Intervenção do secretário regional da Presidência, Vasco Cordeiro, na sessão solene comemorativa dos 175 anos da elevação da Horta a cidade
Gostaria, no início desta intervenção, de dirigir a todos uma saudação muito amiga e fraterna da parte de Sua Excelência, o Presidente do Governo, em representação do qual aqui me encontro a partilhar convosco esta Sessão Solene Comemorativa da passagem de 175 anos sobre a data em que a então vila da Horta foi elevada à categoria de cidade.
O Governo dos Açores associa-se, com muita honra e com muito gosto, a estas celebrações, salientando que, desde logo pela presença de diversas autoridades regionais, esta é uma efeméride, não apenas lembrada pela cidade, não apenas lembrada pela ilha, mas motivo de orgulho e satisfação de toda a Região.
Esta data constitui, por certo, uma celebração e uma comemoração do trajecto que a Horta e, numa perspectiva mais ampla, a ilha do Faial, souberam fazer desde os tempos do povoamento até ao momento presente.
Este é um trajecto marcado, indelevelmente, pela condição desta cidade como marco de intercâmbio entre gentes e culturas, como elemento de abertura a novas vivências e a novas realidades, numa manifestação clara da sua condição de ponto de encontro de saberes e de línguas que cruzaram o Atlântico em busca de melhor Fortuna, e que ainda hoje o cruzam em busca de aventura.
Esta característica, se é certo que é comum a outras cidades e ilhas dos Açores, acaba por se revestir aqui de uma intensidade e de uma visibilidade muito singulares, fruto da posição geo-estratégica da ilha do Faial que constituiu, ao longo, da sua história um dos principais trunfos da sua afirmação e um contributo essencial para a projecção externa dos Açores.
É, por isso, natural que celebrar 175 anos constitua uma ocasião, a ocasião por excelência para um olhar reflexivo sobre o passado, uma celebração da memória do esforço, da dedicação, do empenho e do espírito empreendedor de todos aqueles que, ao longo deste tempo, contribuíram com o melhor do seu saber e do seu trabalho, para o desenvolvimento e para o progresso da Horta.
Aqui fica, pois, da parte do Governo dos Açores, a homenagem sentida a todas estas personalidades, mais ou menos conhecidas, das mais diversas condições e ofícios, pelo seu contributo para que a cidade alcançasse esta data.
Mas as homenagens e as celebrações não podem cair no risco, como, lendo o programas destas comemorações se constata que esta, efectivamente, não cai, de se resumirem a um simples exercício laudatório do Passado, a uma jornada contemplativa pelos recantos da memória, a um simples recordar saudosista de feitos ou de glórias passadas.
O mundo em que vivemos, cada vez mais globalizado, cada vez mais vertiginoso, impõe-nos como condição para o êxito uma atenção permanente às necessidades do presente e uma antecipação prospectiva dos desafios do Futuro.
Neste trabalho, em que o arrojo, a determinação e a ambição são, indiscutivelmente, as palavras de ordem, é essencial convocarmos as nossas energias, o nosso espírito empreendedor e a nossa capacidade de inovação para honrar e levar por diante a herança e o legado que outros nos deixaram.
Esta será, porventura, a melhor forma de homenagear aqueles que nos antecederam na visão e no desejo de uma Horta e de um Faial que fossem sinónimos de Progresso, de Desenvolvimento e de Bem-Estar.
Gostaria, por isso, nestes Paços do Conselho carregados de feitos e de marcos que a História tem realçado, de reafirmar perante vós o empenho do Governo dos Açores de estar, mais uma vez, ao lado da cidade e da Ilha na materialização das condições e dos requisitos para que ela própria, e com ela todos os seus habitantes, possam ser fautores do seu Progresso.
E a garantia de que assim será é, tão só, a forma como até aqui foi!
A começar pela recuperação dos devastadores efeitos do sismo de 9 de Julho de 1998, em que a solidariedade da Região no seu todo para com o Faial se manifestou de forma particularmente concreta e expressiva, o trabalho que tem sido realizado ao longo dos últimos anos na melhoria das infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento desta ilha constituem um bom sinal, um bom augúrio, da atenção e do cuidado que as autoridades regionais colocam na preparação do Futuro.
Exemplos que são bem elucidativos desta atenção materializam-se na nova Biblioteca Pública e Arquivo da Horta, com os seus cerca de seis milhões de euros de investimento; ou os relativos ao sector da Educação, no qual foi realizado um investimento superior a 30 milhões de euros, apenas nestes últimos quatro anos, destacando-se, naturalmente, a construção da Escola Manuel de Arriaga, a primeira fase do Parque Desportivo do Faial ou, ainda, o apoio à construção das novas instalações para o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, obra que o Governo dos Açores tem apoiado, activa e empenhadamente, desde a primeira hora.
Poderíamos, ainda referir, o investimento nas áreas da Habitação e infra-estruturas rodoviárias, com um montante, nos últimos 4 anos, de cerca também de 30 milhões de euros, destacando-se a construção da 1ª fase da Variante à cidade da Horta e os apoios em variados programas habitacionais; ou a construção do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, num investimento de cerca de 7,5 milhões de euros.
E como estes, muitos outros exemplos poderiam ser referidos, não na perspectiva apenas de salientar os montantes de investimentos, mas, sobretudo, para salientar o significativo esforço que tem sido desenvolvido no sentido de dotar a ilha do Faial das condições que possam impulsionar e potenciar a acção das entidades públicas e privadas locais.
Com estes investimentos já realizados, mas, sobretudo, com um conjunto de outras obras que o Governo pretende impulsionar ou realizar no Futuro e que, estamos convictos, vão ter um impacto muito significativo na economia e no desenvolvimento económico e social da ilha do Faial, como é o caso, na primeira parte, da ampliação da pista do aeroporto, e na segunda, o da construção do Campo de Golfe ou das obras relativas à Reabilitação e Revalorização da frente marítima da cidade da Horta, cuja 1ª fase, só por si, ascende a cerca de 30 milhões de euros, este é também um momento de confiança e de redobrado empenhamento nesta aposta pelo Faial.
Interessa, pois, que também nesta ocasião reflictamos sobre a melhor forma de potenciar e aproveitar esses investimentos, dando sentido útil e prático a obras que, com espírito empreendedor, poderão muito mais rapidamente vir a influir e a ter um efeito multiplicador no desenvolvimento de toda a ilha.
Muitos foram os desafios que a cidade da Horta e que a ilha do Faial já ultrapassaram desde o seu surgimento e, em concreto, nestes 175 anos de existência.
A perseverança, a ambição e a determinação foram, certamente, uma constante ao longo destes anos.
É com a exaltação desse espírito e daquilo que ele pode significar na realização do bem pessoal e colectivo que termino, agradecendo, a vossa atenção e fazendo votos de muitas felicidades ao município da Horta.
O Governo dos Açores associa-se, com muita honra e com muito gosto, a estas celebrações, salientando que, desde logo pela presença de diversas autoridades regionais, esta é uma efeméride, não apenas lembrada pela cidade, não apenas lembrada pela ilha, mas motivo de orgulho e satisfação de toda a Região.
Esta data constitui, por certo, uma celebração e uma comemoração do trajecto que a Horta e, numa perspectiva mais ampla, a ilha do Faial, souberam fazer desde os tempos do povoamento até ao momento presente.
Este é um trajecto marcado, indelevelmente, pela condição desta cidade como marco de intercâmbio entre gentes e culturas, como elemento de abertura a novas vivências e a novas realidades, numa manifestação clara da sua condição de ponto de encontro de saberes e de línguas que cruzaram o Atlântico em busca de melhor Fortuna, e que ainda hoje o cruzam em busca de aventura.
Esta característica, se é certo que é comum a outras cidades e ilhas dos Açores, acaba por se revestir aqui de uma intensidade e de uma visibilidade muito singulares, fruto da posição geo-estratégica da ilha do Faial que constituiu, ao longo, da sua história um dos principais trunfos da sua afirmação e um contributo essencial para a projecção externa dos Açores.
É, por isso, natural que celebrar 175 anos constitua uma ocasião, a ocasião por excelência para um olhar reflexivo sobre o passado, uma celebração da memória do esforço, da dedicação, do empenho e do espírito empreendedor de todos aqueles que, ao longo deste tempo, contribuíram com o melhor do seu saber e do seu trabalho, para o desenvolvimento e para o progresso da Horta.
Aqui fica, pois, da parte do Governo dos Açores, a homenagem sentida a todas estas personalidades, mais ou menos conhecidas, das mais diversas condições e ofícios, pelo seu contributo para que a cidade alcançasse esta data.
Mas as homenagens e as celebrações não podem cair no risco, como, lendo o programas destas comemorações se constata que esta, efectivamente, não cai, de se resumirem a um simples exercício laudatório do Passado, a uma jornada contemplativa pelos recantos da memória, a um simples recordar saudosista de feitos ou de glórias passadas.
O mundo em que vivemos, cada vez mais globalizado, cada vez mais vertiginoso, impõe-nos como condição para o êxito uma atenção permanente às necessidades do presente e uma antecipação prospectiva dos desafios do Futuro.
Neste trabalho, em que o arrojo, a determinação e a ambição são, indiscutivelmente, as palavras de ordem, é essencial convocarmos as nossas energias, o nosso espírito empreendedor e a nossa capacidade de inovação para honrar e levar por diante a herança e o legado que outros nos deixaram.
Esta será, porventura, a melhor forma de homenagear aqueles que nos antecederam na visão e no desejo de uma Horta e de um Faial que fossem sinónimos de Progresso, de Desenvolvimento e de Bem-Estar.
Gostaria, por isso, nestes Paços do Conselho carregados de feitos e de marcos que a História tem realçado, de reafirmar perante vós o empenho do Governo dos Açores de estar, mais uma vez, ao lado da cidade e da Ilha na materialização das condições e dos requisitos para que ela própria, e com ela todos os seus habitantes, possam ser fautores do seu Progresso.
E a garantia de que assim será é, tão só, a forma como até aqui foi!
A começar pela recuperação dos devastadores efeitos do sismo de 9 de Julho de 1998, em que a solidariedade da Região no seu todo para com o Faial se manifestou de forma particularmente concreta e expressiva, o trabalho que tem sido realizado ao longo dos últimos anos na melhoria das infra-estruturas essenciais ao desenvolvimento desta ilha constituem um bom sinal, um bom augúrio, da atenção e do cuidado que as autoridades regionais colocam na preparação do Futuro.
Exemplos que são bem elucidativos desta atenção materializam-se na nova Biblioteca Pública e Arquivo da Horta, com os seus cerca de seis milhões de euros de investimento; ou os relativos ao sector da Educação, no qual foi realizado um investimento superior a 30 milhões de euros, apenas nestes últimos quatro anos, destacando-se, naturalmente, a construção da Escola Manuel de Arriaga, a primeira fase do Parque Desportivo do Faial ou, ainda, o apoio à construção das novas instalações para o Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, obra que o Governo dos Açores tem apoiado, activa e empenhadamente, desde a primeira hora.
Poderíamos, ainda referir, o investimento nas áreas da Habitação e infra-estruturas rodoviárias, com um montante, nos últimos 4 anos, de cerca também de 30 milhões de euros, destacando-se a construção da 1ª fase da Variante à cidade da Horta e os apoios em variados programas habitacionais; ou a construção do Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, num investimento de cerca de 7,5 milhões de euros.
E como estes, muitos outros exemplos poderiam ser referidos, não na perspectiva apenas de salientar os montantes de investimentos, mas, sobretudo, para salientar o significativo esforço que tem sido desenvolvido no sentido de dotar a ilha do Faial das condições que possam impulsionar e potenciar a acção das entidades públicas e privadas locais.
Com estes investimentos já realizados, mas, sobretudo, com um conjunto de outras obras que o Governo pretende impulsionar ou realizar no Futuro e que, estamos convictos, vão ter um impacto muito significativo na economia e no desenvolvimento económico e social da ilha do Faial, como é o caso, na primeira parte, da ampliação da pista do aeroporto, e na segunda, o da construção do Campo de Golfe ou das obras relativas à Reabilitação e Revalorização da frente marítima da cidade da Horta, cuja 1ª fase, só por si, ascende a cerca de 30 milhões de euros, este é também um momento de confiança e de redobrado empenhamento nesta aposta pelo Faial.
Interessa, pois, que também nesta ocasião reflictamos sobre a melhor forma de potenciar e aproveitar esses investimentos, dando sentido útil e prático a obras que, com espírito empreendedor, poderão muito mais rapidamente vir a influir e a ter um efeito multiplicador no desenvolvimento de toda a ilha.
Muitos foram os desafios que a cidade da Horta e que a ilha do Faial já ultrapassaram desde o seu surgimento e, em concreto, nestes 175 anos de existência.
A perseverança, a ambição e a determinação foram, certamente, uma constante ao longo destes anos.
É com a exaltação desse espírito e daquilo que ele pode significar na realização do bem pessoal e colectivo que termino, agradecendo, a vossa atenção e fazendo votos de muitas felicidades ao município da Horta.
+ Informações:
Fonte: GaCS/FA/SRP
Data: 2008-07-07 13:19:45
Visualizações: 130
Data: 2008-07-07 13:19:45
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