Bailinhos - Enredos de Carnaval na arte repentista
Ao todo, são três bailinhos, uma comédia e duas colaborações que contam com a assinatura e a inspiração do repentista José Fernando Andrade e a musicalidade do agrupamento “Só Forró”.
Depois de terem conquistado os arraiais das festividades locais, o agrupamento parte à conquista daquela que é maior manifestação popular da ilha Terceira.
Humberta Augusto
Depois de ter já ter colaborado esporadicamente noutros Entrudos, o repentista José Fernando Andrade e o agrupamento “Só Forró” apostam forte no Carnaval.
Ao todo, são cerca de seis os bailinhos em que se envolveram, quer na escrita dos enredos, na concepção das letras e música e ainda na sugestão de ideias e rimas.
Depois de terem percorrido e conquistado os arraiais das várias festas populares da ilha e não só com inúmeras actuações, o cantor e o agrupamento aposta forte naquela que é maior manifestação popular da ilha Terceira.
“Este ano senti-me na obrigação de participar numa cultura que é nossa”, afirmou ao jornal “a União”, José Fernando Andrade.
Três bailinhos, uma comédia e colaborações em outros dois bailinhos é a contabilidade que o cantor efectua para a temporada que já movimenta ensaios em sociedades e em casas do povo.
O repentista afirma que “é muito gratificante ver as nossas palavras na boca dos outros”.
Gratificação e reconhecimento
“Este ano, tomei amor ao Carnaval e para o ano vou envolver-me mais”, afirma o repentista.
Porém, deixa logo claro o seguinte: “tenho muito a aprender. Não quero que as pessoas pensem que o patamar trazido pelos “Só Forró” é por si a razão para esta nossa participação do Carnaval”.
O factor financeiro não é o que faz correr o cantor: “o dinheiro não é uma forma de pagamento, mas sim, de gratificação”. O reconhecimento e o orgulho de pertencer a esta tradição é o que o move: “gosto de ser abordado pelas pessoas por causa dos nossos espectáculos e gosto de ajudar sempre que me pedem ajuda nalguma rima”.
São Bento mostra-se hoje
Um dos grupos que conta com música dos “Só Forró” e enredo de José Fernando Andrade, que tem igualmente as funções de mestre, é o Bailinho dos Idosos do Centro Social de São Bento “Recordar é Viver” que hoje se apresenta.
Trata-se de um grupo “intergeracional” que faz conviver netos e avós.
Composto por 24 pessoas, este bailinho é um projecto “muito especial pelo qual tem um grande carinho” para José Fernando Andrade: “quis fazer uma homenagem à minha mãe. Fiquei órfão muito novo e neste bailinho tenho familiares e colegas de escola da minha mãe”.
Em torno da história de um casal de idosos que propõe ao Centro social fazer uma matança à moda antiga, o repentista explica que quis falar na redescoberta das tradições às novas gerações.
Outra das autorias de enredo e letra do cantor está no Bailinho de São Mateus “Malucos à Solta” e conta como um casal quer internar três filhos em que “um é gago, um é maluco e outro é surdo/mudo”, mas que a moral da história quer falar na igualdade de direitos entre cidadãos portadores de deficiência.
Dos bailinhos às marchas populares
Em “A Rádio Local vai Animar o Carnaval”, o Bailinho de São Bento conta com um enredo criado por José Fernando Andrade. O humor, conta, surge quando um locutor de rádio convida os jornalistas da ilha para lançar críticas ao que está mal.
No Bailinho dos Altares, “Uma Escola Musical” dá título à história que tem enredo e letra inventada pelo repentista e seu agrupamento. As dúvidas em torno da criação de uma escola de violas funciona, conta, “como uma homenagem aos tocadores da ilha Terceira. É devido a eles que temos um Carnaval tão rico”.
A dança da Casa de Saúde do Espírito Santo é outra das colectividades que tem letra e saudação do cantor, bem como a dança da Casa da Ribeira que conta com letra de saudação e despedida do cantor, esta última já com viagem marcada para uma deslocação aos E.U.A e Canadá.
“Participei e ajudei também outros bailinhos”.
Entre os projectos do grupo para este ano, que já contam com uma agenda de 40 espectáculos, está a criação da marcha de São Bento para as Sanjoaninas que conta com 50 pares.
Outro dos objectivos vai para a participação no concurso para a marcha oficial das Sanjoaninas em parceria com o professor José João Silva.

Depois de terem conquistado os arraiais das festividades locais, o agrupamento parte à conquista daquela que é maior manifestação popular da ilha Terceira.
Humberta Augusto
Depois de ter já ter colaborado esporadicamente noutros Entrudos, o repentista José Fernando Andrade e o agrupamento “Só Forró” apostam forte no Carnaval.
Ao todo, são cerca de seis os bailinhos em que se envolveram, quer na escrita dos enredos, na concepção das letras e música e ainda na sugestão de ideias e rimas.
Depois de terem percorrido e conquistado os arraiais das várias festas populares da ilha e não só com inúmeras actuações, o cantor e o agrupamento aposta forte naquela que é maior manifestação popular da ilha Terceira.
“Este ano senti-me na obrigação de participar numa cultura que é nossa”, afirmou ao jornal “a União”, José Fernando Andrade.
Três bailinhos, uma comédia e colaborações em outros dois bailinhos é a contabilidade que o cantor efectua para a temporada que já movimenta ensaios em sociedades e em casas do povo.
O repentista afirma que “é muito gratificante ver as nossas palavras na boca dos outros”.
Gratificação e reconhecimento
“Este ano, tomei amor ao Carnaval e para o ano vou envolver-me mais”, afirma o repentista.
Porém, deixa logo claro o seguinte: “tenho muito a aprender. Não quero que as pessoas pensem que o patamar trazido pelos “Só Forró” é por si a razão para esta nossa participação do Carnaval”.
O factor financeiro não é o que faz correr o cantor: “o dinheiro não é uma forma de pagamento, mas sim, de gratificação”. O reconhecimento e o orgulho de pertencer a esta tradição é o que o move: “gosto de ser abordado pelas pessoas por causa dos nossos espectáculos e gosto de ajudar sempre que me pedem ajuda nalguma rima”.
São Bento mostra-se hoje
Um dos grupos que conta com música dos “Só Forró” e enredo de José Fernando Andrade, que tem igualmente as funções de mestre, é o Bailinho dos Idosos do Centro Social de São Bento “Recordar é Viver” que hoje se apresenta.
Trata-se de um grupo “intergeracional” que faz conviver netos e avós.
Composto por 24 pessoas, este bailinho é um projecto “muito especial pelo qual tem um grande carinho” para José Fernando Andrade: “quis fazer uma homenagem à minha mãe. Fiquei órfão muito novo e neste bailinho tenho familiares e colegas de escola da minha mãe”.
Em torno da história de um casal de idosos que propõe ao Centro social fazer uma matança à moda antiga, o repentista explica que quis falar na redescoberta das tradições às novas gerações.
Outra das autorias de enredo e letra do cantor está no Bailinho de São Mateus “Malucos à Solta” e conta como um casal quer internar três filhos em que “um é gago, um é maluco e outro é surdo/mudo”, mas que a moral da história quer falar na igualdade de direitos entre cidadãos portadores de deficiência.
Dos bailinhos às marchas populares
Em “A Rádio Local vai Animar o Carnaval”, o Bailinho de São Bento conta com um enredo criado por José Fernando Andrade. O humor, conta, surge quando um locutor de rádio convida os jornalistas da ilha para lançar críticas ao que está mal.
No Bailinho dos Altares, “Uma Escola Musical” dá título à história que tem enredo e letra inventada pelo repentista e seu agrupamento. As dúvidas em torno da criação de uma escola de violas funciona, conta, “como uma homenagem aos tocadores da ilha Terceira. É devido a eles que temos um Carnaval tão rico”.
A dança da Casa de Saúde do Espírito Santo é outra das colectividades que tem letra e saudação do cantor, bem como a dança da Casa da Ribeira que conta com letra de saudação e despedida do cantor, esta última já com viagem marcada para uma deslocação aos E.U.A e Canadá.
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+ Informações:
Fonte: A União
Data: 2007-02-03 14:52:54
Visualizações: 364
Data: 2007-02-03 14:52:54
Visualizações: 364
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