Gonçalo da Câmara Pereira encabeça lista do PPM
O dirigente do Partido Popular Monárquico, Gonçalo da Câmara Pereira, vai encabeçar a lista às eleições de Outubro para o Parlamento açoriano pelo círculo São Miguel, para preencher a "ausência política da direita" na ilha.
"Pediram-me que o fizesse porque o partido considerou essencial tentar colmatar a ausência política da direita em São Miguel", afirmou ontem o vice-presidente do PPM, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada.
Uma ocasião que serviu, ainda, para o líder do PPM-Açores, Paulo Estêvão, anunciar a sua candidatura a deputado pela ilha do Corvo e, simultaneamente, como cabeça-de-lista pelo novo círculo de compensação regional.
Para Gonçalo da Câmara Pereira, os eleitores de direita da maior ilha açoriana não se revêem na liderança do PSD/Açores de Carlos Costa Neves, que "não tem capacidade de afirmação nesta ilha".
Além disso, o líder do CDS/PP-Açores, Artur Lima, "possui um discurso e uma prática política muito entrincheirada no tradicional reduto deste partido", a ilha Terceira, alegou o dirigente monárquico.
Caso seja eleito deputado açoriano, Gonçalo da Câmara Pereira comprometeu-se a residir na ilha de São Miguel, assim como a cumprir "escrupulosamente" o seu mandato de quatro anos até ao fim.
"Farei deslocações periódicas a todas as ilhas - uma espécie de mandato legislativo aberto - ao serviço de todos aqueles que se me quiserem dirigir", anunciou.
Gonçalo da Câmara Pereira afirmou-se, ainda, representante dos que "condenam a confusão entre a máquina administrativa regional e o PS", razão pela qual decidiu "não faltar a este combate ao cesarismo açoriano".
Na conferência de imprensa, Paulo Estêvão, também vice-presidente do PPM, adiantou que a ambição do partido para as próximas legislativas regionais, às quais pretende concorrer por todos os círculos de ilha, passa pela eleição de um grupo parlamentar. Para isso, salientou que o PPM vai apresentar propostas que serão diferentes dos restantes partidos, que passam por uma "ruptura do actual estatuto político de dependência hierárquica entre o Estado e a região".
"O partido defenderá um novo modelo de relação entre o Estado e os Açores, que ultrapassará, em muito, o actual quadro competencial atribuído à região", explicou Paulo Estêvão.
Um modelo de auto-governo dos Açores fora das fronteiras do Estado unitário, que passará por uma revisão constitucional "muito mais ambiciosa", disse o candidato do PPM, para quem é necessária a extinção de qualquer figura de representação do Estado nos Açores.
Entre as propostas, o PPM defende a criação de uma polícia regional, a implementação de uma política externa dos Açores independente e a possibilidade da região assinar convénios, tratados internacionais e de possuir representação diplomática em áreas do seu interesse vital.
Além disso, o partido reivindica o assento dos Açores na CPLP e a aquisição do poder de veto sobre todas as políticas ou acordos referentes à exploração do mar das ilhas.
"Pediram-me que o fizesse porque o partido considerou essencial tentar colmatar a ausência política da direita em São Miguel", afirmou ontem o vice-presidente do PPM, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada.
Uma ocasião que serviu, ainda, para o líder do PPM-Açores, Paulo Estêvão, anunciar a sua candidatura a deputado pela ilha do Corvo e, simultaneamente, como cabeça-de-lista pelo novo círculo de compensação regional.
Para Gonçalo da Câmara Pereira, os eleitores de direita da maior ilha açoriana não se revêem na liderança do PSD/Açores de Carlos Costa Neves, que "não tem capacidade de afirmação nesta ilha".
Além disso, o líder do CDS/PP-Açores, Artur Lima, "possui um discurso e uma prática política muito entrincheirada no tradicional reduto deste partido", a ilha Terceira, alegou o dirigente monárquico.
Caso seja eleito deputado açoriano, Gonçalo da Câmara Pereira comprometeu-se a residir na ilha de São Miguel, assim como a cumprir "escrupulosamente" o seu mandato de quatro anos até ao fim.
"Farei deslocações periódicas a todas as ilhas - uma espécie de mandato legislativo aberto - ao serviço de todos aqueles que se me quiserem dirigir", anunciou.
Gonçalo da Câmara Pereira afirmou-se, ainda, representante dos que "condenam a confusão entre a máquina administrativa regional e o PS", razão pela qual decidiu "não faltar a este combate ao cesarismo açoriano".
Na conferência de imprensa, Paulo Estêvão, também vice-presidente do PPM, adiantou que a ambição do partido para as próximas legislativas regionais, às quais pretende concorrer por todos os círculos de ilha, passa pela eleição de um grupo parlamentar. Para isso, salientou que o PPM vai apresentar propostas que serão diferentes dos restantes partidos, que passam por uma "ruptura do actual estatuto político de dependência hierárquica entre o Estado e a região".
"O partido defenderá um novo modelo de relação entre o Estado e os Açores, que ultrapassará, em muito, o actual quadro competencial atribuído à região", explicou Paulo Estêvão.
Um modelo de auto-governo dos Açores fora das fronteiras do Estado unitário, que passará por uma revisão constitucional "muito mais ambiciosa", disse o candidato do PPM, para quem é necessária a extinção de qualquer figura de representação do Estado nos Açores.
Entre as propostas, o PPM defende a criação de uma polícia regional, a implementação de uma política externa dos Açores independente e a possibilidade da região assinar convénios, tratados internacionais e de possuir representação diplomática em áreas do seu interesse vital.
Além disso, o partido reivindica o assento dos Açores na CPLP e a aquisição do poder de veto sobre todas as políticas ou acordos referentes à exploração do mar das ilhas.
+ Informações:
Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-23 11:54:27
Visualizações: 77
Data: 2008-07-23 11:54:27
Visualizações: 77
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