Turismo - Agosto foi o menos mau para a hotelaria terceirense
Ontem foi Dia Mundial do Turismo. Que melhor dia poderia existir, após a chamada época alta, para fazermos o balanço do Verão 2006, ao nível da hotelaria açoriana e terceirense, em particular. 
Pedro Ferreira
Antes de Agosto falamos com os hoteleiros e as expectativas não eram más, mas com Setembro já no final, começam a chegar as críticas, os lamentos e os relatos de dificuldades que, nalguns casos, vão mesmo levar ao encerramento de unidades hoteleiras em Angra do Heroísmo.
Será o caso da Pousada do Castelinho. Inaugurada recentemente, a administração da ENATUR, entidade gestora das Pousadas de Portugal, já anunciou que a Pousada de São Sebastião vai fechar durante o próximo Inverno, porque as previsões feitas para as taxas de ocupação são muito baixas.
Apesar deste revés na disponibilização da oferta turística terceirense, as restantes unidades vão manter as portas abertas, pelo menos a julgar pelas últimas previsões.
Na análise aos números estatísticos mais recentes, constata-se que a ilha Terceira tem vindo a perder peso, relativamente a outras ilhas, e apesar do aumento do número de camas.
De Janeiro a Julho passados, à ilha chegaram menos quase dez por cento de turistas do que em igual período de 2005. Em sentido contrário, no total das ilhas, regista-se uma subida interessante do número de dormidas, nomeadamente um acréscimo de praticamente três pontos percentuais, em relação a período homólogo.
Com taxas médias de ocupação a rondar os 37 por cento, as unidades hoteleiras, no cômputo insular, contabilizaram à volta de 647 mil dormidas, nos primeiros sete meses deste ano.
Faial, Graciosa e Pico foram as ilhas que maiores subidas registaram, sendo que, pelo contrário, a ilha Terceira desceu nestes indicadores. No entanto, a ilha continua a ser, pelas capacidades infraestruturadas, a segunda maior mais importante do ponto de vista da recepção de visitantes.
Ainda nos dias que correm muitos são os turistas que se passeiam pela ilha.
Se analisarmos os dados por concelho, verificamos que o de Angra do Heroísmo consegue viver melhor do que o da Praia da Vitória que apenas regista boas taxas de ocupação por cama nos dias que giram em torno das festas concelhias.
No entanto, a partir de agora, as coisas começam a ficar mais escuras para todos. Apesar de suportado por um dos maiores, senão o maior, grupo empresarial regional - o Grupo Bensaúde -, o Terceira Mar Hotel regista taxas de ocupação relativamente baixas durante os meses de Inverno, algo que se espera venha a alterar-se, este ano.
Quanto ao Verão não correu mal. Agosto foi, como é hábito, o mês de maior procura.
Quem tem arranjado alternativas às baixas taxas de ocupação é o Hotel Caracol, através da disponibilização da campanha “Açores… ilhas de bem-estar”, do seu Wellness Center. No entanto, quanto chega a época baixa, chega para todos.
As dormidas dos turistas residentes em Portugal Continental registaram um aumento de 5,4 por cento no período de Janeiro a Julho, enquanto que os visitantes residentes no estrangeiro aumentaram de 0,6 por cento em termos homólogos.
Entretanto, como já anteriormente referimos, a Pousada de São Sebastião vai encerrar na época baixa. De 15 de Outubro próximo até 01 de Abril do próximo ano.
Os funcionários, que terminam contratos a meados de Outubro, vão, alguns, para o Continente receber formação. No caso da Pousada da ENATUR na cidade da Horta, ilha do Faial, a história vai repetir-se.
Em causa estão as projecções já feitas e que apontam para taxas médias de ocupação que, durante os meses invernosos, não chegariam aios dez pontos percentuais.
Agosto salvou ano menos bom
Do Hotel Caracol, segundo números que conseguimos apurar, nos meses de Junho e Julho passados registaram-se quebras nas taxas de ocupação na ordem dos 15 e seis por cento, respectivamente. Agosto foi melhor.
Mais ao lado, o Terceira Mar Hotel. Não se queixa muito de grandes quebras, comparativamente a 2005, sabendo-se que as taxas de ocupação em Julho foram na casa dos 70 por cento, mais ou menos a taxa do ano passado, enquanto que os números de Agosto foram, ainda, um pouco melhor.
Em duas unidades hoteleiras da Praia, Varandas do Atlântico e Praia Marina,
Agosto é de facto o mês dos recordes, devido à realização das festas concelhias. Aliás, para além de não ter havido camas disponíveis na semana das festas, já existem reservas para a semana das festividades de 2007.
Hotéis a mais e voos a menos
Na maioria dos casos, os responsáveis pelas unidades hoteleiras são unânimes em considerar que o mal de que padece o turismo na Terceira tem que ver com o excesso de camas para oferta e o reduzido e constrangido número de ligações aéreas directas com o exterior.
A recente declaração de que, a partir de Abril de 2007, vai iniciar-se a operação Holanda, isto é, que o operador turístico TUI vai encher aviões todas as semanas da Holanda com destino às Lajes, fazem com que as expectativas dos hoteleiros aumente em relação os números menos conseguidos do turismo na ilha, pelo menos, nos últimos tempos.
Porém, acrescenta-se, o problema da época baixa vai manter-se, uma vez que a operação referida vai culminar em Outubro do próximo ano.
O TER e o TH queixam-se
Antagónico é, por seu lado, o actual estado do Turismo em Espaço Rural (TER) e de Habitação (TH) na ilha Terceira. Se, uns não têm mãos a medir para satisfazer os turistas, outros queixam-se de taxas de ocupação muito baixas, durante todo o ano, culpando as campanhas promocionais de deficitárias, os custos elevados dos transportes e a aposta feita na construção de grandes unidades hoteleiras.
Com seis espaços do género na ilha (Quinta Nossa Senhora das Mercês, Quinta do Martelo, Casa do Pombal, ambas em Angra do Heroísmo, e Quinta dos Figos, Casa Alta e Casa Magina, na Praia da Vitória), actualmente, poucos são os empresários que não se queixam.
Todavia, este ano, o sector está dentro da normalidade.

Pedro Ferreira
Antes de Agosto falamos com os hoteleiros e as expectativas não eram más, mas com Setembro já no final, começam a chegar as críticas, os lamentos e os relatos de dificuldades que, nalguns casos, vão mesmo levar ao encerramento de unidades hoteleiras em Angra do Heroísmo.
Será o caso da Pousada do Castelinho. Inaugurada recentemente, a administração da ENATUR, entidade gestora das Pousadas de Portugal, já anunciou que a Pousada de São Sebastião vai fechar durante o próximo Inverno, porque as previsões feitas para as taxas de ocupação são muito baixas.
Apesar deste revés na disponibilização da oferta turística terceirense, as restantes unidades vão manter as portas abertas, pelo menos a julgar pelas últimas previsões.
Na análise aos números estatísticos mais recentes, constata-se que a ilha Terceira tem vindo a perder peso, relativamente a outras ilhas, e apesar do aumento do número de camas.
De Janeiro a Julho passados, à ilha chegaram menos quase dez por cento de turistas do que em igual período de 2005. Em sentido contrário, no total das ilhas, regista-se uma subida interessante do número de dormidas, nomeadamente um acréscimo de praticamente três pontos percentuais, em relação a período homólogo.
Com taxas médias de ocupação a rondar os 37 por cento, as unidades hoteleiras, no cômputo insular, contabilizaram à volta de 647 mil dormidas, nos primeiros sete meses deste ano.
Faial, Graciosa e Pico foram as ilhas que maiores subidas registaram, sendo que, pelo contrário, a ilha Terceira desceu nestes indicadores. No entanto, a ilha continua a ser, pelas capacidades infraestruturadas, a segunda maior mais importante do ponto de vista da recepção de visitantes.
Ainda nos dias que correm muitos são os turistas que se passeiam pela ilha.
Se analisarmos os dados por concelho, verificamos que o de Angra do Heroísmo consegue viver melhor do que o da Praia da Vitória que apenas regista boas taxas de ocupação por cama nos dias que giram em torno das festas concelhias.
No entanto, a partir de agora, as coisas começam a ficar mais escuras para todos. Apesar de suportado por um dos maiores, senão o maior, grupo empresarial regional - o Grupo Bensaúde -, o Terceira Mar Hotel regista taxas de ocupação relativamente baixas durante os meses de Inverno, algo que se espera venha a alterar-se, este ano.
Quanto ao Verão não correu mal. Agosto foi, como é hábito, o mês de maior procura.
Quem tem arranjado alternativas às baixas taxas de ocupação é o Hotel Caracol, através da disponibilização da campanha “Açores… ilhas de bem-estar”, do seu Wellness Center. No entanto, quanto chega a época baixa, chega para todos.
As dormidas dos turistas residentes em Portugal Continental registaram um aumento de 5,4 por cento no período de Janeiro a Julho, enquanto que os visitantes residentes no estrangeiro aumentaram de 0,6 por cento em termos homólogos.
Entretanto, como já anteriormente referimos, a Pousada de São Sebastião vai encerrar na época baixa. De 15 de Outubro próximo até 01 de Abril do próximo ano.
Os funcionários, que terminam contratos a meados de Outubro, vão, alguns, para o Continente receber formação. No caso da Pousada da ENATUR na cidade da Horta, ilha do Faial, a história vai repetir-se.
Em causa estão as projecções já feitas e que apontam para taxas médias de ocupação que, durante os meses invernosos, não chegariam aios dez pontos percentuais.
Agosto salvou ano menos bom
Do Hotel Caracol, segundo números que conseguimos apurar, nos meses de Junho e Julho passados registaram-se quebras nas taxas de ocupação na ordem dos 15 e seis por cento, respectivamente. Agosto foi melhor.
Mais ao lado, o Terceira Mar Hotel. Não se queixa muito de grandes quebras, comparativamente a 2005, sabendo-se que as taxas de ocupação em Julho foram na casa dos 70 por cento, mais ou menos a taxa do ano passado, enquanto que os números de Agosto foram, ainda, um pouco melhor.
Em duas unidades hoteleiras da Praia, Varandas do Atlântico e Praia Marina,
Agosto é de facto o mês dos recordes, devido à realização das festas concelhias. Aliás, para além de não ter havido camas disponíveis na semana das festas, já existem reservas para a semana das festividades de 2007.
Hotéis a mais e voos a menos
Na maioria dos casos, os responsáveis pelas unidades hoteleiras são unânimes em considerar que o mal de que padece o turismo na Terceira tem que ver com o excesso de camas para oferta e o reduzido e constrangido número de ligações aéreas directas com o exterior.
A recente declaração de que, a partir de Abril de 2007, vai iniciar-se a operação Holanda, isto é, que o operador turístico TUI vai encher aviões todas as semanas da Holanda com destino às Lajes, fazem com que as expectativas dos hoteleiros aumente em relação os números menos conseguidos do turismo na ilha, pelo menos, nos últimos tempos.
Porém, acrescenta-se, o problema da época baixa vai manter-se, uma vez que a operação referida vai culminar em Outubro do próximo ano.
O TER e o TH queixam-se
Antagónico é, por seu lado, o actual estado do Turismo em Espaço Rural (TER) e de Habitação (TH) na ilha Terceira. Se, uns não têm mãos a medir para satisfazer os turistas, outros queixam-se de taxas de ocupação muito baixas, durante todo o ano, culpando as campanhas promocionais de deficitárias, os custos elevados dos transportes e a aposta feita na construção de grandes unidades hoteleiras.
Com seis espaços do género na ilha (Quinta Nossa Senhora das Mercês, Quinta do Martelo, Casa do Pombal, ambas em Angra do Heroísmo, e Quinta dos Figos, Casa Alta e Casa Magina, na Praia da Vitória), actualmente, poucos são os empresários que não se queixam.
Todavia, este ano, o sector está dentro da normalidade.
+ Informações:
Fonte: A União
Data: 2006-09-28 15:41:18
Visualizações: 93
Data: 2006-09-28 15:41:18
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