J.S. Açores defende Escola Pública que responde às necessidades da sociedade
A massificação do Ensino superior nas últimas décadas é um sintoma claro da
democratização do Ensino em Portugal. O alargamento do sistema de Ensino
Superior permitiu um mais fácil acesso a este grau de ensino. A frequência do
Ensino Superior deixou de ser uma exclusividade das elites e passou a ser uma realidade nas classes com menos poder de compra. No entanto, como
qualquer processo de expansão e de crescimento mal estruturado e mal
controlado, a referida massificação representa, hoje, as contradições e
problemas que assolam o sistema de Ensino Superior português.
A existência de muitos cursos sem grande procura e a diminuição da oferta de
trabalho levam a um aumento considerável da pressão do mercado. Associado
a este facto a responsabilidade social e cultural da Universidade na produção
de pensamento e de massa crítica transformadores e importantes forças
motrizes para as sociedades em constante evolução tem vindo a ser
secundarizada. A mercantilização do Ensino, materializada na preocupação de
algumas Instituições em “produzir” licenciados em série, a visão de sucessivos
Governos que sempre encararam o Ensino Superior como uma despesa e não
como um investimento no futuro ou as opções da maioria das direcções de
Instituições de Ensino Superior que se renderam às leis do mercado põem,
profundamente, em causa as funções e importância da Universidade.
Este fenómeno, tem agora como “pano de fundo” um Espaço Europeu de
Ensino Superior que surge no seguimento do Processo de Internacionalização
do Ensino Superior, que tem por base a Declaração de Bolonha. Esta
Declaração prevê a harmonização entre os vários sistemas de ensino superior
europeus com os grandes objectivos de, em 2010, tornar a economia baseada no conhecimento mais dinâmica e competitiva, capaz de garantir um
crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e com
maior coesão social.
No dia em que se assinala o Dia do Estudante, a Juventude Socialista Açores
defende que:
‐ Numa Europa a “diferentes velocidades”, com prioridades políticas distintas
que se afastam, cada vez mais, dos pressupostos de um Modelo Social
Europeu, é fundamental preservar o conceito de Universidade enquanto pólo
potenciador de desenvolvimento sustentável da sociedade em que está
inserida;
‐ A Universidade dos Açores, enquanto um dos pilares fundamentais da nossa
Autonomia Regional, deve estar ao serviço da comunidade, promovendo uma
oferta baseada nas reais necessidades da sociedade açoriana;
‐ A Universidade dos Açores deve potenciar uma formação em “banda larga”
aos seus alunos, criando instrumentos e mecanismos que lhes permitam
encarar os novos desafios que um Mundo cada vez mais cosmopolita e
globalizado apresentam;
‐ A Universidade dos Açores deve manter intocáveis os princípios de Escola
Pública que caracterizam a sua génese. O reordenamento do sistema
educativo e do sistema de ensino superior ou o impacto do processo de
Bolonha que alterou, consideravelmente, o conceito de Universidade como
Escola Pública de Saber não podem fazer com que a Universidade caia na
tentação de passar a ser uma “fábrica de licenciados”;
‐ É inegável o papel que a Universidade dos Açores tem desenvolvido em prol
do crescimento da nossa Região. Para que esse papel activo se mantenha
exige‐se rigor na gestão dos dinheiros públicos investidos naquela Instituição
de Ensino. A viabilidade da Universidade dos Açores, sendo uma Instituição de
Ensino Superior Pública, não pode passar pelo aumento da contribuição das
Famílias que já fazem muitos sacrifícios para conseguir que os seus filos tirem
um curso superior;

A existência de muitos cursos sem grande procura e a diminuição da oferta de
trabalho levam a um aumento considerável da pressão do mercado. Associado
a este facto a responsabilidade social e cultural da Universidade na produção
de pensamento e de massa crítica transformadores e importantes forças
motrizes para as sociedades em constante evolução tem vindo a ser
secundarizada. A mercantilização do Ensino, materializada na preocupação de
algumas Instituições em “produzir” licenciados em série, a visão de sucessivos
Governos que sempre encararam o Ensino Superior como uma despesa e não
como um investimento no futuro ou as opções da maioria das direcções de
Instituições de Ensino Superior que se renderam às leis do mercado põem,
profundamente, em causa as funções e importância da Universidade.
Este fenómeno, tem agora como “pano de fundo” um Espaço Europeu de
Ensino Superior que surge no seguimento do Processo de Internacionalização
do Ensino Superior, que tem por base a Declaração de Bolonha. Esta
Declaração prevê a harmonização entre os vários sistemas de ensino superior
europeus com os grandes objectivos de, em 2010, tornar a economia baseada no conhecimento mais dinâmica e competitiva, capaz de garantir um
crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos e com
maior coesão social.
No dia em que se assinala o Dia do Estudante, a Juventude Socialista Açores
defende que:
‐ Numa Europa a “diferentes velocidades”, com prioridades políticas distintas
que se afastam, cada vez mais, dos pressupostos de um Modelo Social
Europeu, é fundamental preservar o conceito de Universidade enquanto pólo
potenciador de desenvolvimento sustentável da sociedade em que está
inserida;
‐ A Universidade dos Açores, enquanto um dos pilares fundamentais da nossa
Autonomia Regional, deve estar ao serviço da comunidade, promovendo uma
oferta baseada nas reais necessidades da sociedade açoriana;
‐ A Universidade dos Açores deve potenciar uma formação em “banda larga”
aos seus alunos, criando instrumentos e mecanismos que lhes permitam
encarar os novos desafios que um Mundo cada vez mais cosmopolita e
globalizado apresentam;
‐ A Universidade dos Açores deve manter intocáveis os princípios de Escola
Pública que caracterizam a sua génese. O reordenamento do sistema
educativo e do sistema de ensino superior ou o impacto do processo de
Bolonha que alterou, consideravelmente, o conceito de Universidade como
Escola Pública de Saber não podem fazer com que a Universidade caia na
tentação de passar a ser uma “fábrica de licenciados”;
‐ É inegável o papel que a Universidade dos Açores tem desenvolvido em prol
do crescimento da nossa Região. Para que esse papel activo se mantenha
exige‐se rigor na gestão dos dinheiros públicos investidos naquela Instituição
de Ensino. A viabilidade da Universidade dos Açores, sendo uma Instituição de
Ensino Superior Pública, não pode passar pelo aumento da contribuição das
Famílias que já fazem muitos sacrifícios para conseguir que os seus filos tirem
um curso superior;
+ Informações:
Fonte: JS/A
Data: 2008-03-24 11:27:40
Visualizações: 46
Data: 2008-03-24 11:27:40
Visualizações: 46
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