Para manter a linha engana-se o freguês
Negócio: “transacção comercial; ajuste; assunto”. À letra do Dicionário Básico da Língua Portuguesa esta é a definição certa para descrever um relacionamento que, muitas das vezes, para alcançar dinheiro fácil, acaba por não ser leal e correcto.

Isto para referir que, apesar da época de Verão estar a chegar ao fim e das preocupações estéticas também, foram detectadas falhas “graves” nas consultas de aconselhamento alimentar dadas em centros de estética, institutos de beleza e ginásios.
Tais falhas foram verificadas pela Associação de Defesa do Consumidor – DECO, no âmbito de um trabalho de campo realizado a 39 consultas da especialidade, nesta época do ano.
Contactados vários ginásios que estão instalados no mercado terceirense, todos negaram que nas ilhas, em especial na Terceira, sejam praticados tais actos enganadores somente com o intuito de ganhar dinheiro fácil, uma vez que, justificaram, o mercado é mais pequeno, do ponto de vista da procura, e, por isso, tem de ser mais fielmente tratado. No entanto, existem sempre os “amigos do alheio” que devem fazer lembrar o velho dito popular que reza que “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”.
Lembram, ainda, os responsáveis pelo sector que, no que toca, por exemplo, às dietas, nos Açores têm de ser aconselhadas e seguidas com muito cuidado, pois os hábitos alimentares instalados estão muito enraizados.
Isto no seguimento do que diz a DECO: “Metade das dietas são desequilibradas e perigosas para a saúde e, mais grave, são aconselhadas mesmo a quem não precisa de emagrecer. Além disso, orientam muitas vezes para a compra de produtos caros e dispensáveis”.
A Associação de Defesa do Consumidor concluiu por tal, no seguimento de visitas anónimas a 39 consultas, que realizou com base em vários colaboradores (com perfis diferentes) que enviou para o terreno.
Um destes colaboradores era muito magro e, embora não precisasse, queria emagrecer quatro quilos, enquanto que outra era uma obesa e pretendia perder 20 quilos em cerca de meio ano.
Os resultados foram surpreendentes. No caso do magro, seria de esperar que fosse aconselhado a não perder peso, não se apontado qualquer regime para emagrecer. No entanto, uma maioria dos profissionais recomendam.
A atitude é “grave”, afirma a DECO, “pois pode levar à desnutrição e ajudar a desenvolver distúrbios do comportamento alimentar como, por exemplo, anorexia nervosa”, doença que está muito em voga nos dias que correm, nomeadamente entre as classes mais jovens da sociedade portuguesa.
No segundo caso, pessoa obesa que deseja perder 20 quilos em seis meses, a atitude correcta seria chamar a atenção para as consequências de um emagrecimento demasiado rápido, que só se consegue à custa de um regime muito restritivo, eventualmente perigoso para a saúde.
Porém, acrescenta a Defesa do Consumidor, “metade não hesitou em corresponder às expectativas da cliente, mesmo sabendo que é pouco recomendável”. Dos 39 casos inspeccionados, em apenas 12, os profissionais prestaram um bom serviço (medições de peso e altura, levantamento do historial clínico e hábitos alimentares e aconselhamento de um bom programa de emagrecimento, com uma dieta equilibrada e exercício físico).
No caso da colaboradora magra, desaconselharam-na a perder peso, limitando-se a fornecer conselhos sobre estilos de vida saudável (alimentação e actividade física).
Os extras...
Uma consulta de aconselhamento alimentar pode custar muito caro. No entanto, existem casos em que são gratuitas, mas com a intenção de que se gaste dezenas de euros em produtos para emagrecer ou engordar.
Em quase metade dos casos detectados pela DECO, as colaboradoras saíram da consulta com chás, infusões, ampolas, xaropes, entre outros, muitos ditos “naturais”. Porém, o facto de serem à base de extractos de plantas não significa que sejam inócuos. Podem, por exemplo, sofrer contaminações por microrganismos, pesticidas e metais pesados.
Alguns são laxantes ou diuréticos: fazem perder peso pela eliminação de urina ou fezes, em vez de gordura.
O conselho é para que os consumidores não recorram a qualquer tipo de produto para perder peso sem orientação e vigilância de um especialista.
Para emagrecer de forma saudável e duradoura, não existem soluções milagrosas.
A receita passa sempre por alterar comportamentos, ter alguma força de vontade e persistência para manter uma dieta saudável e equilibrada, a par da actividade física.
Gordura não é massa muscular
As dietas de emagrecimento devem ser, então, equilibradas e não demasiado restritivas. Um dos erros mais frequentes consiste em reduzir em demasia ou mesmo eliminar alimentos como pão, arroz, massas e leguminosas.
Deve perder-se peso gradualmente e não em poucas semanas, sob pena de emagrecer à custa de perda de massa muscular e não de gordura. Ao reduzir a massa muscular, torna-se cada vez mais difícil perder peso e mantê-lo.
Além disso, emagrecer depressa leva a grandes perdas de água, sódio e potássio, com riscos para o coração, fígado, rins e aparelho gastrointestinal.

Isto para referir que, apesar da época de Verão estar a chegar ao fim e das preocupações estéticas também, foram detectadas falhas “graves” nas consultas de aconselhamento alimentar dadas em centros de estética, institutos de beleza e ginásios.
Tais falhas foram verificadas pela Associação de Defesa do Consumidor – DECO, no âmbito de um trabalho de campo realizado a 39 consultas da especialidade, nesta época do ano.
Contactados vários ginásios que estão instalados no mercado terceirense, todos negaram que nas ilhas, em especial na Terceira, sejam praticados tais actos enganadores somente com o intuito de ganhar dinheiro fácil, uma vez que, justificaram, o mercado é mais pequeno, do ponto de vista da procura, e, por isso, tem de ser mais fielmente tratado. No entanto, existem sempre os “amigos do alheio” que devem fazer lembrar o velho dito popular que reza que “quando a esmola é demais, até o santo desconfia”.
Lembram, ainda, os responsáveis pelo sector que, no que toca, por exemplo, às dietas, nos Açores têm de ser aconselhadas e seguidas com muito cuidado, pois os hábitos alimentares instalados estão muito enraizados.
Isto no seguimento do que diz a DECO: “Metade das dietas são desequilibradas e perigosas para a saúde e, mais grave, são aconselhadas mesmo a quem não precisa de emagrecer. Além disso, orientam muitas vezes para a compra de produtos caros e dispensáveis”.
A Associação de Defesa do Consumidor concluiu por tal, no seguimento de visitas anónimas a 39 consultas, que realizou com base em vários colaboradores (com perfis diferentes) que enviou para o terreno.
Um destes colaboradores era muito magro e, embora não precisasse, queria emagrecer quatro quilos, enquanto que outra era uma obesa e pretendia perder 20 quilos em cerca de meio ano.
Os resultados foram surpreendentes. No caso do magro, seria de esperar que fosse aconselhado a não perder peso, não se apontado qualquer regime para emagrecer. No entanto, uma maioria dos profissionais recomendam.
A atitude é “grave”, afirma a DECO, “pois pode levar à desnutrição e ajudar a desenvolver distúrbios do comportamento alimentar como, por exemplo, anorexia nervosa”, doença que está muito em voga nos dias que correm, nomeadamente entre as classes mais jovens da sociedade portuguesa.
No segundo caso, pessoa obesa que deseja perder 20 quilos em seis meses, a atitude correcta seria chamar a atenção para as consequências de um emagrecimento demasiado rápido, que só se consegue à custa de um regime muito restritivo, eventualmente perigoso para a saúde.
Porém, acrescenta a Defesa do Consumidor, “metade não hesitou em corresponder às expectativas da cliente, mesmo sabendo que é pouco recomendável”. Dos 39 casos inspeccionados, em apenas 12, os profissionais prestaram um bom serviço (medições de peso e altura, levantamento do historial clínico e hábitos alimentares e aconselhamento de um bom programa de emagrecimento, com uma dieta equilibrada e exercício físico).
No caso da colaboradora magra, desaconselharam-na a perder peso, limitando-se a fornecer conselhos sobre estilos de vida saudável (alimentação e actividade física).
Os extras...
Uma consulta de aconselhamento alimentar pode custar muito caro. No entanto, existem casos em que são gratuitas, mas com a intenção de que se gaste dezenas de euros em produtos para emagrecer ou engordar.
Em quase metade dos casos detectados pela DECO, as colaboradoras saíram da consulta com chás, infusões, ampolas, xaropes, entre outros, muitos ditos “naturais”. Porém, o facto de serem à base de extractos de plantas não significa que sejam inócuos. Podem, por exemplo, sofrer contaminações por microrganismos, pesticidas e metais pesados.
Alguns são laxantes ou diuréticos: fazem perder peso pela eliminação de urina ou fezes, em vez de gordura.
O conselho é para que os consumidores não recorram a qualquer tipo de produto para perder peso sem orientação e vigilância de um especialista.
Para emagrecer de forma saudável e duradoura, não existem soluções milagrosas.
A receita passa sempre por alterar comportamentos, ter alguma força de vontade e persistência para manter uma dieta saudável e equilibrada, a par da actividade física.
Gordura não é massa muscular
As dietas de emagrecimento devem ser, então, equilibradas e não demasiado restritivas. Um dos erros mais frequentes consiste em reduzir em demasia ou mesmo eliminar alimentos como pão, arroz, massas e leguminosas.
Deve perder-se peso gradualmente e não em poucas semanas, sob pena de emagrecer à custa de perda de massa muscular e não de gordura. Ao reduzir a massa muscular, torna-se cada vez mais difícil perder peso e mantê-lo.
Além disso, emagrecer depressa leva a grandes perdas de água, sódio e potássio, com riscos para o coração, fígado, rins e aparelho gastrointestinal.
+ Informações:
Fonte: www.auniao.com
Data: 2006-08-30 11:19:04
Visualizações: 689
Data: 2006-08-30 11:19:04
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