Insucesso escolar no 1º ciclo caiu na última década, diz César
O presidente do Governo Regional, Carlos César, disse ontem que na última década os Açores recuperaram, no primeiro ciclo, de um insucesso escolar de 22% para os actuais 3%.


"Foi preciso recuperar dos indicadores que nos colocavam na cauda da Europa no sector da educação", sustentou Carlos César, que falava na inauguração da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba, na ilha Terceira.

"Foi desenvolvido um reformismo sem dogmatismo com passos que podem não ter sido realizados no tempo mais adequado, mas foram, seguramente, os passos certos e correctos", sublinhou o presidente do Governo açoriano.
Para Carlos César, "a melhor formação dos alunos dos Açores vai contribuir para resolver no futuro muitos dos problemas com que a região ainda se debate", esperando que "nos próximos anos os resultados sejam salientes".
De acordo com Carlos César, "a forma de resolver esses problemas é agir preventivamente para o futuro investindo na educação, que tem sido a primeira prioridade da acção governativa" açoriana.

"Os nossos jovens são hoje melhor formados, mais bem informados e mais criativos", para o que dispõem de meios tecnológicos da última geração, referiu.

Segundo César, "no passado existia um computador para 28 alunos, enquanto actualmente há um computador para 8 alunos, e o objectivo, para cumprir metas europeias, é fornecer um computador para cada 5 alunos".

Por seu turno, o presidente do Conselho Executivo do novo estabelecimento de ensino, Augusto Oliveira, manifestou preocupação "pela falta de acompanhamento familiar dos alunos por parte dos pais e encarregados de educação".

"Existem mesmo casos de crianças negligenciadas, desmotivação dos discentes em relação à escola e a demissão, num universo considerável, de pais e encarregados de educação do seu papel educativo", acrescentou.

Segundo Augusto Oliveira, entre as respostas a estes problemas estão "o desenvolvimento de políticas sociais e económicas capazes de dotar os cidadãos de melhores condições de vida, novos horizontes culturais potenciadores da sua intervenção cívica".

A nova escola, orçada em mais de 30 milhões de euros, tem capacidade para 1.200 alunos (actualmente são 800), dispõe de 85 salas todas com computador ligados em rede, quadro interactivo e de marcador (desapareceu o tradicional giz), auditório com estúdio de gravação áudio e vídeo e uma estação interna de rádio e tv.

Possui uma área desportiva com pavilhão coberto dotado de piscina, sala de judo, sala de ginástica, um polivalente descoberto para os restantes desportos, bem como um campo de futebol sintético e pista de tartan.

Tem ainda uma área destinada ao Conservatório de Música de Angra do Heroísmo, com 31 salas para o ensino individual e duas salas de ballet, e um bloco com 31 salas de aula, das quais três para o ensino de informática e novas tecnologias da informação e comunicação.

Possui ainda um bloco para o ensino das artes que incluiu 4 laboratórios para as disciplinas de Física, Química, Ciências Naturais e Biologia.

Esta foi a primeira escola dos Açores a ser projectada por arquitectos açorianos, Miguel Cunha e José Parreira, que usaram setecentas peças e duas mil páginas para elaboração do projecto.

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Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-08 12:42:11
Visualizações: 24

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