Carlos César defende contínuo aperfeiçoamento do modelo autonómico
O presidente do Governo dos Açores afirmou, terça-feira, que “os contornos do modelo autonómico em vigor, as suas competências e os seus poderes, não podem, nunca, ser considerados definitivos. São objecto de um constante aperfeiçoamento e ajustáveis às necessidades de resposta aos desafios que temos que superar em cada momento. Assim tem sido e assim certamente será”.


Carlos César, que falava no decorrer de um jantar que ofereceu ao Presidente da República, no penúltimo dia da vista de Cavaco Silva aos Açores, centrou todo o seu discurso na análise da experiência autonómica pós 25 de Abril – que considerou um sucesso – para frisar que essa experiência deve ser motivo de orgulho para todo o Portugal.

“A Autonomia não deve constituir apenas um projecto dos Açores ou da Madeira. Deve ser encarado como um desígnio nacional, assumido permanentemente por todos os fautores políticos e por todos os órgãos de soberania”, acrescentou.

Salientando que os Açores já não são a Região atrasada e fragilizada de outrora, Carlos César enumerou diversos indicadores sócio-económicos que demonstram a evolução registada nos últimos anos e disse-se satisfeito por Cavaco Silva ter encontrado “a noticia de uns Açores novos, de uns Açores a crescer, de uns Açores modernos, com jovens, com cidadãos, com empresários e com empresas plenos de confiança, apostados na inovação, em aproveitar novas oportunidades e cheios de ambição”.

Por isso, rematou o presidente do Governo dos Açores, “os portugueses podem estar certos de que valeu a pena confiarem aos próprios açorianos a capacidade de se administrarem a si próprios e podem verificar que o fizemos com responsabilidade e sucesso desde o nosso primeiro governo, em 1976”.

Fotografia: GaCS/Valter Franco

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Fonte: GaCS/CT
Data: 2007-10-10 16:15:02
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