Fernando Ruas pede medidas para gestão eficiente da água
Cerca de 400 milhões de pessoas vivem em regiões onde a água é um bem escasso, número que poderá chegar aos quatro biliões em 2025, alertou ontem o presidente da Associação Nacional de Municípios, apelando para medidas nacionais. 
"Acredita-se que a falta de água seja o mais grave desastre da natureza de que há memória", afirma Fernando Ruas, com base em previsões das Nações Unidas, no discurso de abertura do seminário que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) promoveu ontem e continua hoje em Vilamoura, subordinado ao tema "Uso e Gestão Eficiente da Água".
No Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, os autarcas lembram que a água é um bem esgotável e que, apesar de ser necessário o envolvimento de todos os cidadãos na poupança, é essencial que o poder público e político tome medidas.
Ruas adverte que a gestão equilibrada da água requer "a partilha de responsabilidades entre os distintos níveis de governação" e que após vários estudos, grupos de trabalho e metodologias identificadas é necessário passar à acção.
Desde Setembro de 2001, altura em que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil elaborou uma versão preliminar do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água, poucos ou nenhuns foram os avanços em termos práticos, recorda o autarca.
Passados sete anos, "o país continua sem conhecer o Programa para o Uso Eficiente da Água de forma a que todos possamos cumprir, no quadro das nossas responsabilidades, os desígnios ambientais, económicos e sociais que constam de documentos estratégicos como a Lei da Água, a Directiva-Quadro da Água ou o Plano Nacional da Água", diz Fernando Ruas.
Ruas afirma que os municípios por si só "pouco podem contribuir para um efectivo consumo eficiente", já que - segundo os dados que apresenta - o abastecimento urbano apenas representa oito por cento do consumo nacional de água.
Apela por isso ao envolvimento da indústria e sobretudo da agricultura, "responsável por 87% do consumo total", sem o qual o país "não conseguirá nunca utilizar de forma eficiente a água".
Fernando Ruas afirma que a ANMP foi consultada sobre a criação de mais uma estrutura pública para "dinamizar" o uso eficiente da água, "a Agência Água qb", considerando que a criação de mais institutos, agências e administrações acarreta necessariamente um acréscimo de custos a suportar "pelo já sobrecarregado contribuinte".
"O país tem estudos e organismos que cheguem. Utilizemos de forma eficiente estes recursos pagos pelo contribuinte e passemos à fase de execução das medidas há anos identificadas como essenciais", exorta o líder da ANMP, dirigindo-se ao Governo e manifestando a disponibilidade da associação nesse sentido.
As diferentes realidades sócio-económicas do país e a recente polémica em torno do fim do aluguer dos contadores da água e as tarifas de disponibilidade constam também do discurso de Fernando Ruas, perante uma audiência em que vai estar o ministro do Ambiente, Nunes Correia.
"Perante as necessidades ao nível da reabilitação de redes antigas, especialmente as que se localizam em centros históricos, ao nível da sensibilização ambiental, da modernização da gestão face às novas tecnologias que diariamente são disponibilizadas - sabendo-se que as verbas do QREN serão insuficientes para financiar todas as medidas (…), sabendo-se do actual quadro em que os recursos municipais são parcos e o recurso à banca condicionado, a administração central terá de assumir, ao nível do financiamento, um papel essencial, directamente ou em sintonia com o sector privado", defende.
O seminário vai contar com a presença do vice-presidente da associação ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, dos presidentes da Águas de Portugal, Pedro Serra, do Instituto da Água, Orlando Borges, do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, Jaime Melo Baptista e da EPAL, João Fidalgo, entre autarcas, académicos, representantes dos consumidores, dos agricultores e indústria.

"Acredita-se que a falta de água seja o mais grave desastre da natureza de que há memória", afirma Fernando Ruas, com base em previsões das Nações Unidas, no discurso de abertura do seminário que a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) promoveu ontem e continua hoje em Vilamoura, subordinado ao tema "Uso e Gestão Eficiente da Água".
No Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, os autarcas lembram que a água é um bem esgotável e que, apesar de ser necessário o envolvimento de todos os cidadãos na poupança, é essencial que o poder público e político tome medidas.
Ruas adverte que a gestão equilibrada da água requer "a partilha de responsabilidades entre os distintos níveis de governação" e que após vários estudos, grupos de trabalho e metodologias identificadas é necessário passar à acção.
Desde Setembro de 2001, altura em que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil elaborou uma versão preliminar do Programa Nacional para o Uso Eficiente da Água, poucos ou nenhuns foram os avanços em termos práticos, recorda o autarca.
Passados sete anos, "o país continua sem conhecer o Programa para o Uso Eficiente da Água de forma a que todos possamos cumprir, no quadro das nossas responsabilidades, os desígnios ambientais, económicos e sociais que constam de documentos estratégicos como a Lei da Água, a Directiva-Quadro da Água ou o Plano Nacional da Água", diz Fernando Ruas.
Ruas afirma que os municípios por si só "pouco podem contribuir para um efectivo consumo eficiente", já que - segundo os dados que apresenta - o abastecimento urbano apenas representa oito por cento do consumo nacional de água.
Apela por isso ao envolvimento da indústria e sobretudo da agricultura, "responsável por 87% do consumo total", sem o qual o país "não conseguirá nunca utilizar de forma eficiente a água".
Fernando Ruas afirma que a ANMP foi consultada sobre a criação de mais uma estrutura pública para "dinamizar" o uso eficiente da água, "a Agência Água qb", considerando que a criação de mais institutos, agências e administrações acarreta necessariamente um acréscimo de custos a suportar "pelo já sobrecarregado contribuinte".
"O país tem estudos e organismos que cheguem. Utilizemos de forma eficiente estes recursos pagos pelo contribuinte e passemos à fase de execução das medidas há anos identificadas como essenciais", exorta o líder da ANMP, dirigindo-se ao Governo e manifestando a disponibilidade da associação nesse sentido.
As diferentes realidades sócio-económicas do país e a recente polémica em torno do fim do aluguer dos contadores da água e as tarifas de disponibilidade constam também do discurso de Fernando Ruas, perante uma audiência em que vai estar o ministro do Ambiente, Nunes Correia.
"Perante as necessidades ao nível da reabilitação de redes antigas, especialmente as que se localizam em centros históricos, ao nível da sensibilização ambiental, da modernização da gestão face às novas tecnologias que diariamente são disponibilizadas - sabendo-se que as verbas do QREN serão insuficientes para financiar todas as medidas (…), sabendo-se do actual quadro em que os recursos municipais são parcos e o recurso à banca condicionado, a administração central terá de assumir, ao nível do financiamento, um papel essencial, directamente ou em sintonia com o sector privado", defende.
O seminário vai contar com a presença do vice-presidente da associação ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, dos presidentes da Águas de Portugal, Pedro Serra, do Instituto da Água, Orlando Borges, do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, Jaime Melo Baptista e da EPAL, João Fidalgo, entre autarcas, académicos, representantes dos consumidores, dos agricultores e indústria.
+ Informações:
Fonte: Diário dos Açores
Data: 2008-06-18 20:19:42
Visualizações: 121
Data: 2008-06-18 20:19:42
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