Açores voltam a ter volume anormal de abortos em 2007
No ano de 2008 nasceram nos Açores 2847 crianças, o que representa 2,8% do total de nascimentos realizados em Portugal, dando-nos uma taxa de natalidade ainda ligeiramente superior à nacional (por mil habitantes, 11,7 nos Açores e 9,7 no país).
De todas essas crianças, 6 morreram com menos de 7 dias, o que começa a revelar que existe um problema nesta área: são 3,7% do total nacional destes casos. Curiosamente, passada essa fase a mortalidade é baixa: apenas morreram 3 crianças com mais de 28 dias e menos de um ano, o que corresponde a 2,1% do total nacional. Porque o problema parece vir de trás.
É que ao nível do aborto de fetos com mais de 28 semanas, os Açores mostram dados preocupantes. Em 2007 foram 15 os casos nestas circunstâncias – pouco mais de 1 por mês – e há razões para reflectir: são 4,9% do total de casos nacionais e claramente a razão da Região não ter estatísticas mais positivas a este nível.
Enquanto que nos restantes dados parece haver uma manutenção ou mesmo uma evolução na Região, no caso dos fetos-mortos a situação parece ter piorado bastante. Os 15 casos deste ano aproximam-se dos 16 de 2003 e representam crescimentos em relação aos restantes anos. Em termos percentuais o panorama é ainda pior: desde 2003 que este foi o pior valor da Região.
O estudo da Direcção Geral de Saúde é cauteloso ao clarificar que estamos perante números pequenos, "justificando uma atitude expectante quanto aos valores futuros dessas taxas". Mas a realidade é que cada um destes casos constitui um pesado drama humano e familiar que já aconselha um estudo clarificador das causas de um tão elevado número de abortos não induzidos.

De todas essas crianças, 6 morreram com menos de 7 dias, o que começa a revelar que existe um problema nesta área: são 3,7% do total nacional destes casos. Curiosamente, passada essa fase a mortalidade é baixa: apenas morreram 3 crianças com mais de 28 dias e menos de um ano, o que corresponde a 2,1% do total nacional. Porque o problema parece vir de trás.
É que ao nível do aborto de fetos com mais de 28 semanas, os Açores mostram dados preocupantes. Em 2007 foram 15 os casos nestas circunstâncias – pouco mais de 1 por mês – e há razões para reflectir: são 4,9% do total de casos nacionais e claramente a razão da Região não ter estatísticas mais positivas a este nível.
Enquanto que nos restantes dados parece haver uma manutenção ou mesmo uma evolução na Região, no caso dos fetos-mortos a situação parece ter piorado bastante. Os 15 casos deste ano aproximam-se dos 16 de 2003 e representam crescimentos em relação aos restantes anos. Em termos percentuais o panorama é ainda pior: desde 2003 que este foi o pior valor da Região.
O estudo da Direcção Geral de Saúde é cauteloso ao clarificar que estamos perante números pequenos, "justificando uma atitude expectante quanto aos valores futuros dessas taxas". Mas a realidade é que cada um destes casos constitui um pesado drama humano e familiar que já aconselha um estudo clarificador das causas de um tão elevado número de abortos não induzidos.
+ Informações:
Fonte: diario dos açores
Autor: Manuel Moniz
Data: 2008-07-23 10:59:45
Visualizações: 310
Autor: Manuel Moniz
Data: 2008-07-23 10:59:45
Visualizações: 310
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