Pais gastam muito em material escolar
Livros, cadernos, estojos (uns com lápis e canetas, borrachas e aparadores, outros com réguas e esquadros, tesouras e calculadoras), material didáctico para trabalhos manuais, equipamentos para educação física e/ou instrumentos para educação musical.
Com o aproximar do arranque do ano lectivo, no caso o 2006/2007 (em meados do próximo mês de Setembro), começa a azafama de correr para as livrarias, papelarias e lojas de especialidade onde se adquiram materiais próprios para disciplinas mais práticas.
Os pais e encarregados de educação não têm mãos a medir. O dinheiro, entretanto, vai escasseando e à medida que os filhos e/ou educandos vão começando nas aulas, cada vez mais e mais exigências vão sendo colocadas pelos professores para a concretização do cumprimento dos programas curriculares impostos.
Por estes dias finais de Agosto, as lojas do sector estão, apesar de muita gente de férias, já com acentuado movimento. Para além do material escolar, resta salientar, ainda, as mochilas que a preços correntes estão a rondar os cerca de 30 euros (as mais baratas).
Há boa maneira portuguesa, no entanto, o português/açoriano guarda tudo para a última hora. Com algumas possibilidades que os estabelecimentos comerciais vão apresentando, tem-se conseguido nos últimos tempos invertido o sentido das coisas, nomeadamente, com os serviços de reservas/encomendas a funcionarem com cada vez maior número de adeptos.
Entretanto, começam as aulas e os docentes vão solicitando aos responsáveis pelos alunos para que arranjem maneira de adquirir outros equipamentos.
Desde máquinas de calcular gráficas, a livros complementares aos manuais escolares adoptados pelas escolas (esses, essencialmente, a partir do ensino secundário), passando pelas flautas para a disciplina de Educação Musical, até ao calçado apropriado para utilizar durante as aulas de Educação Física (aqui, falamos mais focadamente do ensino preparatório, isto é, dos quinto ao nono anos de escolaridade), assim como das cartolinas, materiais de coloração/pintura, entre outros, que acabam por ser pedidos para a realização de trabalhos nas disciplinas de trabalhos manuais, desenho e/ou geometria.
Falando com alguns pais e encarregados de educação, que aproveitando as férias e os subsídios extra já vão fazendo as chamadas comprinhas escolares, o suplemento “Negócios”, que já na edição de ontem abordou a temática dos preços dos livros escolares para o próximo ano lectivo, chegou à conclusão que é preciso, nalguns casos, quase tanto para o material escolar como que para os livros.
Valores que rondam os 100 a 150 euros, têm de ser desembolsados para a aquisição de materiais escolares à margem dos livros.
“As mochilas são o mais caro”, exclamam a grande maioria dos pais que andam nas compras, nomeadamente os que têm filhos a frequentar os graus de ensino mais baixos. Já para o secundário, geralmente gasta-se mais: só uma calculadora gráfica pode atingir os 150 a 200 euros, das menos caras.
Almoços com Pap’açorda
Entretanto, à margem do material de apoio e suporte às aulas, existem outros gastos e problemas com os filhos nas escolas.
As refeições, nomeadamente o almoço, geralmente são um problema para pais e filhos. Uns não querem comer na escola, outros não encontram grandes alternativas (pelos gastos e pela confiança e segurança).
Todavia, em Angra do Heroísmo, existe um estabelecimento da área da restauração que, percebendo estas dificuldades, encontrou a solução. O “Papaçorda”, tem facilidades de pagamento para os pais e variadas refeições para os filhos.
Depois das férias, o estabelecimento vai reabrir na próxima semana, na Rua do Galo, onde, aproveitando a proximidade com a Escola Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade de Angra, os pais podem ficar descansados. A gerência acerta com os encarregados de educação os moldes contratuais e de seguida serve os filhos. Menos uma preocupação, nalguns casos.
__________________________CAIXA
Mochilas pesadas chegam a Belém
No seguimento do que ontem publicámos, sobre o excesso de peso nas mochilas dos alunos portugueses, hoje damos conta de uma iniciativa de encarregados de educação de Canedo, Santa Maria da Feira, no Continente português, que pediram esta semana ao Presidente da República, Cavaco Silva, que se associe à luta contra o excesso de peso das mochilas escolares.
Este mesmo grupo de pais assinalou o último Dia Mundial da Criança (01 de Junho) com um protesto inédito contra o peso das mochilas que, na maior parte dos casos, ultrapassa orientações do Ministério da Saúde, segundo as quais os alunos não devem transportar mais de dez por cento do seu peso às costas.
Hilário Pais, presidente da Associação de Pais da Escola EB 2,3 de Canedo, Santa Maria da Feira, citado pela Agência Lusa, frisa que o dossier remetido à Presidência da República inclui um caderno reivindicativo com seis pontos, incluindo a defesa da colocação obrigatória de cacifos individuais em todas as escolas, para aliviar a carga de livros a transportar diariamente pelos menores.
O dossier integra também recortes de notícias e estudos sobre a matéria, um da própria associação de pais e outro da DECO, incluindo, ainda, o enunciado do último exame nacional do 9º ano de escolaridade para a cadeira de Matemática, em que um dos problemas colocados se prende precisamente sobre o excesso de peso nas mochilas.
Hilário Pais disse que a sua Associação de Pais recorreu à Presidência da República e não ao Governo porque os sucessivos ministros da Educação têm permitido o agravamento da situação e “deixam os protestos cair em saco roto”.

Com o aproximar do arranque do ano lectivo, no caso o 2006/2007 (em meados do próximo mês de Setembro), começa a azafama de correr para as livrarias, papelarias e lojas de especialidade onde se adquiram materiais próprios para disciplinas mais práticas.
Os pais e encarregados de educação não têm mãos a medir. O dinheiro, entretanto, vai escasseando e à medida que os filhos e/ou educandos vão começando nas aulas, cada vez mais e mais exigências vão sendo colocadas pelos professores para a concretização do cumprimento dos programas curriculares impostos.
Por estes dias finais de Agosto, as lojas do sector estão, apesar de muita gente de férias, já com acentuado movimento. Para além do material escolar, resta salientar, ainda, as mochilas que a preços correntes estão a rondar os cerca de 30 euros (as mais baratas).
Há boa maneira portuguesa, no entanto, o português/açoriano guarda tudo para a última hora. Com algumas possibilidades que os estabelecimentos comerciais vão apresentando, tem-se conseguido nos últimos tempos invertido o sentido das coisas, nomeadamente, com os serviços de reservas/encomendas a funcionarem com cada vez maior número de adeptos.
Entretanto, começam as aulas e os docentes vão solicitando aos responsáveis pelos alunos para que arranjem maneira de adquirir outros equipamentos.
Desde máquinas de calcular gráficas, a livros complementares aos manuais escolares adoptados pelas escolas (esses, essencialmente, a partir do ensino secundário), passando pelas flautas para a disciplina de Educação Musical, até ao calçado apropriado para utilizar durante as aulas de Educação Física (aqui, falamos mais focadamente do ensino preparatório, isto é, dos quinto ao nono anos de escolaridade), assim como das cartolinas, materiais de coloração/pintura, entre outros, que acabam por ser pedidos para a realização de trabalhos nas disciplinas de trabalhos manuais, desenho e/ou geometria.
Falando com alguns pais e encarregados de educação, que aproveitando as férias e os subsídios extra já vão fazendo as chamadas comprinhas escolares, o suplemento “Negócios”, que já na edição de ontem abordou a temática dos preços dos livros escolares para o próximo ano lectivo, chegou à conclusão que é preciso, nalguns casos, quase tanto para o material escolar como que para os livros.
Valores que rondam os 100 a 150 euros, têm de ser desembolsados para a aquisição de materiais escolares à margem dos livros.
“As mochilas são o mais caro”, exclamam a grande maioria dos pais que andam nas compras, nomeadamente os que têm filhos a frequentar os graus de ensino mais baixos. Já para o secundário, geralmente gasta-se mais: só uma calculadora gráfica pode atingir os 150 a 200 euros, das menos caras.
Almoços com Pap’açorda
Entretanto, à margem do material de apoio e suporte às aulas, existem outros gastos e problemas com os filhos nas escolas.
As refeições, nomeadamente o almoço, geralmente são um problema para pais e filhos. Uns não querem comer na escola, outros não encontram grandes alternativas (pelos gastos e pela confiança e segurança).
Todavia, em Angra do Heroísmo, existe um estabelecimento da área da restauração que, percebendo estas dificuldades, encontrou a solução. O “Papaçorda”, tem facilidades de pagamento para os pais e variadas refeições para os filhos.
Depois das férias, o estabelecimento vai reabrir na próxima semana, na Rua do Galo, onde, aproveitando a proximidade com a Escola Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade de Angra, os pais podem ficar descansados. A gerência acerta com os encarregados de educação os moldes contratuais e de seguida serve os filhos. Menos uma preocupação, nalguns casos.
__________________________CAIXA
Mochilas pesadas chegam a Belém
No seguimento do que ontem publicámos, sobre o excesso de peso nas mochilas dos alunos portugueses, hoje damos conta de uma iniciativa de encarregados de educação de Canedo, Santa Maria da Feira, no Continente português, que pediram esta semana ao Presidente da República, Cavaco Silva, que se associe à luta contra o excesso de peso das mochilas escolares.
Este mesmo grupo de pais assinalou o último Dia Mundial da Criança (01 de Junho) com um protesto inédito contra o peso das mochilas que, na maior parte dos casos, ultrapassa orientações do Ministério da Saúde, segundo as quais os alunos não devem transportar mais de dez por cento do seu peso às costas.
Hilário Pais, presidente da Associação de Pais da Escola EB 2,3 de Canedo, Santa Maria da Feira, citado pela Agência Lusa, frisa que o dossier remetido à Presidência da República inclui um caderno reivindicativo com seis pontos, incluindo a defesa da colocação obrigatória de cacifos individuais em todas as escolas, para aliviar a carga de livros a transportar diariamente pelos menores.
O dossier integra também recortes de notícias e estudos sobre a matéria, um da própria associação de pais e outro da DECO, incluindo, ainda, o enunciado do último exame nacional do 9º ano de escolaridade para a cadeira de Matemática, em que um dos problemas colocados se prende precisamente sobre o excesso de peso nas mochilas.
Hilário Pais disse que a sua Associação de Pais recorreu à Presidência da República e não ao Governo porque os sucessivos ministros da Educação têm permitido o agravamento da situação e “deixam os protestos cair em saco roto”.
+ Informações:
Fonte: www.auniao.com
Autor: Pedro Ferreira
Data: 2006-08-25 10:55:34
Visualizações: 430
Autor: Pedro Ferreira
Data: 2006-08-25 10:55:34
Visualizações: 430
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