Cadeia de Ponta Delgada com condições “péssimas” de trabalho
O Sindicato do Corpo da Guarda Prisional alertou ontem para as condições "péssimas" de trabalho com que se deparam os profissionais da cadeia de Ponta Delgada, alegando carga horária "excessiva".

Jorge Alves, presidente do sindicato, adiantou à agência Lusa que este foi um dos principais assuntos abordados numa reunião ontem realizada com o director do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada.
De acordo com o sindicato, a cadeia tem 53 guardas profissionais e o estabelecimento prisional, com capacidade para 140 a 144 reclusos, está superlotado, com perto de 190 reclusos.
Segundo Jorge Alves, existem guardas que fazem entre 200 a 230 horas por mês, quando só lhes são pagas 170, daí a necessidade de existir uniformidade no desempenho das funções para minimizar o esforço acrescido e desgaste de alguns elementos.
A reunião de ontem com o director da cadeia seguiu-se a um encontro realizado na quarta-feira com os guardas prisionais da cadeia de Ponta Delgada.
Trata-se de um estabelecimento prisional edificado "há muitos e muitos anos e que, por esse facto, não garante todas as condições de desempenho de funções do pessoal, o que implica um esforço acrescido dos guardas", apontou o dirigente sindical, que esteve em Ponta Delgada, a pedido dos delegados sindicais.
Além de trabalharem o seu turno, os guardas têm que fazer ainda a prevenção no período em que deveriam estar a descansar, afirmou o presidente do sindicato, indicando que os profissionais pretendem "uma mobilidade e rotatividade entre todo o pessoal da cadeia" O dirigente sindical disse existir "abertura" por parte do director da cadeia para esta situação, admitindo que existem situações que "poderão vir a ser gradualmente acertadas", de modo "a minimizar o desgaste do pessoal".
Paulo Farias, delegado sindical do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, garantiu à Lusa que as condições de trabalho "são graves", uma vez que a cadeia funciona em sistema de camaratas e não com celas individuais.
"Esse modelo de funcionamento implica uma maior vigilância do corpo da guarda prisional", apontou Paulo Farias, frisando que a situação motiva ainda "um grande sacrifício" dos guardas, nomeadamente ao nível das escalas, admitindo que existem colegas a realizarem 240 horas por mês.
Além disso, junta-se o facto de se tratar de um estabelecimento prisional "muito antigo e de estar localizado em Ponta Delgada, quando o ideal seria a periferia", disse.
"A única forma de mudar esta situação era construir um estabelecimento de raiz, uma reivindicação antiga", sublinhou Paulo Farias, que disse, também, esperar que o Governo da República fique "sensibilizado" para as condições de trabalho dos guardas da cadeia de Ponta Delgada.

Jorge Alves, presidente do sindicato, adiantou à agência Lusa que este foi um dos principais assuntos abordados numa reunião ontem realizada com o director do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada.
De acordo com o sindicato, a cadeia tem 53 guardas profissionais e o estabelecimento prisional, com capacidade para 140 a 144 reclusos, está superlotado, com perto de 190 reclusos.
Segundo Jorge Alves, existem guardas que fazem entre 200 a 230 horas por mês, quando só lhes são pagas 170, daí a necessidade de existir uniformidade no desempenho das funções para minimizar o esforço acrescido e desgaste de alguns elementos.
A reunião de ontem com o director da cadeia seguiu-se a um encontro realizado na quarta-feira com os guardas prisionais da cadeia de Ponta Delgada.
Trata-se de um estabelecimento prisional edificado "há muitos e muitos anos e que, por esse facto, não garante todas as condições de desempenho de funções do pessoal, o que implica um esforço acrescido dos guardas", apontou o dirigente sindical, que esteve em Ponta Delgada, a pedido dos delegados sindicais.
Além de trabalharem o seu turno, os guardas têm que fazer ainda a prevenção no período em que deveriam estar a descansar, afirmou o presidente do sindicato, indicando que os profissionais pretendem "uma mobilidade e rotatividade entre todo o pessoal da cadeia" O dirigente sindical disse existir "abertura" por parte do director da cadeia para esta situação, admitindo que existem situações que "poderão vir a ser gradualmente acertadas", de modo "a minimizar o desgaste do pessoal".
Paulo Farias, delegado sindical do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada, garantiu à Lusa que as condições de trabalho "são graves", uma vez que a cadeia funciona em sistema de camaratas e não com celas individuais.
"Esse modelo de funcionamento implica uma maior vigilância do corpo da guarda prisional", apontou Paulo Farias, frisando que a situação motiva ainda "um grande sacrifício" dos guardas, nomeadamente ao nível das escalas, admitindo que existem colegas a realizarem 240 horas por mês.
Além disso, junta-se o facto de se tratar de um estabelecimento prisional "muito antigo e de estar localizado em Ponta Delgada, quando o ideal seria a periferia", disse.
"A única forma de mudar esta situação era construir um estabelecimento de raiz, uma reivindicação antiga", sublinhou Paulo Farias, que disse, também, esperar que o Governo da República fique "sensibilizado" para as condições de trabalho dos guardas da cadeia de Ponta Delgada.
+ Informações:
Fonte: www.da.online.pt
Data: 2007-05-11 12:32:41
Visualizações: 783
Data: 2007-05-11 12:32:41
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