Aicopa
Governo quer relação de confiança na Saúde
Domingos Cunha participou na cerimónia de abertura das II Jornadas sobre Humanização na Saúde.


O secretário regional dos Assuntos Sociais afirmou em Angra do Heroísmo, que entre o cidadão que procura cuidados de saúde e o sistema de saúde, deve estabelecer-se, sempre, uma relação de confiança e de cordialidade.

Na cerimónia de abertura das II Jornadas sobre Humanização na Saúde, organizadas pelo Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, Domingos Cunha alertou, por isso, para a necessidade de todos os profissionais de saúde serem treinados e saberem relacionar-se, garantindo correcção nas informações e no acolhimento.

É esse o entendimento do Governo Regional, que tem vindo a promover um contínuo e permanente incentivo à formação e diferenciação dos seus profissionais de saúde, de modo a que estejam cada vez mais aptos para o desempenho das suas competências e tarefas, sem nunca esquecerem a humanização do relacionamento e acolhimento dos utentes e doentes, acrescentou. A temática de reflexão proposta pelas jornadas que se iniciaram na ilha Terceira é arrojada, considerou o secretário regional dos Assuntos Sociais, para quem o assumir do compromisso de prestar cuidados às pessoas, ao longo do ciclo vital, na saúde, na incapacidade e na morte, integra os princípios da ética profissional sob a forma de obrigações e deveres, conforme os códigos deontológicos dos profissionais vocacionados e competentes para o desempenho das tarefas inerentes ao cuidar. "Daí resulta que, na perspectiva ética, a relação entre quem cuida e recebe cuidados se module por princípios e valores, de forma inequívoca, em todas as decisões e intervenções", alegou. Segundo sustentou, "a responsabilidade dos profissionais de saúde centra-se na promoção da saúde e na resposta às necessidades nos diferentes cuidados, na interdisciplinaridade e na articulação de cuidados, sendo que, a par dessa responsabilidade, deve existir a preocupação da melhoria contínua da qualidade dos cuidados prestados aos utentes e aos doentes". Realçou, ainda, o facto de, "perante a doença, as pessoas ficarem mais vulneráveis, não se podendo, por isso, esquecer os sentimentos de pudor, a protecção da intimidade física e psicológica e salvaguarda da privacidade".

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Fonte: www.da.online.pt
Data: 2007-05-25 10:44:43
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