Para fazer face à crise - Terceirenses endividam-se em instituições de crédito
O poder de compra está cada vez mais reduzido por entre as gentes das ilhas e para se conseguir manter a tradição natalícia de oferecer presentes a tudo e todos é preciso encontrar soluções. Uma das soluções tem passado pelo estabelecimento de contratos com instituições de crédito.
Pedro Ferreira
Crise: este tem sido o tema que nos tem ocupado nas últimas edições. Hoje, mais uma vez, voltamos a falar do assunto para abordar as formas encontradas pelos consumidores para fazer face à falta de dinheiro/poder de compra.
Recorde-se a propósito que, na edição de ontem, analisamos algumas das iniciativas que o tecido empresarial açoriano, em geral, e terceirense, particularmente, tem adoptado e desenvolvido para fazer face aos tempos de maior aperto que se diz viver actualmente.
Ora, o poder de compra, disso não subsista qualquer dúvida, está cada vez mais reduzido por entre as gentes das ilhas e para se conseguir manter a tradição natalícia de oferecer presentes a tudo e todos é preciso encontrar soluções.
Uma destas soluções tem sido a adesão a várias campanhas promocionais que tem chegado ao arquipélago, nomeada e concretamente, o estabelecimento de contratos com instituições de crédito.
Cofidis, Cetelem, Mediatis, Capital Mais, entre muitas outras, são alguns dos exemplos de instituições de crédito que mediante a publicidade de grandes benefícios tem vindo a contribuir, também, para o aumento do nível de endividamento das famílias insulares.
No entanto, para fazer face aos custos fixos com a quadra natalícia e de final de ano, é preciso dinheiro e o estado de coisas está de tal forma que, maioritariamente, já lá não vai com o ordenado e o subsídio de Natal.
Recente no mercado e, por isso, com uma aposta forte em se dar a conhecer, a Cetelem tem vindo a ganhar muitos adeptos e clientes nas ilhas, em especial, na ilha Terceira, essencialmente, desde que abriu por cá a Rádio Popular.
Com contratos firmados e com muitos terceirenses a aderirem então ao pagamento dos electrodomésticos a prestações à Rádio Popular, a Cetelem viu exponencialmente aumentada a sua carteira de clientes.
Ora, com os primeiros contactos estabelecidos via cadeia de electrodomésticos, a instituição de crédito teve apenas, de seguida, que efectuar um boa campanha de marketing que ajudou a fidelizar clientes.
Nesta altura do ano, os cartões que acabaram por surgir em casa das pessoas (mesmo sem serem solicitados) têm tido muito uso. Sim, porque a campanha de marketing que fidelizou clientes consubstanciou-se, basicamente, em enviar para casa dos terceirenses cartões de crédito e códigos secretos (acompanhados de panfletos explicativos dos serviços a prestar), que acabaram por merecer feedback e, consequentemente, contratos assinados.
Mil euros (duzentos contos) é o montante máximo que o cartão Cetelem contém e que, convenhamos, nesta altura muito jeito têm dado. O pior vem depois com o pagamento mensal das prestações. Porém, independentemente do montante utilizado, as mensalidades são fixas e calculadas à medida dos rendimentos.
Com oferta à partida de duas mensalidades este cartão permite, ainda, a transferência do montante disponibilizado para a conta bancária pessoal do cliente.
Entretanto, para além desta modalidade (cartão), a Cetelem já tem começado a enviar para os seus clientes ilhéus outras informações relativas a outros créditos, de maior expressão, que podem ser estabelecidos num montante até 50 mil euros (dez mil contos).
“Só facilidades” (?)
No entanto, não tem sido só a Cetelem a fidelizar clientes nas ilhas. Sob o slogan “Cofidis… o crédito por telefone”, esta é outra instituição de crédito, com maior longevidade histórica, que tem ajudado os terceirenses nestas épocas de maior aflição financeira.
Disponibilizando pequenos créditos, ou seja, empréstimos entre os 500 e os 1000 euros (cem e duzentos contos), a Cofidis aposta forte na publicidade televisionada, facto que leva a que o número de telefone já seja corriqueiro entre quem mais precisa.
As vantagens são óbvias: para além de uma resposta imediata (em caso de simulação ou contacto feito via Internet), a instituição assegura a disponibilização do montante do empréstimo contraído em pouco menos de dois dias.
Para ajudar à festa neste Natal, a Cofidis está, entretanto, também, associada a uma rede de telecomunicações móveis, a oferecer telemóveis a todos quantos se façam clientes até ao final do ano em curso.
Enfim, nos dias que correm são muitas as empresas que oferecem, aos consumidores, os mais diversos tipos de crédito. Aprovações fáceis, juros baixos, longos prazos de pagamento, são alguns dos atractivos.
Porque uma boa campanha publicitária ajuda, instituições há que associam o seu nome a figuras conhecidas. A Mediatis (“é dinheiro na mão”) apostou em Fernando Mendes e faz da imagem humorística do actor e apresentador de televisão uma boa forma de angariar clientes.

Pedro Ferreira
Crise: este tem sido o tema que nos tem ocupado nas últimas edições. Hoje, mais uma vez, voltamos a falar do assunto para abordar as formas encontradas pelos consumidores para fazer face à falta de dinheiro/poder de compra.
Recorde-se a propósito que, na edição de ontem, analisamos algumas das iniciativas que o tecido empresarial açoriano, em geral, e terceirense, particularmente, tem adoptado e desenvolvido para fazer face aos tempos de maior aperto que se diz viver actualmente.
Ora, o poder de compra, disso não subsista qualquer dúvida, está cada vez mais reduzido por entre as gentes das ilhas e para se conseguir manter a tradição natalícia de oferecer presentes a tudo e todos é preciso encontrar soluções.
Uma destas soluções tem sido a adesão a várias campanhas promocionais que tem chegado ao arquipélago, nomeada e concretamente, o estabelecimento de contratos com instituições de crédito.
Cofidis, Cetelem, Mediatis, Capital Mais, entre muitas outras, são alguns dos exemplos de instituições de crédito que mediante a publicidade de grandes benefícios tem vindo a contribuir, também, para o aumento do nível de endividamento das famílias insulares.
No entanto, para fazer face aos custos fixos com a quadra natalícia e de final de ano, é preciso dinheiro e o estado de coisas está de tal forma que, maioritariamente, já lá não vai com o ordenado e o subsídio de Natal.
Recente no mercado e, por isso, com uma aposta forte em se dar a conhecer, a Cetelem tem vindo a ganhar muitos adeptos e clientes nas ilhas, em especial, na ilha Terceira, essencialmente, desde que abriu por cá a Rádio Popular.
Com contratos firmados e com muitos terceirenses a aderirem então ao pagamento dos electrodomésticos a prestações à Rádio Popular, a Cetelem viu exponencialmente aumentada a sua carteira de clientes.
Ora, com os primeiros contactos estabelecidos via cadeia de electrodomésticos, a instituição de crédito teve apenas, de seguida, que efectuar um boa campanha de marketing que ajudou a fidelizar clientes.
Nesta altura do ano, os cartões que acabaram por surgir em casa das pessoas (mesmo sem serem solicitados) têm tido muito uso. Sim, porque a campanha de marketing que fidelizou clientes consubstanciou-se, basicamente, em enviar para casa dos terceirenses cartões de crédito e códigos secretos (acompanhados de panfletos explicativos dos serviços a prestar), que acabaram por merecer feedback e, consequentemente, contratos assinados.
Mil euros (duzentos contos) é o montante máximo que o cartão Cetelem contém e que, convenhamos, nesta altura muito jeito têm dado. O pior vem depois com o pagamento mensal das prestações. Porém, independentemente do montante utilizado, as mensalidades são fixas e calculadas à medida dos rendimentos.
Com oferta à partida de duas mensalidades este cartão permite, ainda, a transferência do montante disponibilizado para a conta bancária pessoal do cliente.
Entretanto, para além desta modalidade (cartão), a Cetelem já tem começado a enviar para os seus clientes ilhéus outras informações relativas a outros créditos, de maior expressão, que podem ser estabelecidos num montante até 50 mil euros (dez mil contos).
“Só facilidades” (?)
No entanto, não tem sido só a Cetelem a fidelizar clientes nas ilhas. Sob o slogan “Cofidis… o crédito por telefone”, esta é outra instituição de crédito, com maior longevidade histórica, que tem ajudado os terceirenses nestas épocas de maior aflição financeira.
Disponibilizando pequenos créditos, ou seja, empréstimos entre os 500 e os 1000 euros (cem e duzentos contos), a Cofidis aposta forte na publicidade televisionada, facto que leva a que o número de telefone já seja corriqueiro entre quem mais precisa.
As vantagens são óbvias: para além de uma resposta imediata (em caso de simulação ou contacto feito via Internet), a instituição assegura a disponibilização do montante do empréstimo contraído em pouco menos de dois dias.
Para ajudar à festa neste Natal, a Cofidis está, entretanto, também, associada a uma rede de telecomunicações móveis, a oferecer telemóveis a todos quantos se façam clientes até ao final do ano em curso.
Enfim, nos dias que correm são muitas as empresas que oferecem, aos consumidores, os mais diversos tipos de crédito. Aprovações fáceis, juros baixos, longos prazos de pagamento, são alguns dos atractivos.
Porque uma boa campanha publicitária ajuda, instituições há que associam o seu nome a figuras conhecidas. A Mediatis (“é dinheiro na mão”) apostou em Fernando Mendes e faz da imagem humorística do actor e apresentador de televisão uma boa forma de angariar clientes.
+ Informações:
Fonte: A União
Data: 2006-12-16 16:54:17
Visualizações: 306
Data: 2006-12-16 16:54:17
Visualizações: 306
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