Na Câmara de Angra - Oposição reage mal à renúncia de Cardoso
A oposição na Câmara de Angra do Heroísmo garante que a renúncia ao mandato do actual presidente, José Pedro Cardoso, “é inoportuna” e demonstra que o PS reconheceu que esta equipa abandonou o concelho.
A vereadora e deputada regional, Carla Bretão, alega que “não ficou surpreendida” com a demissão do responsável pela autarquia.
“A verdade é que esta equipa pouco ou nada fez por Angra nos últimos anos e a solução encontrada não passa de uma operação de cosmética, porque a futura presidente já faz parte do elenco camarário e não trabalhou para implementar políticas de desenvolvimento para o concelho”, explica Carla Bretão.
A concelhia do PSD defende que o concelho estagnou neste mandato por vinganças partidárias e a “prova” está à vista de todos os angrenses.
“A demissão nesta altura parece obra de uma negociata entre o partido e o presidente do município”, afirma, recordando que os angrenses não se lembram de uma obra idealizada e concretizada por José Pedro Cardoso.
Os sociais-democratas sustentam que, nos últimos dois mandatos, esta é a segunda vez que o PS munda de presidente, o que, no entender de Carla Bretão, revela “muita bem” a estratégia que os socialista traçaram para Angra do Heroísmo, a segunda maior cidade do arquipélago.
“O PS coloca o umbigo à frente dos interesses da cidade e do concelho. Os munícipes deverão estar atentos” – alerta.
Carla Bretão alega ainda que se o desenvolvimento do concelho fosse importante para os socialistas, José Pedro Cardoso já tinha sido afastado há muito”.
O PSD recorda que fica na autarquia a mesma equipa. “Será que num ano vão mudar tudo. Será que a futura presidente que participa nas reuniões, “silenciosamente”, vai ter ideias para mudar o concelho num ano”.
“Extremamente inoportuna”
Félix Rodrigues, eleito para a Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo, pelo CDS/PP dos Açores, acusa o Presidente da Câmara de não cumprir um dever para com o povo que o elegeu.
O PP classifica de “oportunismo” o facto de José Pedro Cardoso escolher esta altura para anunciar e renúncia e lembra que no mês passado, segundo o Jornal Oficial, o autarca terá sido dado como reformado em funções.
“A ideia que fica é que se candidatou a este mandato para se reformar” – afirma o representante do PP na autarquia.
Quanto à justificação de estar cansado, o CDS lembra que “somos cidadãos e aceitamos compromissos pela causa pública. O cansaço não justificação para deixar de ter cidadania”.
Este partido alega ainda que o facto José Pedro Cardoso ter anunciado a sua decisão no final da reunião com o presidente do governo, revela falta de respeito pela Assembleia Municipal.
Em relação à substituição de José Pedro Cardoso por Andreia Cardoso, Félix Rodrigues alega que a lógica da democracia não está subjacente a uma monarquia onde “rei sai, rei entra”.
“Percebia-se que existia um mal-estar entre o PS e presidente da autarquia, só que os interesses partidários não devem estar acima dos públicos”.
O CDS-PP garante ainda que será muito mau para a democracia se a nova presidente tiver verbas para realizar todas as obras prometidas no último ano de mandato.
“Passagem de testemunho”
Para a CDU/Terceira, a renúncia ao cargo de José Pedro Cardoso “mais parece uma passagem de testemunho de estilo monárquico de sucessão, já que, o ainda presidente da edilidade Angrense, afirmou que “é preciso dar tempo à nova titular de se dar a conhecer para poder ser candidata no próximo ano”.
Será que a futura Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, vai fazer pré – campanha eleitoral, nos próximos 12 meses ou gerir o concelho Angrense, tentando solucionar os problemas gerados nos últimos tempos, questiona a CDU, em comunicado.
O Secretariado da CDU – Terceira considera que atitude do ainda Presidente da edilidade de Angra do Heroísmo “é um mau exemplo do funcionamento democrático do poder local e contrariamente ao que foi afirmado existem outras razões de fundo político, que todos já percebemos”.
A CDU reconhece a legalidade da substituição pela variadora, mas lembra que o processo não é o mais transparente.
Amigos da Terceira também reagem mal
O Grupo de Amigos da Terceira já manifestou a sua preocupação com a renúncia de José Pedro Cardoso enquanto Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo. “Tendo em conta a forte contestação que a edilidade sofreu durante este mandato, não só vinda da oposição como também no seio do próprio Partido Socialista, é com algum cepticismo que este grupo recebeu a notícia.
Para os Amigos da Terceira a Cidade de Angra tem sido “ostracizada” há algum tempo pelo Governo Regional, com repercussões negativas para toda a Ilha Terceira”.
Em nota à imprensa, o presidente do Grupo lembra que as eleições servem para eleger corpos políticos, mas também para avaliar os corpos políticos cessantes.

A vereadora e deputada regional, Carla Bretão, alega que “não ficou surpreendida” com a demissão do responsável pela autarquia.
“A verdade é que esta equipa pouco ou nada fez por Angra nos últimos anos e a solução encontrada não passa de uma operação de cosmética, porque a futura presidente já faz parte do elenco camarário e não trabalhou para implementar políticas de desenvolvimento para o concelho”, explica Carla Bretão.
A concelhia do PSD defende que o concelho estagnou neste mandato por vinganças partidárias e a “prova” está à vista de todos os angrenses.
“A demissão nesta altura parece obra de uma negociata entre o partido e o presidente do município”, afirma, recordando que os angrenses não se lembram de uma obra idealizada e concretizada por José Pedro Cardoso.
Os sociais-democratas sustentam que, nos últimos dois mandatos, esta é a segunda vez que o PS munda de presidente, o que, no entender de Carla Bretão, revela “muita bem” a estratégia que os socialista traçaram para Angra do Heroísmo, a segunda maior cidade do arquipélago.
“O PS coloca o umbigo à frente dos interesses da cidade e do concelho. Os munícipes deverão estar atentos” – alerta.
Carla Bretão alega ainda que se o desenvolvimento do concelho fosse importante para os socialistas, José Pedro Cardoso já tinha sido afastado há muito”.
O PSD recorda que fica na autarquia a mesma equipa. “Será que num ano vão mudar tudo. Será que a futura presidente que participa nas reuniões, “silenciosamente”, vai ter ideias para mudar o concelho num ano”.
“Extremamente inoportuna”
Félix Rodrigues, eleito para a Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo, pelo CDS/PP dos Açores, acusa o Presidente da Câmara de não cumprir um dever para com o povo que o elegeu.
O PP classifica de “oportunismo” o facto de José Pedro Cardoso escolher esta altura para anunciar e renúncia e lembra que no mês passado, segundo o Jornal Oficial, o autarca terá sido dado como reformado em funções.
“A ideia que fica é que se candidatou a este mandato para se reformar” – afirma o representante do PP na autarquia.
Quanto à justificação de estar cansado, o CDS lembra que “somos cidadãos e aceitamos compromissos pela causa pública. O cansaço não justificação para deixar de ter cidadania”.
Este partido alega ainda que o facto José Pedro Cardoso ter anunciado a sua decisão no final da reunião com o presidente do governo, revela falta de respeito pela Assembleia Municipal.
Em relação à substituição de José Pedro Cardoso por Andreia Cardoso, Félix Rodrigues alega que a lógica da democracia não está subjacente a uma monarquia onde “rei sai, rei entra”.
“Percebia-se que existia um mal-estar entre o PS e presidente da autarquia, só que os interesses partidários não devem estar acima dos públicos”.
O CDS-PP garante ainda que será muito mau para a democracia se a nova presidente tiver verbas para realizar todas as obras prometidas no último ano de mandato.
“Passagem de testemunho”
Para a CDU/Terceira, a renúncia ao cargo de José Pedro Cardoso “mais parece uma passagem de testemunho de estilo monárquico de sucessão, já que, o ainda presidente da edilidade Angrense, afirmou que “é preciso dar tempo à nova titular de se dar a conhecer para poder ser candidata no próximo ano”.
Será que a futura Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, vai fazer pré – campanha eleitoral, nos próximos 12 meses ou gerir o concelho Angrense, tentando solucionar os problemas gerados nos últimos tempos, questiona a CDU, em comunicado.
O Secretariado da CDU – Terceira considera que atitude do ainda Presidente da edilidade de Angra do Heroísmo “é um mau exemplo do funcionamento democrático do poder local e contrariamente ao que foi afirmado existem outras razões de fundo político, que todos já percebemos”.
A CDU reconhece a legalidade da substituição pela variadora, mas lembra que o processo não é o mais transparente.
Amigos da Terceira também reagem mal
O Grupo de Amigos da Terceira já manifestou a sua preocupação com a renúncia de José Pedro Cardoso enquanto Presidente da Câmara de Angra do Heroísmo. “Tendo em conta a forte contestação que a edilidade sofreu durante este mandato, não só vinda da oposição como também no seio do próprio Partido Socialista, é com algum cepticismo que este grupo recebeu a notícia.
Para os Amigos da Terceira a Cidade de Angra tem sido “ostracizada” há algum tempo pelo Governo Regional, com repercussões negativas para toda a Ilha Terceira”.
Em nota à imprensa, o presidente do Grupo lembra que as eleições servem para eleger corpos políticos, mas também para avaliar os corpos políticos cessantes.
+ Informações:
Fonte: A União
Data: 2008-05-27 15:09:00
Visualizações: 284
Data: 2008-05-27 15:09:00
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