Investigadores alertam para riscos na Ribeira Funda
Para os investigadores "o equilíbrio geomorfológico" da ribeira está ainda longe de atingir a estabilidade 
Após trabalhos de campo realizados no Faial, investigadores do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores (CVARG) confirmaram a existência de um assoreamento anómalo nalguns sectores da Ribeira do Risco, no lugar da Ribeira Funda, a montante da Estrada Regional nº 1 – 1ª. A avaliação do risco efectuada deu origem ao realojamento dos moradores de duas habitações situadas neste local.
Segundo os investigadores Rui Marques e Paulo Amaral o assoreamento da ribeira deveu-se, em grande parte, ao episódio de chuva intensa registado no passado dia 27 de Janeiro. Na sequência da elevada precipitação verificada, o caudal da ribeira aumentou significativamente, o que permitiu que uma quantidade excepcional de carga sólida fosse transportada e depositada nos segmentos de menor declive.
A área em causa, localizada na vertente NW do Vulcão da Caldeira, é predominantemente constituída por depósitos vulcânicos provenientes deste centro eruptivo. Os produtos aflorantes são, na sua maioria, depósitos piroclásticos de fluxo (escoadas piroclásticas e de detritos) e de queda (cinzas e lapilli pomíticos), todos de baixa coesão. Esta característica, associada à forte inclinação dos taludes dos cursos de água, faz com que toda esta região apresente uma elevada susceptibilidade à ocorrência de movimentos de vertente.
Durante a realização de um voo de reconhecimento de helicóptero, promovido pelo Serviço Regional de Protecção Civil sobre a bacia hidrográfica da Ribeira do Risco, identificaram-se numerosos movimentos de vertente nas margens dos cursos de água situados a montante da Ribeira Funda, desencadeados pelo episódio de precipitação referido. Na mesma área foi ainda possível verificar a intensa erosão provocada no depósito da volumosa escoada de detritos originada pelo sismo de 9 de Julho de 1998, cujo material remobilizado justifica todo o sedimento e troncos de árvores encontrados ao longo do traçado dos cursos de água. Este factor contribuiu decisivamente para a grande quantidade de material transportado e depositado no lugar da Ribeira Funda. De acordo com as informações da Secretaria Regional do Ambiente e da Câmara Municipal da Horta, entre os dias 28 e 30 de Janeiro já haviam sido removidas cerca de 1600 toneladas de sedimentos.
Para os investigadores Rui Marques e Paulo Amaral "o equilíbrio geomorfológico da ribeira está ainda longe de ter atingido a estabilidade, sendo possível a ocorrência de novos episódios de instabilidade hidro-geomorfológica, desencadeados quer por novos episódios de chuvas intensas, quer por eventos sísmicos".

Após trabalhos de campo realizados no Faial, investigadores do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores (CVARG) confirmaram a existência de um assoreamento anómalo nalguns sectores da Ribeira do Risco, no lugar da Ribeira Funda, a montante da Estrada Regional nº 1 – 1ª. A avaliação do risco efectuada deu origem ao realojamento dos moradores de duas habitações situadas neste local.
Segundo os investigadores Rui Marques e Paulo Amaral o assoreamento da ribeira deveu-se, em grande parte, ao episódio de chuva intensa registado no passado dia 27 de Janeiro. Na sequência da elevada precipitação verificada, o caudal da ribeira aumentou significativamente, o que permitiu que uma quantidade excepcional de carga sólida fosse transportada e depositada nos segmentos de menor declive.
A área em causa, localizada na vertente NW do Vulcão da Caldeira, é predominantemente constituída por depósitos vulcânicos provenientes deste centro eruptivo. Os produtos aflorantes são, na sua maioria, depósitos piroclásticos de fluxo (escoadas piroclásticas e de detritos) e de queda (cinzas e lapilli pomíticos), todos de baixa coesão. Esta característica, associada à forte inclinação dos taludes dos cursos de água, faz com que toda esta região apresente uma elevada susceptibilidade à ocorrência de movimentos de vertente.
Durante a realização de um voo de reconhecimento de helicóptero, promovido pelo Serviço Regional de Protecção Civil sobre a bacia hidrográfica da Ribeira do Risco, identificaram-se numerosos movimentos de vertente nas margens dos cursos de água situados a montante da Ribeira Funda, desencadeados pelo episódio de precipitação referido. Na mesma área foi ainda possível verificar a intensa erosão provocada no depósito da volumosa escoada de detritos originada pelo sismo de 9 de Julho de 1998, cujo material remobilizado justifica todo o sedimento e troncos de árvores encontrados ao longo do traçado dos cursos de água. Este factor contribuiu decisivamente para a grande quantidade de material transportado e depositado no lugar da Ribeira Funda. De acordo com as informações da Secretaria Regional do Ambiente e da Câmara Municipal da Horta, entre os dias 28 e 30 de Janeiro já haviam sido removidas cerca de 1600 toneladas de sedimentos.
Para os investigadores Rui Marques e Paulo Amaral "o equilíbrio geomorfológico da ribeira está ainda longe de ter atingido a estabilidade, sendo possível a ocorrência de novos episódios de instabilidade hidro-geomorfológica, desencadeados quer por novos episódios de chuvas intensas, quer por eventos sísmicos".
+ Informações:
Fonte: www.da.online.pt
Data: 2007-02-21 11:00:04
Visualizações: 187
Data: 2007-02-21 11:00:04
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