Economista acusa Governo de ter política económica “extremamente conservadora”
O economista António Borges considerou ontem a política económica do Governo como "extremamente conservadora" e criticou os grandes projectos de investimento lançados pelo Executivo, considerando que a economia portuguesa se dirige para o "abismo".
"A economia portuguesa vai para o abismo a um ritmo alucinante e eles [Governo] não se dão conta do problema", afirmou durante a sua participação na conferência "Portugal em Exame - Caminhos para Portugal".
António Borges considera que a economia portuguesa tem "sofrido problemas muito sérios de crescimento", estando convencido de que esses problemas "se vão agravar".
O economista critica as opções do Governo em termos de investimento, considerando que o mesmo deveria estar a ser canalizado para a inovação e para criar mecanismos de apoio às empresas exportadoras.
"Estamos muito abaixo do nosso potencial. Poderíamos estar a crescer 3 ou 4% com outra política económica", defendeu.
"Há um esforço para combater o défice público e depois esbanja-se capital em projectos duvidosos, megalómanos cuja rentabilidade nunca será positiva e que só aumentam o endividamento", afirmou.
"A nossa política económica actual reforça o ´status quo´ existente. É uma política antiga que favorece e protege as grandes empresas, mas não favorece o surgimento de novas empresas que poderiam ter um impacto positivo na economia", considerou.
"A competitividade do país só melhora se o sector aberto à concorrência estrangeira der o grande salto e isso ainda está por fazer", acrescentou.
O economista criticou ainda o Governo por ter uma política "completamente centralizada, onde o Estado é que determina o que se deve fazer".
"Com esta politica económica não vamos a lado nenhum", concluiu.
O excessivo peso do Estado na economia foi também criticado pelo empresário Filipe de Botton e pelo banqueiro António Horta Osório.
O presidente-executivo da Logoplaste afirmou que "retiraria Estado" da economia portuguesa e que não existe, nem nunca existiu, por parte dos governantes, "uma verdadeira estratégia" para o país.
O presidente-executivo do Abbey National Bank considerou importante que haja "uma redução do peso do Estado" na economia.
"O Estado deve assegurar as funções essenciais, mas nas actividades privadas deve diminuir significativamente a sua presença ou estar em concorrência com o sector privado nas mesmas condições", defendeu.
Horta Osório defendeu que um dos sectores onde o Estado deve estar presente é na Justiça.
"Não há Direito em Portugal e por isso a sociedade não anda, nem os investimentos", afirmou.
Já António Borges considerou que este é um sector onde o Estado devia intervir e não intervém.
"A Justiça é um problema dramático no nosso país e do ponto de vista económico é penoso", considerou.

"A economia portuguesa vai para o abismo a um ritmo alucinante e eles [Governo] não se dão conta do problema", afirmou durante a sua participação na conferência "Portugal em Exame - Caminhos para Portugal".
António Borges considera que a economia portuguesa tem "sofrido problemas muito sérios de crescimento", estando convencido de que esses problemas "se vão agravar".
O economista critica as opções do Governo em termos de investimento, considerando que o mesmo deveria estar a ser canalizado para a inovação e para criar mecanismos de apoio às empresas exportadoras.
"Estamos muito abaixo do nosso potencial. Poderíamos estar a crescer 3 ou 4% com outra política económica", defendeu.
"Há um esforço para combater o défice público e depois esbanja-se capital em projectos duvidosos, megalómanos cuja rentabilidade nunca será positiva e que só aumentam o endividamento", afirmou.
"A nossa política económica actual reforça o ´status quo´ existente. É uma política antiga que favorece e protege as grandes empresas, mas não favorece o surgimento de novas empresas que poderiam ter um impacto positivo na economia", considerou.
"A competitividade do país só melhora se o sector aberto à concorrência estrangeira der o grande salto e isso ainda está por fazer", acrescentou.
O economista criticou ainda o Governo por ter uma política "completamente centralizada, onde o Estado é que determina o que se deve fazer".
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O excessivo peso do Estado na economia foi também criticado pelo empresário Filipe de Botton e pelo banqueiro António Horta Osório.
O presidente-executivo da Logoplaste afirmou que "retiraria Estado" da economia portuguesa e que não existe, nem nunca existiu, por parte dos governantes, "uma verdadeira estratégia" para o país.
O presidente-executivo do Abbey National Bank considerou importante que haja "uma redução do peso do Estado" na economia.
"O Estado deve assegurar as funções essenciais, mas nas actividades privadas deve diminuir significativamente a sua presença ou estar em concorrência com o sector privado nas mesmas condições", defendeu.
Horta Osório defendeu que um dos sectores onde o Estado deve estar presente é na Justiça.
"Não há Direito em Portugal e por isso a sociedade não anda, nem os investimentos", afirmou.
Já António Borges considerou que este é um sector onde o Estado devia intervir e não intervém.
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+ Informações:
Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-15 10:46:39
Visualizações: 601
Data: 2008-05-15 10:46:39
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