Repórter sudanês libertado de Guantanamo denuncia condições
Um repórter de imagem sudanês da cadeira televisiva Al-Jazeera, libertado esta semana da base americana de Guantanamo, em Cuba, denuncia as condições "extremamente difíceis" e os "insultos" ao Islão.


"Havia várias violações. Éramos privados de rezar e havia (...) insultos deliberados contra o Livro Santo (Corão)", declarou à Al-Jazeera Sami al-Haj, no Hospital de Cartum.

Haj chegou a Cartum num avião militar norte-americano, juntamente com outros ex-prisioneiros sudaneses em Guantanamo.

Há sete anos que estava preso, pelo que não conhecia, até agora, o filho, da mesma idade.

Capturado em Dezembro de 2001 na fronteira afegã pelos militares paquistaneses, Sami al-Haj foi detido em Guantanamo.

Nunca foi, porém, condenado, pelo que várias organizações de defesa dos diretios do Homem se mobilizaram contra o caso.

"Temos o direito de verter lágrimas de alegria depois desses difíceis anos de humilhação, perseguição e injustiça que vivemos sem nehuma razão, excepto por acreditarmos no Senhor Todo Poderoso", declarou.

Interrogado pela Agência France Press, o irmão do repórter de imagem comentou:
"Não acreditamos que seja a mesma pessoa. Tem 30 e tal anos e parece ter 90. Exigimos às organizações humanitárias que enviem uma equipa de especialistas dignos de confiança de Cartum para que procedam aos exames e análises necessários".

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Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-05 13:16:36
Visualizações: 643

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