Quinta das Acácias
João Bettencourt da Câmara, um apaixonado pelo piano
O jovem artista João Bettencourt da Câmara deu ontem um recital de piano no Coliseu Micaelense, inserido na programação de Natal da Câmara Municipal de Ponta Delgada.


Nascido em Lisboa a 24 de Fevereiro de 1988, é um menino-prodígio no que diz respeito à música, porque aos três anos de idade já estudava piano com o seu pai. A escolha recaiu sobre o piano porque "tínhamos um em casa e o meu pai tinha um curso superior de piano. Aconteceu tudo naturalmente e identifiquei-me logo com esse instrumento", afirma. "E é por causa dessa paixão que sempre quis fazer da música a minha profissão".

O pianista já efectuou inúmeros concertos nos Açores, tendo sido o primeiro dado aos 7 anos na Ribeira Grande. "O meu pai é açoriano e, desde que nasci, venho cá duas vezes por ano, por isso sinto que esta é a minha terra.

É sempre um prazer tocar e apresentar-me ao público de cá”.

João da Câmara, que acabou o curso no Conservatório de Lisboa, estuda actualmente no Royal College of Music em Londres, desde Setembro deste ano. Apesar da sua idade, foi já premiado nacional e internacionalmente, tendo também participado num concurso em Espanha, no canal TVE, em master classes com alguns dos grandes pianistas actuais (Dmitri Bashkirov, Viardo, Ciccolini, Sequeira Costa, Tânia Achot e Pedro Burmester), em Recitais e Concertos com grande parte das Orquestras sinfónicas portuguesas. "Há seis anos que regularmente dou concertos com orquestras e a minha carreira tem-se desenvolvido por todo o país".

O programa do recital de ontem foi delineado para cativar os apreciadores das grandes composições que ouviram o Concerto Italiano de J.S Bach, a Sonata de L. Van Beethoven apresentando Allegro com brio, Adágio, Scherzo – Allegro e Allegro Assai. Foram, também, tocados temas de S. Rachmaninoff e C. Debussy.

Ao saber da extinção do Conservatório regional, admite que essa "é a pior coisa que se pode fazer. Se queremos músicos com qualidade, profissionais, é preciso haver um ensino vocacional e não um ensino artístico integrado no ensino regular. É difícil haver qualidade no ensino neste momento, então assim irá ser pior. Isto é um assassínio. Assim assassinam a música", lamenta.

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Fonte: Diário dos Açores
Autor: Sandrina dos Santos
Data: 2006-12-13 10:30:55
Visualizações: 117

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