Coliseu com núcleo museológico para salvaguardar “espólio de afectos”
Além de fotografias de bailes, o núcleo museológico apresenta a primeira máquina de projecção de cinema adquirida pelo empresário Santos Figueira, o último piano do maestro Teófilo Frazão, passando pelo registo fotográfico dos mais antigos bailes decorados pelo cenógrafo José Vieira.

O Coliseu Micaelense, que completou o 90º Aniversário da sua abertura, dispõe desde ontem de um núcleo museológico permanente para salvaguardar e homenagear um "espólio de afectos", anunciou a presidente da casa de espectáculos de Ponta Delgada.
"Criar este pólo foi o melhor passo para perpetuarmos a memória dos que tiveram engenho e arte para construir esta casa" em 1917, afirmou Berta Cabral na inauguração do núcleo museológico, que retrata o percurso cultural, social e económico de Ponta Delgada nos últimos 90 anos.
Berta Cabral quis sublinhar que, com a criação do "Pólo Museológico do Coliseu Micaelense", se enriquece a oferta cultural de Ponta Delgada, na salvaguarda do "património de afectos" que o Coliseu representa para a cidade, homenageando-se, deste modo, o valioso percurso de nove décadas da vida cultural, recreativa, social e económica da maior cidade açoriana e da própria ilha de São Miguel.
Além de fotografias de bailes, o núcleo museológico apresenta a primeira máquina de projecção de cinema adquirida pelo empresário Santos Figueira, o último piano do maestro Teófilo Frazão, passando pelo registo fotográfico dos mais antigos bailes decorados pelo cenógrafo José Vieira, um vasto "espólio de interesse histórico" que foi reunido nos últimos anos, salientou Berta Cabral.
Inaugurado festivamente a 10 de Maio de 1917, graças a uma geração de micaelenses empreendedores, como José Maria Raposo do Amaral ou Pedro de Lima Araújo, como réplica a meia escala do Coliseu dos Recreios de Lisboa, o então designado Teatro Circo "Coliseu Avenida" abriu portas em plena I Guerra Mundial, numa cidade que contava menos de 20 mil habitantes.
Após anos de degradação, o segundo mais antigo coliseu do país passou a designar-se Coliseu Micaelense em 1950, quando foi adquirido pelo Teatro Micaelense de Francisco Luís Tavares, assumindo sempre uma actividade liderante de carácter sócio-cultural, com uma polivalência de instalações que não encontra paralelo nos Açores.
Pelo Coliseu passaram inúmeros espectáculos de todos os géneros, incluindo música, dança, teatro, cinema e circo, e ali nasceram os "Grandes Bailes de Carnaval do Coliseu Micaelense" – uma tradição que já remonta ao início dos anos 20 do século passado e que confunde a sua existência com a história do próprio edifício até ganhar hoje o estatuto de maior acontecimento deste género realizado em Portugal.
O circuito da exposição permanente situa-se no último piso do Coliseu, funcionando, nesta primeira fase, apenas em dias de espectáculo, com entrada gratuita.
Berta Cabral referiu, ainda, que já passaram pelo Coliseu Micaelense vários géneros de espectáculo, desde música, dança, teatro, circo e cinema, sendo um espaço polivalente onde também ocorrem os tradicionais bailes de Carnaval, que remontam ao início dos anos 20 do século passado.
A inauguração do "Pólo Museológico do Coliseu Micaelense" decorreu com uma cerimónia destinada ao público em geral. Este dia comemorativo incluiu ainda o lançamento público da revista "Coliseu", e encerrou com a apresentação do espectáculo "Mi Soledad" em exclusivo nacional, pelo bailarino espanhol Joaquín Cortés.

O Coliseu Micaelense, que completou o 90º Aniversário da sua abertura, dispõe desde ontem de um núcleo museológico permanente para salvaguardar e homenagear um "espólio de afectos", anunciou a presidente da casa de espectáculos de Ponta Delgada.
"Criar este pólo foi o melhor passo para perpetuarmos a memória dos que tiveram engenho e arte para construir esta casa" em 1917, afirmou Berta Cabral na inauguração do núcleo museológico, que retrata o percurso cultural, social e económico de Ponta Delgada nos últimos 90 anos.
Berta Cabral quis sublinhar que, com a criação do "Pólo Museológico do Coliseu Micaelense", se enriquece a oferta cultural de Ponta Delgada, na salvaguarda do "património de afectos" que o Coliseu representa para a cidade, homenageando-se, deste modo, o valioso percurso de nove décadas da vida cultural, recreativa, social e económica da maior cidade açoriana e da própria ilha de São Miguel.
Além de fotografias de bailes, o núcleo museológico apresenta a primeira máquina de projecção de cinema adquirida pelo empresário Santos Figueira, o último piano do maestro Teófilo Frazão, passando pelo registo fotográfico dos mais antigos bailes decorados pelo cenógrafo José Vieira, um vasto "espólio de interesse histórico" que foi reunido nos últimos anos, salientou Berta Cabral.
Inaugurado festivamente a 10 de Maio de 1917, graças a uma geração de micaelenses empreendedores, como José Maria Raposo do Amaral ou Pedro de Lima Araújo, como réplica a meia escala do Coliseu dos Recreios de Lisboa, o então designado Teatro Circo "Coliseu Avenida" abriu portas em plena I Guerra Mundial, numa cidade que contava menos de 20 mil habitantes.
Após anos de degradação, o segundo mais antigo coliseu do país passou a designar-se Coliseu Micaelense em 1950, quando foi adquirido pelo Teatro Micaelense de Francisco Luís Tavares, assumindo sempre uma actividade liderante de carácter sócio-cultural, com uma polivalência de instalações que não encontra paralelo nos Açores.
Pelo Coliseu passaram inúmeros espectáculos de todos os géneros, incluindo música, dança, teatro, cinema e circo, e ali nasceram os "Grandes Bailes de Carnaval do Coliseu Micaelense" – uma tradição que já remonta ao início dos anos 20 do século passado e que confunde a sua existência com a história do próprio edifício até ganhar hoje o estatuto de maior acontecimento deste género realizado em Portugal.
O circuito da exposição permanente situa-se no último piso do Coliseu, funcionando, nesta primeira fase, apenas em dias de espectáculo, com entrada gratuita.
Berta Cabral referiu, ainda, que já passaram pelo Coliseu Micaelense vários géneros de espectáculo, desde música, dança, teatro, circo e cinema, sendo um espaço polivalente onde também ocorrem os tradicionais bailes de Carnaval, que remontam ao início dos anos 20 do século passado.
A inauguração do "Pólo Museológico do Coliseu Micaelense" decorreu com uma cerimónia destinada ao público em geral. Este dia comemorativo incluiu ainda o lançamento público da revista "Coliseu", e encerrou com a apresentação do espectáculo "Mi Soledad" em exclusivo nacional, pelo bailarino espanhol Joaquín Cortés.
+ Informações:
Fonte: www.da.online.pt
Data: 2007-05-11 12:54:55
Visualizações: 162
Data: 2007-05-11 12:54:55
Visualizações: 162
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