estética, emagrecimento e prevenção do envelhecimento precoce, Angra do Heroísmo viu abrir, já este ano, com a presença da actriz Alexandra Lencastre, esse novo franchising que está em fase de expansão no país.
Por entre a disponibilidade de serviços clínicos, cujos investimentos se caracterizam de avultados para aquisição de novos equipamentos, as clinicas desta rede franchising conseguem abranger praticamente todos as classes sociais (média alta, alta e média), uma vez que, na generalidade, disponibilizam facilidades de pagamento (a pronto ou a crédito).
Franchisings menos visíveis
Entretanto, outros negócios franchisados vão-se estabelecendo na ilha. A maioria destes encontra-se de uma forma mais encapotada, nomeadamente, através de contratos estabelecidos entre os detentores dos direitos das marcas e comerciantes vocacionados, especialmente, para a área do pronto-a-vestir.
Muitas são as marcas de roupa e calçado que se comercializam no chamado comércio tradicional. No entanto, as lojas terceirenses por deterem o direito de concessão da marca, após aceitarem as condições impostas pelo franchisador, não são obrigatoriamente (como acontece em alguns destes negócios) forçadas a reformularem as suas infraestruturas físicas de forma a que mais facilmente se identifique a marca.
Uma outra vantagem para quem abre um franchising é o facto de poderem oferecer aos clientes uma marca conhecida, mas que no mercado local não existia.
NOS AÇORES
Não se sabem ao certo quantos franchisings há
Não existe a noção do número exacto de negócios franchisados nos Açores, em particular, e no país de um modo geral, até porque não há nenhuma entidade, regional ou nacional, que tenha feito o levantamento do número de marcas estabelecidas na Região, do número de unidades, do volume de negócios ou do emprego gerado.
Os números que existem são apenas os recolhidos e divulgados pelo Instituto de Informação em Franchising e são dados de âmbito nacional.
Em 2004, existiam em Portugal 320 marcas franchisadas, num ano em que o volume de facturação global do mercado ultrapassou três mil milhões de euros (mais 6,5 por cento que em 2003).
Mais de metade deste volume de vendas foi realizado por dez redes apenas, em especial cadeias de distribuição alimentar.
Em 2004, as empresas que utilizavam o sistema franchising empregavam 56 mil trabalhadores, tendo, então, contribuído com mais de três mil novos postos de trabalho.
+ Informações:
Fonte: A União
Data: 2006-08-02 10:18:43
Visualizações: 1586
Data: 2006-08-02 10:18:43
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