Companhia de Sintra dança em exclusivo o fado no Coliseu
A Companhia de Dança Contemporânea de Sintra desloca-se em Junho aos Açores para apresentar o seu novo espectáculo "Chama-me Fado" em exclusivo no Coliseu Micaelense. As duas únicas sessões decorrem nos dias 13 e 14 de Junho, em lugares limitados à 1ª Plateia, e os bilhetes já se encontra disponíveis para venda na Bilheteira do Coliseu.


Esta nova produção artística, que estreou, recentemente, em Lisboa e vai desenvolver uma digressão promocional por diferentes cidades portuguesas durante os próximos meses, pretende falar de Fado através da Dança. Este é o desafio a que a Companhia de Dança Contemporânea de Sintra se propôs responder, nesta nova produção do "Ai! a Dança Atelier" intitulada "Chama-me Fado".

Trata-se de um espectáculo exclusivamente dedicado à cultura portuguesa, à qual é dado um cariz de contemporaneidade e modernidade, sem nunca desvirtuar a tradição, com o objectivo de solidificar o trabalho já reconhecido, a nível nacional, de autores e artistas portugueses. Desde há uns anos a esta parte, a Companhia tem vindo a integrar o Fado nas suas produções, em pequenos apontamentos, remetendo à portugalidade tantas vezes esquecida nas produções de Dança.

"Chama-me Fado" nasce de uma vontade de homenagear a forma tão singular e profunda de ser português. No momento em que nascia no seio da Companhia o conceito deste espectáculo, surge um outro projecto, de nome Maria Lua, um projecto musical que tem como base as experiências individuais de cada um dos músicos que o compõem, e que resulta numa musicalidade original, com influências na música do mundo, desde a África do Norte, Brasil, Argentina e, como não poderia deixar de ser, a música tradicional portuguesa.

A convite da Companhia de Dança Contemporânea de Sintra, os Maria Lua integram este espectáculo trazendo o Fado tocado e cantado como sentimento e sensação. Os instrumentos tradicionais do fado foram substituídos pela percussão, guitarra, acordeão e contra-baixo, acompanhados de uma voz que tanto pode ser do Fado, como de outro género musical. Som e movimento unem-se aqui numa expressão do Fado universal, não só portuguesa, mas do mundo.

Neste espectáculo, quatro bailarinas e cinco músicos dão vida a uma interpretação do Fado, não só enquanto música, mas enquanto sentimento, forma de estar e viver. Ao longo do espectáculo cada um dos intérpretes quer dizer ao público, pede ao público: Chama-me Fado, porque é aquilo que eu sou! "Chama-me Fado" é uma interpretação do viver, amar e sofrer que só nós portugueses entendemos. É o ouvir das canções que sempre nos acompanharam, e acrescentar aos poemas que compõem as suas letras, a linguagem do corpo e da dança.

A Companhia de Dança Contemporânea de Sintra, fundada em 2002 pela mão da sua directora artística Lucília Baleixo, tem sido responsável por produções de grande impacto em todo o território de Portugal ("Essência", "Amo-T", "Ventos do Oriente Ventos do Ocidente" e "Caminhos", entre outros), e é das poucas Companhias portuguesas a trabalhar continuamente para o grande público, com base numa filosofia de "democratização" da Dança. A missão é retirar a dança do seu elitismo e transformá-la numa arte acessível e compreensível ao grande público.

As bailarinas da Companhia de Dança Contemporânea de Sintra que participam neste espectáculo são Joana Mestre, Lucília Baleixo, Marta Martinez e Sara Calazans, actuando ao som dos músicos de Maria Lua: Lara Afonso na voz, Carlos Lopes no acordeão, Manú Teixeira na percussão, Rui Silva no contra-baixo e Tiago Oliveira na guitarra. As coreografias são de Joana Mestre, Lucília Baleixo e Marta Martinez, a direcção artística de Lucília Baleixo, a direcção musical de Manú Teixeira e a direcção de Produção do "Ai! A Dança Atelier".

O "Ai! a Dança Atelier" nasce em 1998, como projecto de criação artística. Desde então, muitos têm sido os projectos criados e desenvolvidos, todos na área da dança, que vão desde a área de ensino (com a criação das Academias de Dança de Sintra I e II, Loures e Azambuja), à área de espectáculos para grande público (através da Companhia de Dança Contemporânea de Sintra e do Cuadro Flamenco – Companhia de Dança Espanhola), até à área empresarial (pela criação de espectáculos de dança e animações exclusivas nos mais diversos eventos). Conta com o desempenho de conceituadas companhias de dança e bailarinos profissionais, de forma a levar para cada evento o melhor e o mais belo que a arte da Dança e do Movimento podem proporcionar.

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Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-05-15 10:50:23
Visualizações: 207

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