Governo Regional apoia II Encontro Mundial de Camélias Antigas nas Furnas
O Governo Regional dos Açores vai apoiar a realização do II Encontro Mundial de Camélias Antigas, que terá lugar no próximo ano, na freguesia das Furnas, na ilha de S. Miguel.
A garantia foi dada, esta quarta-feira, pela secretária regional do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques, no final de um encontro que manteve com a Direcção da Associação de Proprietários e Moradores da Lagoa das Furnas.
Em declarações aos jornalistas, no final da reunião, Ana Paula Marques justificou o apoio do Governo àquela iniciativa pelo facto da mesma contribuir para promover os Açores, sendo também, sob o ponto de vista ambiental, “mais uma forma de divulgar os valores que temos e o património natural que possuímos”.
Lembrou, a propósito, que a iniciativa de organizar este encontro nas Furnas surgiu na sequência da participação daquela associação, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, numa exposição de camélias em Itália, à qual foram levados cerca de 300 exemplares de camélias oriundas de jardins dos Açores.
A ideia, explicou ainda Ana Paula Marques, é trazer à Região o maior numero possível de sócios destas associações internacionais, que poderão, dessa forma, “tomar contacto directo com a riqueza do património natural da Região, nomeadamente com a exuberância dos jardins com camélias existentes no vale das Furnas”.
O encontro servirá, também, para apresentar a candidatura da Região à organização de uma das próximas edições do Congresso Mundial das Camélias, um evento mais técnico que inclui no seu programa apresentações de especialistas mundiais sobre a espécie, sendo certo que já estão escolhidos os países que acolherão esta iniciativa até 2012.
Destacou, igualmente, o facto deste projecto poder “proporcionar a vinda aos Açores de um nicho de turistas que são os entusiastas destas flores, que gostam de caminhar pela Natureza, de consumir produtos locais e que têm, também, um nível superior e alguma capacidade económica que lhes permite ficar na Região mais uns dias, sobretudo na época baixa, nos hotéis”.
Segundo referiu a governante, os Açores constituem, neste particular, “um nicho onde existem os exemplares mais antigos de camélias, o que leva a Região a ser muito apreciada pelos entusiastas da botânica em geral e do cultivo das camélias em particular”.
Para Ana Paula Marques, importa, num futuro próximo, potenciar ao máximo a riqueza resultante da particularidade que têm as camélias açorianas, já essa característica “tem um valor enorme, mesmo do ponto de vista comercial”.
Anunciou, ainda, ser intenção do Governo criar, nos próximos anos, uma Rede Regional de Jardins Botânicos, o que permitirá, por exemplo, inventariar e catalogar as diferentes plantas e editar publicações sobre o vasto património que existe nesses espaços, por forma a que os mesmo adquiram “uma outra importância do ponto de vista da conservação e da investigação, e, até, económico.”
Introduzidas na Região no século XVIII, as camélias hoje existentes nos Açores são muito apreciadas por serem as espécies mais antigas daquela flor, cuja produção, a nível mundial, teve a particularidade de se ter “cristalizado” no período a seguir à II Guerra Mundial, tendo aparecido depois uma grande produção de híbridos a partir de várias espécies de camélias, que resultaram em milhares de flores distintas.
Fotografia: GaCS/SRAM

A garantia foi dada, esta quarta-feira, pela secretária regional do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques, no final de um encontro que manteve com a Direcção da Associação de Proprietários e Moradores da Lagoa das Furnas.
Em declarações aos jornalistas, no final da reunião, Ana Paula Marques justificou o apoio do Governo àquela iniciativa pelo facto da mesma contribuir para promover os Açores, sendo também, sob o ponto de vista ambiental, “mais uma forma de divulgar os valores que temos e o património natural que possuímos”.
Lembrou, a propósito, que a iniciativa de organizar este encontro nas Furnas surgiu na sequência da participação daquela associação, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, numa exposição de camélias em Itália, à qual foram levados cerca de 300 exemplares de camélias oriundas de jardins dos Açores.
A ideia, explicou ainda Ana Paula Marques, é trazer à Região o maior numero possível de sócios destas associações internacionais, que poderão, dessa forma, “tomar contacto directo com a riqueza do património natural da Região, nomeadamente com a exuberância dos jardins com camélias existentes no vale das Furnas”.
O encontro servirá, também, para apresentar a candidatura da Região à organização de uma das próximas edições do Congresso Mundial das Camélias, um evento mais técnico que inclui no seu programa apresentações de especialistas mundiais sobre a espécie, sendo certo que já estão escolhidos os países que acolherão esta iniciativa até 2012.
Destacou, igualmente, o facto deste projecto poder “proporcionar a vinda aos Açores de um nicho de turistas que são os entusiastas destas flores, que gostam de caminhar pela Natureza, de consumir produtos locais e que têm, também, um nível superior e alguma capacidade económica que lhes permite ficar na Região mais uns dias, sobretudo na época baixa, nos hotéis”.
Segundo referiu a governante, os Açores constituem, neste particular, “um nicho onde existem os exemplares mais antigos de camélias, o que leva a Região a ser muito apreciada pelos entusiastas da botânica em geral e do cultivo das camélias em particular”.
Para Ana Paula Marques, importa, num futuro próximo, potenciar ao máximo a riqueza resultante da particularidade que têm as camélias açorianas, já essa característica “tem um valor enorme, mesmo do ponto de vista comercial”.
Anunciou, ainda, ser intenção do Governo criar, nos próximos anos, uma Rede Regional de Jardins Botânicos, o que permitirá, por exemplo, inventariar e catalogar as diferentes plantas e editar publicações sobre o vasto património que existe nesses espaços, por forma a que os mesmo adquiram “uma outra importância do ponto de vista da conservação e da investigação, e, até, económico.”
Introduzidas na Região no século XVIII, as camélias hoje existentes nos Açores são muito apreciadas por serem as espécies mais antigas daquela flor, cuja produção, a nível mundial, teve a particularidade de se ter “cristalizado” no período a seguir à II Guerra Mundial, tendo aparecido depois uma grande produção de híbridos a partir de várias espécies de camélias, que resultaram em milhares de flores distintas.
Fotografia: GaCS/SRAM
+ Informações:
Fonte: GaCS/FG/JS
Autor: Maria da Conceição Oliveira
Data: 2006-08-25 15:44:12
Visualizações: 259
Autor: Maria da Conceição Oliveira
Data: 2006-08-25 15:44:12
Visualizações: 259
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