Considera Marques Mendes - Sociedade açoriana um “pouco asfixiada”
O presidente do PSD considerou ontem que a sociedade civil açoriana está "um pouco asfixiada", em que os poderes públicos regionais caiem muitas vezes na "tentação de controlar, manietar" e exercem "algumas ameaças e chantagens".


"Não há necessidade dos poderes públicos controlarem tanto a sociedade civil
açoriana, porque esta precisa de respirar livremente e ter dinâmica",
afirmou Marques Mendes no final de uma visita à escola profissional da Santa
Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo, no decurso do segundo de três dias de visita aos Açores.

Em declarações aos jornalistas, o líder social-democrata comentou também a
recente polémica em torno do ministro da Economia.

No entender de Marques Mendes, o governante "deu ao mundo uma má imagem de Portugal" e as suas declarações proferidas na China foram um "perfeito disparate". "As primeira declarações do ministro da Economia foram um perfeito disparate e as segundas, em resposta às críticas, um exercício de pesporrência", afirmou.

Em causa estão as declarações de Manuel Pinho, na passada quarta-feira, num fórum económico na China, em que apelou ao investimento chinês em Portugal, alegando que os custos salariais são inferiores à média da União Europeia e têm uma menor pressão de aumento do que nos países do alargamento.

Para o presidente do PSD, o ministro da Economia "foi uma vez mais má
notícia pelas piores razões, mas sobretudo, o que é mais sério, com aquilo
que disse deu ao mundo uma má imagem de Portugal", quando deveria ter dado do país "uma imagem mais verdadeira, moderna e com maior ambição".

Segundo o líder social-democrata, Manuel Pinho deu de Portugal "uma imagem
terceiro-mundista". Marques Mendes acrescentou que o primeiro-ministro
"devia pôr ordem nos seus ministros".

No segundo dia de visita aos Açores, o líder social-democrata visitou ainda
o centro histórico de Angra do Heroísmo, acompanhado do presidente do
PSD/Açores, Costa Neves, em que contactou com a população local.


Comparticipação em medicamentos

Por outro lado, o líder do PSD disse na noite de quinta-feira, na ilha de São Jorge, Açores, que a redução da comparticipação aos medicamentos "é injusta" porque vai atingir principalmente "reformados e pensionistas que são quem tem rendimentos mais baixos".

Marques Mendes que falava na localidade dos Biscoitos a cerca de uma centena de militantes sociais-democratas, sustentou que os reformados e pensionistas "mereciam uma melhor atenção, solidariedade e generosidade", de forma a evitar criar-se "uma injustiça social".

Mendes defendeu a implementação de uma "política fiscal mais competitiva para aumentar o investimento português e captar investimento estrangeiro".

"Os outros países baixam os impostos e com isso conseguem aumentar os níveis de investimento, enquanto em Portugal o crescimento dos impostos deixa as empresas e as pessoas sem dinheiro o que origina desemprego", disse.

O líder do PSD manifestou-se preocupado pelo facto de a economia europeia se encontrar a crescer a um ritmo de cerca de três por cento enquanto Portugal cresce a menos 50 por cento da Europa e a um terço abaixo da Espanha.

Marques Mendes agradeceu aos sociais-democratas de São Jorge o facto de serem a "única zona do país onde o PSD nunca perdeu qualquer acto eleitoral desde o 25 de Abril".

"Aconteça o que acontecer no futuro, vocês já estão na história do partido e do país", acrescentou.

Por seu turno, o líder do PSD/Açores, Costa Neves, criticou as opções políticas do Governo Regional socialista porque "as obras que faz são para calar a boca das populações".

"Nós não queremos que as obras se façam pela quantidade mas pela qualidade, que sejam sustentáveis e sirvam o presente e se projectem para servir no futuro", sublinhou Costa Neves.

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+ Informações:
Fonte: A União
Data: 2007-02-03 15:07:49
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