Catedrático defende mais atenção à subida de preços
Um docente da Universidade da Beira Interior (UBI) defendeu uma maior intervenção social do Governo e instituições de solidariedade face à crise gerada pela subida dos preços dos bens de primeira necessidade.
"O espectro da fome paira sobre a cabeça dos mais necessitados, incluindo de muitos portugueses", alerta José Pires Manso, professor catedrático e responsável pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da UBI.
Num documento distribuído aos jornalistas, o docente defende que "o Governo deve criar pacotes especiais de apoio social para os mais necessitados" e que outras instituições devem reforçar "os peditórios para recolha de alimentos e roupas, entre outras ofertas".
Entre as classes mais afectadas, Pires Manso refere "os novos pobres", numa alusão "a quem se deixou entalar por situações de sobreendividamento motivadas pela simultânea elevação das taxas de juro".
O docente da UBI sugere mesmo uma "aposta na vigilância como forma de detecção precoce de casos de pobreza de muita gravidade".
"Autoridades civis e militares, serviços de segurança social e muitos outros, incluindo as ONGs e outras associações com intervenção neste âmbito, devem redobrar a atenção, designadamente naqueles casos mais graves e já inventariados", sublinha. Pires Manso sugere ainda medidas ligadas à criação de emprego, com "programas de formação (remunerada) e ocupação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração".
Defende ainda apoio aos jovens e desempregados para criação do próprio emprego "concedendo-lhes subsídios e micro-créditos que estes pagariam à medida que o negócio fosse libertando meios financeiros".
Segundo o professor catedrático, "o mercado vai levar algum tempo a reorganizar-se e adequar a oferta dos bens de primeira necessidade e o espectro da sua escassez paira sobre os países mais frágeis e as cabeças das pessoas mais necessitadas", conclui.

"O espectro da fome paira sobre a cabeça dos mais necessitados, incluindo de muitos portugueses", alerta José Pires Manso, professor catedrático e responsável pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da UBI.
Num documento distribuído aos jornalistas, o docente defende que "o Governo deve criar pacotes especiais de apoio social para os mais necessitados" e que outras instituições devem reforçar "os peditórios para recolha de alimentos e roupas, entre outras ofertas".
Entre as classes mais afectadas, Pires Manso refere "os novos pobres", numa alusão "a quem se deixou entalar por situações de sobreendividamento motivadas pela simultânea elevação das taxas de juro".
O docente da UBI sugere mesmo uma "aposta na vigilância como forma de detecção precoce de casos de pobreza de muita gravidade".
"Autoridades civis e militares, serviços de segurança social e muitos outros, incluindo as ONGs e outras associações com intervenção neste âmbito, devem redobrar a atenção, designadamente naqueles casos mais graves e já inventariados", sublinha. Pires Manso sugere ainda medidas ligadas à criação de emprego, com "programas de formação (remunerada) e ocupação de jovens à procura do primeiro emprego e de desempregados de longa duração".
Defende ainda apoio aos jovens e desempregados para criação do próprio emprego "concedendo-lhes subsídios e micro-créditos que estes pagariam à medida que o negócio fosse libertando meios financeiros".
Segundo o professor catedrático, "o mercado vai levar algum tempo a reorganizar-se e adequar a oferta dos bens de primeira necessidade e o espectro da sua escassez paira sobre os países mais frágeis e as cabeças das pessoas mais necessitadas", conclui.
+ Informações:
Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-09 10:52:17
Visualizações: 52
Data: 2008-05-09 10:52:17
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