Guterres pede à comunidade nova forma de ver o mundo
António Guterres sustenta que "da maneira como a comunidade internacional está a olhar para o mundo, não iremos longe". O Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados considera que o pior da crise económica e social global ainda está para vir.
"Vivemos tempos difíceis, tempos muito perigosos", alerta António Guterres. O antigo primeiro-ministro português enumera os eixos da crise que está a afectar todo o mundo: subida dos preços dos alimentos; subida dos preços da energia; desaceleração da economia mundial; alterações climáticas e agravamentos dos conflitos internacionais.
A desaceleração da economia é sentida sobretudo pelos mais pobres, "são sempre os mais pobres que sentem as crises", comenta. "O fosse entre ricos e pobres é um dos problemas mais dramáticos da globalização", notou António Guterres, na aldeia de Donas, no Fundão, onde viveu durante parte da infância.
O Alto-Comissário da ONU recorda ter sido na infância que se apercebeu das desigualdades sociais e que este sentimento esteve na origem da sua intervenção política. "Eu vinha de uma família privilegiada, não éramos ricos mas vivíamos bem, e muitos dos meus amigos andavam de pé descalço, não comiam carne todos os dias nem tiveram acesso á educação. Isso marcou-me para o resto da vida", recordou.
O responsável da ONU para os Refugiados aponta ainda que as alterações climáticas "começam a ter um impacto muito preocupante a nível global".
Além dos factores económicos e ambientais, uma escalada dos distúrbios sociais ameaça a actual ordem internacional. "Se olharmos para o Afeganistão, Iraque, Palestina, Sudão e, esperemos que não, para o Líbano", apontou.
"Há uma série de ameaças que já se concretizaram ou estão como uma espada sobre as nossas cabeças e nos devem levar a pensar como é possível olhar para o mundo de outra maneira", sublinhou.
Racionamento, subvenções e limitação de exportações foram as medidas definidas pelos Governos dos países asiáticos produtores de arroz para proteger as suas populações do aumento dos preços deste cereal.
Os ministros do Comércio da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) concertaram posições com o objectivo de "ajudarem-se mutuamente para estabilizar os preços à escala global e absterem-se de medidas susceptíveis de perturbar o preço do arroz".
Pertencem à ASEAN a Tailândia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura,Vietname, Brunei, Laos, Cambodja e Birmânia.
O arroz é o alimento básico do Sudeste Asiático e as exportações desta região têm um impacto crucial nas suas cotações mundiais porque representam 50% das exportações totais.

"Vivemos tempos difíceis, tempos muito perigosos", alerta António Guterres. O antigo primeiro-ministro português enumera os eixos da crise que está a afectar todo o mundo: subida dos preços dos alimentos; subida dos preços da energia; desaceleração da economia mundial; alterações climáticas e agravamentos dos conflitos internacionais.
A desaceleração da economia é sentida sobretudo pelos mais pobres, "são sempre os mais pobres que sentem as crises", comenta. "O fosse entre ricos e pobres é um dos problemas mais dramáticos da globalização", notou António Guterres, na aldeia de Donas, no Fundão, onde viveu durante parte da infância.
O Alto-Comissário da ONU recorda ter sido na infância que se apercebeu das desigualdades sociais e que este sentimento esteve na origem da sua intervenção política. "Eu vinha de uma família privilegiada, não éramos ricos mas vivíamos bem, e muitos dos meus amigos andavam de pé descalço, não comiam carne todos os dias nem tiveram acesso á educação. Isso marcou-me para o resto da vida", recordou.
O responsável da ONU para os Refugiados aponta ainda que as alterações climáticas "começam a ter um impacto muito preocupante a nível global".
Além dos factores económicos e ambientais, uma escalada dos distúrbios sociais ameaça a actual ordem internacional. "Se olharmos para o Afeganistão, Iraque, Palestina, Sudão e, esperemos que não, para o Líbano", apontou.
"Há uma série de ameaças que já se concretizaram ou estão como uma espada sobre as nossas cabeças e nos devem levar a pensar como é possível olhar para o mundo de outra maneira", sublinhou.
Racionamento, subvenções e limitação de exportações foram as medidas definidas pelos Governos dos países asiáticos produtores de arroz para proteger as suas populações do aumento dos preços deste cereal.
Os ministros do Comércio da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) concertaram posições com o objectivo de "ajudarem-se mutuamente para estabilizar os preços à escala global e absterem-se de medidas susceptíveis de perturbar o preço do arroz".
Pertencem à ASEAN a Tailândia, Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura,Vietname, Brunei, Laos, Cambodja e Birmânia.
O arroz é o alimento básico do Sudeste Asiático e as exportações desta região têm um impacto crucial nas suas cotações mundiais porque representam 50% das exportações totais.
+ Informações:
Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-06 16:23:14
Visualizações: 85
Data: 2008-05-06 16:23:14
Visualizações: 85
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