Director da PJ contesta opinião de Alípio Ribeiro sobre Maddie
O director nacional da Polícia Judiciária considerou ontem que o seu antecessor "não ficou propriamente conhecido pelos seus dotes de investigador", numa reacção a um artigo de opinião de Alípio Ribeiro sobre o caso Madeleine McCann.


"O Dr. Alípio não ficou propriamente conhecido pelos seus dotes de investigador", declarou à agência Lusa Almeida Rodrigues, num comentário a uma opinião do seu antecessor ontem publicada no Diário Económico, em que critica o arquivamento do caso do desaparecimento de Madeleine.

Almeida Rodrigues contestou ainda a opinião de Alípio Ribeiro, que considera que o arquivamento do caso pode prejudicar o seu total esclarecimento.

"Obviamente que isso não tem qualquer influência, porque as investigações prosseguirão de qualquer forma", justificou o actual director.

Num artigo de opinião publicado ontem no Diário Económico, o ex-director da PJ Alípio Ribeiro afirmou que "um arquivamento precipitado pode vir a prejudicar, quem sabe se definitivamente, um esclarecimento posterior".

"Talvez tivesse sido mais razoável ter determinado a cessação do estatuto de arguidos daqueles que foram constituídos e, noutro contexto processual, continuar a investigação", escreveu Alípio Ribeiro, responsável máximo da PJ na altura do desaparecimento de Madeleine, a 03 de Maio de 2007.

O antigo director afirma ainda que "um caso de desaparecimento de um menor não pode ser fechado, por falta de prova, decorrido tão pouco tempo sobre aquele dramático momento".

"Da análise de alguns casos ocorridos no estrangeiro e em que a investigação alcançou resultados, verifica-se que os mesmos foram obtidos, algumas vezes, muitos anos depois", exemplificou.

Alípio Ribeiro salienta também que "o tempo de uma investigação não é o tempo da notícia dela ou da sua memória mediática, muito menos quando está em causa o desaparecimento de uma criança".

O director nacional da Polícia Judiciária garantiu que continuarão a ser seguidas todas as pistas que surjam ligadas ao caso Madeleine McCann.

"O que considero importante é que a Polícia Judiciária (PJ) continuará a seguir todas as pistas que porventura surjam e espera fazê-lo no silêncio, sem ruídos e obviamente sem a presença da comunicação social", declarou à agência Lusa o director nacional da PJ.

"No caso de surgirem quaisquer elementos que nos permitam prosseguir as investigações isso será feito com toda a certeza", acrescentou.

O Ministério Público decidiu segunda-feira arquivar o inquérito relativo ao desaparecimento de Madeleine McCann e levantar a condição de arguido aos pais da menor e a Robert Murat, ressalvando que pode reabrir o processo caso surjam "novos elementos de prova".

Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República, apesar do arquivamento, o inquérito poderá vir a ser reaberto por iniciativa do Ministério Público ou a requerimento de algum interessado se "surgirem novos elementos de prova que originem diligências sérias, pertinentes e consequentes".

Imprimir Noticia

+ Informações:
Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-23 12:22:33
Visualizações: 41

Comentários:
Para comentar precisa de estar registado e identificado.
Sem comentários

Contactos | Publicidade
Adicionar aos Favoritos