Governo reforça financiamentos comunitários ao armazenamento do queijo de S. Jorge
O presidente do Governo Regional anunciou, hoje, um reforço em 150 por cento nos apoios comunitários do POSEI/Agricultura ao armazenamento do queijo "ilha" e do queijo "S. Jorge".

No lançamento da primeira pedra das obras de construção da nova fábrica de lacticinios da FINISTERRA, Carlos César justificou tal medida com a circunstância dos produtos em causa, que utilizam leite cru, necessitarem de "uma boa e prolongada armazenagem" geradora de elevados encargos.

Além de realçar a "grande dimensão" do processo de reestruturação da produção do queijo de S. Jorge – um dos mais emblemáticos produtos dos Açores – desenvolvido nos últimos anos, o chefe do executivo disse confiar no impacto de tal reforma na consolidação de um marca "reconhecida por milhões de aprediadores".

"Muitos, ainda há poucos anos, desistentes, sem ambição e incrédulos, preparavam o velório do sector agrícola e queijeiro em S. Jorge, que, de facto, atravessou dias penosos no passado e ainda tem desafios importantes a ultrapassar", considerou, ao expressar orgulho pela obra entretanto feita pelo Governo.

Para Carlos César, com o investimento de 7,8 milhões de euros que hoje arrancou no Topo, conjugado com a construção das novas fábricas de lacticínios da UNIQUEIJO e da Cooperativa dos Lourais, o "processo de regeneração do queijo 'S. Jorge' conhecerá um imenso avanço qualitativo que terá ecos muito incisivos nos mercados exteriores à Região e, especialmente, junto dos mais exigentes no País e no estrangeiro".

O presidente do Governo referiu-se, ainda, ao programa de investimentos públicos para o sector agrícola nos Açores, destacando as apostas na melhoria das acessibilidades às explorações e o reforço das infra-estruturas necessárias ao desenvolvimento da produção.

O executivo vai continuar, também, a investir nas redes de fornecimento de água e energia às explorações, disponibilizando, simultaneamente, "um novo plano operacional de marketing e de comunicação face aos mercadores para os produtores agro-alimentares açorianos, permitindo aos investimentos realizados e em curso e às novas produções uma nova dinâmica na cadeia final dirigida aos consumidores", afirmou.

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Fonte: GaCS/AP
Autor: Maria da Conceição Oliveira
Data: 2007-05-03 16:51:52
Visualizações: 304

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