Planear para progredir - A vital importância do Plano de Urbanização da Horta
O Plano é, de certo modo, um resposta às questões que se põem ao estado da Horta como cidade e concelho: em primeiro lugar, a qualidade de vida da sua população, mas também tudo o que se relaciona com os factores indispensáveis ao seu desenvolvimento económico, social e cultural, de modo a poder reforçar o papel da Horta no contexto regional e, mais concretamente, no grupo de ilhas Faial-Pico-São Jorge, mercê de uma melhor oferta de serviços.
Por ocasião do último aniversário da cidade, a Câmara Municipal promoveu uma primeira apresentação da sua proposta, destinada exclusivamente aos
deputados à Assembleia Municipal e aos orgãos de comunicação social locals,
com exposição detalhada a cargo dos técnicos Victor Daniel e Rogério Silva.
Ficou a perceber-se na altura – embora a linguagem técnica por vezes se
tornasse difícil de descodificar – que se tratava de uma aposta ambiciosa e
complexa – tanto mais que integra uma série de compromissos urbanísticos e
pretensões de particulares assumidos pela CMH nos últimos anos – que vai
exigir um enorme esforço, não só dos técnicos e das vereações presentes e
futuras, mas também toda a população, pelo menos daqueles que pensam e
sentem os problemas da sua terra e têm ideias próprias para a superação dos
mesmos. Mas exige muito especialmente o contributo de todas as organizações partidárias e não só, tanto mais que está previsto durar a execução do Plano cerca de 20 anos, com um custo rondando os 60 milhões de euros.
Tudo isso vai exigir rigor, disciplina, sacrifícios e, acima de tudo,
dedicação à nossa terra, a nossa casa comum, terá de contar-se também com os erros humanos e os contratempos que sempre surgem.
Porém, o elemento essencial terá de ser a população, de uma maneira geral,
com uma exigência particular, para os arquitectos, engenheiros,
investidores, animadores culturais, jornalistas e outros com afins
formações.
Mas, atenção, neste momento trata-se apenas de uma proposta a sujeitar à
apreciação pública, como passo primeiro de um processo burocrático, que tem
de estar concluído atyé 31 de Dezembro de 2006, a fim de ser incluído no
próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Do vasto número de propostas destacamos algumas que nos parecem de maior abrangência:
Qualidade de vida
Propõe-se a criação de um vasto conjunto de infra-estruturas de diversos
âmbitos, destinadas ao usufruto da população, entre eles: criação de uma
rede integrada de esaços verdes na utilização colectiva, sejam parques
urbanos, jardins, praças, largos ou outros; valorização das áreas de reserva
ecológica; elaboração do plano de ordenamento viário, circulação,
estacionamento e transportes públicos; regulação do trânsito e
estacionamento; reforço da rede de equipamentos.
Crescimento económico
Melhorar a funcionalidade das infra-estruturas portuárias e aeroportuárias;
promover a instalação de unidades comerciais e de serviços de maiores
dimensões; promover a instalação de unidades industriais e outras a elas
associadas, no Parque Industrial de Santa Bárbara; fomentar o sector
turístico, através do incremento da construção de novos empreendimentos
turísticos e da criação de novos equipamentos e infra-estruturas voltadas
para o lazer, cultura e desporto.
Arquitectura e urbanismo
Criação de um espaço urbano, arquitectónico e ambiental qualificado,
contribuindo para melhorar a imagem da cidade da Horta.
O Plano de Urbabnização da Horta, que o mesmo é dizer, neste caso, plano de desenvolvimento para a cidade e o concelho da Horta, vai, sem dúvida,
condicionar a vida dos cidadãos residentes nos próximos 20 anos. Portanto,
terá de ser feito não apenas para as populações mas com as populações, desde o técnico qualificado ao mais modesto trabalhador.
Perfilam-se, entretanto, alguns escolhos a vencer: primeiro, a essência -
pelo menos até ao momento - de uma verdadadeira sensibilização pública para
um empreendimento desta ordem; segundo, a falta de qualquer referência ao
tão necessário quanto sucessivamente adiado projecto de saneamento básico; por último, mas não menos importante, o facto desta proposta de planeamento se encontrar neste momento bloqueada por falta dos vinculativos pareceres de cinco entidades locais.
Temos, entretanto, a esperança de que os homens do leme e das máquinas deste barco do futuro saibam vencer as dificuldades e chegar a bom porto, para bem da cidade, da ilha do Faial e da Região.

Por ocasião do último aniversário da cidade, a Câmara Municipal promoveu uma primeira apresentação da sua proposta, destinada exclusivamente aos
deputados à Assembleia Municipal e aos orgãos de comunicação social locals,
com exposição detalhada a cargo dos técnicos Victor Daniel e Rogério Silva.
Ficou a perceber-se na altura – embora a linguagem técnica por vezes se
tornasse difícil de descodificar – que se tratava de uma aposta ambiciosa e
complexa – tanto mais que integra uma série de compromissos urbanísticos e
pretensões de particulares assumidos pela CMH nos últimos anos – que vai
exigir um enorme esforço, não só dos técnicos e das vereações presentes e
futuras, mas também toda a população, pelo menos daqueles que pensam e
sentem os problemas da sua terra e têm ideias próprias para a superação dos
mesmos. Mas exige muito especialmente o contributo de todas as organizações partidárias e não só, tanto mais que está previsto durar a execução do Plano cerca de 20 anos, com um custo rondando os 60 milhões de euros.
Tudo isso vai exigir rigor, disciplina, sacrifícios e, acima de tudo,
dedicação à nossa terra, a nossa casa comum, terá de contar-se também com os erros humanos e os contratempos que sempre surgem.
Porém, o elemento essencial terá de ser a população, de uma maneira geral,
com uma exigência particular, para os arquitectos, engenheiros,
investidores, animadores culturais, jornalistas e outros com afins
formações.
Mas, atenção, neste momento trata-se apenas de uma proposta a sujeitar à
apreciação pública, como passo primeiro de um processo burocrático, que tem
de estar concluído atyé 31 de Dezembro de 2006, a fim de ser incluído no
próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Do vasto número de propostas destacamos algumas que nos parecem de maior abrangência:
Qualidade de vida
Propõe-se a criação de um vasto conjunto de infra-estruturas de diversos
âmbitos, destinadas ao usufruto da população, entre eles: criação de uma
rede integrada de esaços verdes na utilização colectiva, sejam parques
urbanos, jardins, praças, largos ou outros; valorização das áreas de reserva
ecológica; elaboração do plano de ordenamento viário, circulação,
estacionamento e transportes públicos; regulação do trânsito e
estacionamento; reforço da rede de equipamentos.
Crescimento económico
Melhorar a funcionalidade das infra-estruturas portuárias e aeroportuárias;
promover a instalação de unidades comerciais e de serviços de maiores
dimensões; promover a instalação de unidades industriais e outras a elas
associadas, no Parque Industrial de Santa Bárbara; fomentar o sector
turístico, através do incremento da construção de novos empreendimentos
turísticos e da criação de novos equipamentos e infra-estruturas voltadas
para o lazer, cultura e desporto.
Arquitectura e urbanismo
Criação de um espaço urbano, arquitectónico e ambiental qualificado,
contribuindo para melhorar a imagem da cidade da Horta.
O Plano de Urbabnização da Horta, que o mesmo é dizer, neste caso, plano de desenvolvimento para a cidade e o concelho da Horta, vai, sem dúvida,
condicionar a vida dos cidadãos residentes nos próximos 20 anos. Portanto,
terá de ser feito não apenas para as populações mas com as populações, desde o técnico qualificado ao mais modesto trabalhador.
Perfilam-se, entretanto, alguns escolhos a vencer: primeiro, a essência -
pelo menos até ao momento - de uma verdadadeira sensibilização pública para
um empreendimento desta ordem; segundo, a falta de qualquer referência ao
tão necessário quanto sucessivamente adiado projecto de saneamento básico; por último, mas não menos importante, o facto desta proposta de planeamento se encontrar neste momento bloqueada por falta dos vinculativos pareceres de cinco entidades locais.
Temos, entretanto, a esperança de que os homens do leme e das máquinas deste barco do futuro saibam vencer as dificuldades e chegar a bom porto, para bem da cidade, da ilha do Faial e da Região.
+ Informações:
Fonte: Tribuna das Ilhas
Autor: Mário Frayao
Data: 2006-09-22 18:17:32
Visualizações: 70
Autor: Mário Frayao
Data: 2006-09-22 18:17:32
Visualizações: 70
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