O presidente do Governo Regional disse ontem, na Escola Básica Integrada dos Arrifes, em S. Miguel, que o Programa Formativo de Inserção de Jovens (PROFIJ) foi uma "ousadia bem sucedida" do seu Executivo.
"Uma ousadia que consistiu em imaginar que era possível, em simultâneo, tornar a escola mais apetecível, mais útil, implicando mais os professores, abrindo a instituição de ensino ao tecido empresarial envolvente, procurando a adesão dos pais e o reconhecimento dos empresários. Ou seja, ousando imaginar uma escola de combate ao insucesso e de criação das competências adequadas às pessoas e às empresas", afirmou.
Carlos César falava perante uma plateia de professores, formadores e alunos do PROFIJ – dos quais 67 receberam ontem os seus diplomas de fim de curso – e aproveitou para referir que, nos dez anos de vigência do programa, mais de cinco mil jovens foram formados por este dispositivo de qualificação profissional.
Actualmente, encontram-se no PROFIJ mais de dois mil jovens, distribuídos por cento e noventa cursos em trinta escolas dos Açores. No próximo ano escolar abrirão mais cinquenta e cinco cursos, incorporando mais mil e cem jovens.
Carlos César explicou, também, que outras preocupações tiveram que ver com a empregabilidade dos formandos – para o que se ouviram os empresários acerca das suas necessidades de recursos humanos – e com a acreditação das escolas, feita após verificação de mais de duzentos parâmetros, que vão desde a verificação da conformidade de um projecto educativo à verificação da qualidade dos formadores.
Louvando todos quantos "se encontram na primeira linha desta batalha pela qualificação dos açorianos, que é uma batalha decisiva para o nosso desenvolvimento e para a nossa sustentabilidade económica e social", Carlos César englobou nas felicitações os alunos que receberam os certificados de aptidão e habilitação e lembrou, a propósito, que só na Escola dos Arrifes já concluíram o PROFIJ quase seiscentos jovens que neste momento já se encontram a trabalhar. E em todos os Açores, vindos do PROFIJ e das Escolas Profissionais, já foram mais de doze mil – ou seja, cerca de um quarto dos trabalhadores das empresas privadas dos Açores.
E o presidente do Governo deixou uma interrogação: "Que projecto de vida teriam tido esses milhares de jovens se estes cursos não lhes tivessem concedido empregabilidade e habilitações académicas?"
Data: 2008-05-06 10:34:44
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