Sala de São Bento entra na era do “powerpoint”
O estaleiro está montado no rés-do-chão, onde passearam monges beneditinos, os quadros de Columbano, nos Passos Perdidos, estão "entaipados" para os proteger do pó das obras dos próximos quatro meses na Assembleia da República.
Até Novembro, o plenário do Palácio de São Bento vai ter, em vez de deputados, operários, pedreiros e electricistas para uma "intervenção de fundo", nas palavras do deputado José Lello, presidente do conselho de administração da Assembleia, e que irá colocar uma verdadeira "artilharia tecnológica" na centenária sala.
Quando acabarem as obras, deputados, o primeiro-ministro e os seus ministros vão poder, por exemplo, mostrar gráficos em "powerpoint" ou imagens em vídeo.
Ao lado da bancada do presidente da Assembleia da República vão ser colocados dois ecrãs grandes e outros dois, móveis, que "sobem e descem nas costas dos deputados", descreveu.
"Vai ser permitido, nas primeiras filas, a utilização de uma "pen drive" para que, nos debates, desça um ecrã onde projectam gráficos e outros suportes multimédia para poder ilustrar melhor as intervenções", segundo José Lello.
Além da "artilharia tecnológica", há uma obra que "ameaça" fazer desaparecer a imagem dos "directos" e das imagens da televisão: deputadas e deputados a abanarem-se por causa do calor.
Sendo ainda parcialmente em madeira, a estrutura da sala vai ser reforçada com metal e serão instaladas novas condutas de ar condicionado que, pela primeira vez, vai chegar à galeria da assistência, afirmou Lello.
Também a iluminação vai ser modificada, com um "sistema de poupança de energia, com luz fria, e que inclui um filtro na clarabóia", acrescentou.
Quando os operários saírem e os deputados regressarem ao trabalho no plenário, que assistiu à eleição do primeiro Presidente da República, em 1910, à parte dos ecrãs, pouco destas obras será visível, dado tratar-se de uma sala classificada.
"Tratando-se de uma sala classificada, vamos preservar a frontaria das bancadas. Quando acabarem as obras vai parecer que não houve obras", garantiu.
Antes de ser a sede do Parlamento português, desde 1834, o Palácio de São Bento foi o Convento de S. Bento da Saúde, cuja construção foi concluída em 1615.
A adaptação da sala para Câmara dos Pares e Câmara dos Deputados foi feita pelo arquitecto Possidónio da Silva, que, por não lhe ter sido pago o trabalho, recebeu do Rei Pedro IV a Ordem de Torre e Espada.
Depois de um grande incêndio, em Junho de 1895, o edifício foi quase demolido na totalidade e reconstruído, a cargo de Ventura Terra, responsável pela actual arquitectura, incluindo da sala de sessões, inaugurada pelo Rei D. Carlos I.

Até Novembro, o plenário do Palácio de São Bento vai ter, em vez de deputados, operários, pedreiros e electricistas para uma "intervenção de fundo", nas palavras do deputado José Lello, presidente do conselho de administração da Assembleia, e que irá colocar uma verdadeira "artilharia tecnológica" na centenária sala.
Quando acabarem as obras, deputados, o primeiro-ministro e os seus ministros vão poder, por exemplo, mostrar gráficos em "powerpoint" ou imagens em vídeo.
Ao lado da bancada do presidente da Assembleia da República vão ser colocados dois ecrãs grandes e outros dois, móveis, que "sobem e descem nas costas dos deputados", descreveu.
"Vai ser permitido, nas primeiras filas, a utilização de uma "pen drive" para que, nos debates, desça um ecrã onde projectam gráficos e outros suportes multimédia para poder ilustrar melhor as intervenções", segundo José Lello.
Além da "artilharia tecnológica", há uma obra que "ameaça" fazer desaparecer a imagem dos "directos" e das imagens da televisão: deputadas e deputados a abanarem-se por causa do calor.
Sendo ainda parcialmente em madeira, a estrutura da sala vai ser reforçada com metal e serão instaladas novas condutas de ar condicionado que, pela primeira vez, vai chegar à galeria da assistência, afirmou Lello.
Também a iluminação vai ser modificada, com um "sistema de poupança de energia, com luz fria, e que inclui um filtro na clarabóia", acrescentou.
Quando os operários saírem e os deputados regressarem ao trabalho no plenário, que assistiu à eleição do primeiro Presidente da República, em 1910, à parte dos ecrãs, pouco destas obras será visível, dado tratar-se de uma sala classificada.
"Tratando-se de uma sala classificada, vamos preservar a frontaria das bancadas. Quando acabarem as obras vai parecer que não houve obras", garantiu.
Antes de ser a sede do Parlamento português, desde 1834, o Palácio de São Bento foi o Convento de S. Bento da Saúde, cuja construção foi concluída em 1615.
A adaptação da sala para Câmara dos Pares e Câmara dos Deputados foi feita pelo arquitecto Possidónio da Silva, que, por não lhe ter sido pago o trabalho, recebeu do Rei Pedro IV a Ordem de Torre e Espada.
Depois de um grande incêndio, em Junho de 1895, o edifício foi quase demolido na totalidade e reconstruído, a cargo de Ventura Terra, responsável pela actual arquitectura, incluindo da sala de sessões, inaugurada pelo Rei D. Carlos I.
+ Informações:
Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-23 12:18:08
Visualizações: 64
Data: 2008-07-23 12:18:08
Visualizações: 64
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