Governo Regional enaltece importância das Jornadas e do projecto PLESCAMAC
A directora regional da Saúde afirmou, hoje, que as Jornadas PLESCAMAC – Plano de Emergência Sanitária em Caso de Catástrofe na Macaronésia, hoje iniciadas em Ponta Delgada, constituem um momento de reflexão de práticas inter-profissionais, representando para esta Região Autónoma, o estreitar de mais uma ponte entre as ilhas dos Açores, Madeira e Canárias.


Na sessão de abertura do encontro, a que presidiu em representação do secretário regional dos Assuntos Sociais, Teresa Brito sublinhou que a realização do encontro contribui, também, para a partilha de experiências e de reflexão profissional numa visão multidisciplinar, perspectivando uma resposta concertada em termos de intervenção multisectorial no âmbito da Emergência e Catástrofe.

As jornadas, inseridas no PLESCAMAC, inscrevem-se no âmbito de uma iniciativa de cooperação inter-regional, co-financiado pelo INTERREG III B, envolvendo o conjunto das Regiões Ultraperiféricas – Comunidades Autónoma das Canárias e as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira.

Na opinião de Teresa Brito, aquele projecto é um exemplo do estreitamento inter-regional e uma expressão das possibilidades de cooperação em múltiplos domínios com outras regiões, devido à proximidade ou aos interesses estratégicos próprios do desenvolvimento de cada uma delas.

Considerou, igualmente, que o programa de Iniciativa Comunitária INTERREG III B Açores, Madeira e Canárias (MAC) representa uma aposta na cooperação transnacional como elemento de valor para o desenvolvimento integrado da Macaronésia.

Recordou que o evento de dois dias, tem como objectivo a formação e cooperação comuns no desenvolvimento e gestão de Planos de Saúde de Emergência para lidar com situações de catástrofe na Macaronésia, incluindo, também, a elaboração de Planos de Contingência para Acidentes Multi-Vítimas.

A directora regional da Saúde do executivo açoriano reconheceu, por outro lado, que o apoio externo é crucial, sendo de capital importância a articulação de grupos operacionais de gestão de crises e a articulação de recursos, designadamente humanos e materiais, no sentido de se potenciar uma resposta concertada, eficiente e eficaz.

Afirmou, ainda, que a aposta na formação de profissionais, no âmbito da Medicina de Catástrofe, traduz um factor de extrema importância para a promoção de competências que permitam uma melhor actuação em situações de calamidade.

Como exemplo disso, recordou o curso “Introductory Notes on Response to Mass Casuality and Disasters a Prehospital Perspective”, a cargo da Universidade de Piemonte Orientale, Novara, em Itália, que ontem chegou ao seu termo, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, e que foi dirigido a médicos e enfermeiros de sectores da urgência/emergência, elementos de comissões de catástrofe e profissionais do pré-hospitalar de todas as regiões envolvidas no projecto PLESCAMAC.

Teresa Brito esclareceu que o projecto PLESCAMAC permite, também, o apetrechamento das regiões com equipamento – reboques com material de emergência, de grande importância para actuação em situações de catástrofes, obedecendo a uma linha uniforme transnacional, podendo, deste modo, ser movimentado e deslocado entre os três arquipélagos.

Sublinhou, ainda, que o programa das jornadas PLESCAMAC oferece uma mais valia para a reflexão de estratégias de planeamento sobre os desafios e as responsabilidades para o sector da saúde em situação de emergência e catástrofe, bem como para todos os sectores a ela ligados.

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Fonte: GaCS
Data: 2008-05-16 12:17:21
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