Carvalhal é uma “relíquia” em Montemor-o-Novo
A associação ambientalista Quercus revelou que vai apoiar a preservação de um carvalhal, uma "autêntica relíquia", existente na Herdade do Freixo do Meio, Montemor-o-Novo (Évora), tendo criado uma micro-reserva biológica com medidas de gestão específicas.
"Os carvalhais são raros, hoje em dia, e ainda mais no sul do país, onde o que existe muito é o montado de sobreiros e azinheiras", salientou à agência Lusa José Paulo Martins, da Quercus.
Daí, frisou o mesmo responsável, a importância do cercal de carvalho-cerquinho que existe na Herdade do Freixo do Meio.
"É um carvalhal quase puro, com centenas de carvalhos, alguns deles exemplares de grande porte, em que são precisas duas ou três pessoas para abraçar o tronco. É uma autêntica relíquia do que foram os bosques primitivos que, no passado, cobriram grande parte do país", explicou.
Garantindo tratar-se de um "sítio muito interessante", José Paulo Martins adiantou à Lusa que a Quercus e a Herdade do Freixo do Meio estabeleceram um protocolo de colaboração para a gestão conjunta deste bosque, denominado Carvalhal da Barranca da Loba.
O cercal, que passou a integrar a rede de micro-reservas biológicas da Quercus, vai ser alvo de um plano de gestão específico.
"É uma micro-reserva com cerca de seis hectares e a sua conservação vai envolver a criação de uma faixa sem cultivos em redor de todo o bosque, de forma e permitir também o seu alargamento", salientou.
Evitar o uso de agroquímicos na orla, não permitir o acesso do gado e o controle de silvados que "estão a invadir algumas áreas" são outras das medidas.
"Se necessário, será facilitada a regeneração na orla recorrendo à plantação e/ou sementeira a partir de sementes do próprio bosque", explica a Quercus.
Ao mesmo tempo, as duas entidades subscritoras do protocolo comprometem-se ainda a fazer a manutenção de um trilho que percorre toda a micro-reserva, o qual permite a visita e o conhecimento da flora e da fauna existentes. "Há já poucos carvalhais e é preciso preservar os que ainda existem, porque são pequenos eco-museus do que foram os bosques do passado", assegurou José Paulo Martins. No sul do país, afirmou o mesmo dirigente da Quercus, existem apenas "alguns pequenos bosques de carvalho-cerquinho no sudoeste alentejano, como Odemira e a serra de Monchique".

"Os carvalhais são raros, hoje em dia, e ainda mais no sul do país, onde o que existe muito é o montado de sobreiros e azinheiras", salientou à agência Lusa José Paulo Martins, da Quercus.
Daí, frisou o mesmo responsável, a importância do cercal de carvalho-cerquinho que existe na Herdade do Freixo do Meio.
"É um carvalhal quase puro, com centenas de carvalhos, alguns deles exemplares de grande porte, em que são precisas duas ou três pessoas para abraçar o tronco. É uma autêntica relíquia do que foram os bosques primitivos que, no passado, cobriram grande parte do país", explicou.
Garantindo tratar-se de um "sítio muito interessante", José Paulo Martins adiantou à Lusa que a Quercus e a Herdade do Freixo do Meio estabeleceram um protocolo de colaboração para a gestão conjunta deste bosque, denominado Carvalhal da Barranca da Loba.
O cercal, que passou a integrar a rede de micro-reservas biológicas da Quercus, vai ser alvo de um plano de gestão específico.
"É uma micro-reserva com cerca de seis hectares e a sua conservação vai envolver a criação de uma faixa sem cultivos em redor de todo o bosque, de forma e permitir também o seu alargamento", salientou.
Evitar o uso de agroquímicos na orla, não permitir o acesso do gado e o controle de silvados que "estão a invadir algumas áreas" são outras das medidas.
"Se necessário, será facilitada a regeneração na orla recorrendo à plantação e/ou sementeira a partir de sementes do próprio bosque", explica a Quercus.
Ao mesmo tempo, as duas entidades subscritoras do protocolo comprometem-se ainda a fazer a manutenção de um trilho que percorre toda a micro-reserva, o qual permite a visita e o conhecimento da flora e da fauna existentes. "Há já poucos carvalhais e é preciso preservar os que ainda existem, porque são pequenos eco-museus do que foram os bosques do passado", assegurou José Paulo Martins. No sul do país, afirmou o mesmo dirigente da Quercus, existem apenas "alguns pequenos bosques de carvalho-cerquinho no sudoeste alentejano, como Odemira e a serra de Monchique".
+ Informações:
Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-13 11:10:51
Visualizações: 40
Data: 2008-05-13 11:10:51
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