Silvio Berlusconi apoia novo mandato de Durão Barroso
O chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, deu ontem o seu apoio a um novo mandato de José Manuel Durão Barroso à frente da Comissão Europeia a partir de 2009, durante uma conferência de imprensa.


"Devemos, em breve, nomear um presidente da Comissão, o nosso candidato será o presidente Barroso. Vemos (nele) o melhor presidente", declarou Berlusconi, ainda que o seu regresso ao poder tenha sido marcado por fortes tensões de relacionamento com Bruxelas.

"É um homem inteligente e competente. Seria absurdo desaproveitar a sua experiência", adiantou o chefe do governo italiano sobre o antigo primeiro-ministro português, durante uma conferência de imprensa conjunta com Durão Barroso.

Na Cimeira de Bruxelas em Junho, Berlusconi tinha considerado que "os comissários (europeus) não devem colocar os governos em dificuldade com as suas declarações".

"Somos uma instituição independente, não o secretariado dos Estados membros", replicou na altura o presidente da Comissão.

Berlusconi recordou o incidente, considerando que a imprensa se tinha "enganado" ao interpretar as suas declarações como uma crítica aos comissários, adiantando que apreciava "a importância do trabalho" da Comissão.

As condições de recuperação da companhia aérea Alitalia, a crise do lixo em Nápoles e as novas medidas contra a imigração clandestina originaram tensões nos últimos meses entre Roma e Bruxelas.

Durão Barroso declarou-se "surpreendido" com a declaração de Berlusconi, assegurando que os dois responsáveis não tinham abordado a questão do seu segundo mandato durante o seu encontro.

O chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozi, declarou-se igualmente favorável a um novo mandato de Durão Barroso, quinta-feira passada.

Durão Barroso dirige o executivo europeu desde 2004, terminando o seu mandato no próximo ano.

Por outro lado, Berlusconi assegurou a Durão Barroso que "o Parlamento italiano aprovará rapidamente o Tratado de Lisboa".

Antes, perante o Parlamento italiano, Barroso tinha declarado estar confiante de que nenhum outro país, além da Irlanda, rejeitaria o Tratado de Lisboa.

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Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-17 11:39:37
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