Intervenção do presidente do Governo na inauguração da via rápida Lagoa-Ribeira Grande
Versão integral a intervenção do presidente do Governo, Carlos César, na inauguração da via rápida que passou a ligar a Lagoa à Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel:
“A via rápida entre a Ribeira Grande e a Lagoa, que estamos precisamente a inaugurar, representa não só o cumprimento da obrigação contratual da concessionária EuroscutAçores no âmbito do projecto rodoviário a seu cargo mas também uma confirmação do bom andamento deste projecto estratégico para a economia e a mobilidade social na ilha de S. Miguel.
É já bem visível a dimensão global deste projecto, estando igualmente em curso as obras na variante a Vila Franca e decorrendo também as intervenções nos nós de Belém e do Hospital. Tenho, por isso, muita satisfação ao assinalar mais este avanço que trará benefícios, economias e acréscimos de segurança a milhares de pessoas e de empresas.
Estamos, deste modo, a registar a conclusão de um troço, com 7 quilómetros de extensão e um perfil de duas faixas e quatro vias, integrado na concessão rodoviária de S. Miguel que, como se sabe, representa, na sua totalidade, um investimento de 325 milhões de euros. A sua abertura agora permite, com extraordinários ganhos de qualidade e segurança, estabelecer um novo paradigma de comunicação entre os concelhos de Ribeira Grande, Lagoa e Ponta Delgada.
Estima-se que o seu impacte no descongestionamento da actual estrada para a Ribeira Grande corresponda a uma redução de cerca de 65% dos 19 mil movimentos de veículos que diariamente se verificam. Sentiremos, assim, em ambas as vias, o acerto da opção oportunamente tomada pelo meu Governo – ou seja, mercê dessa opção, a Ribeira Grande ficará servida por duas vias com bons níveis de qualidade e fluidez, verificando-se cumulativamente uma redução de consumo de combustíveis e da correspondente emissão poluente.
As boas acessibilidades terrestres são um factor de coesão social e territorial e de melhoria da competitividade dentro de cada uma das nossas ilhas – são, sem dúvida, um dos factores relevantes do nosso desenvolvimento, particularmente nas ilhas com maior dimensão e distâncias nos percursos internos. Com essa consciência e com muito empenhamento e rigor conseguimos, nestes últimos anos, realizar um investimento selectivo mas de grande dimensão, alterando uma situação de grave carência nos sistemas rodoviários em todas as ilhas - nunca se fez tanto em tão pouco tempo!
Queremos que as nossas vias de circulação sejam fonte de bem-estar, segurança e lazer para residentes, e que nelas relevem os cuidados de embelezamento e de conservação que já hoje as distinguem positivamente. Mas temos, também, novos desafios e responsabilidades ambientais emergentes pelo que, na próxima legislatura, daremos redobrada atenção aos problemas da eficiência energética que se desenvolvem em conexão com os transportes terrestres. Serão, por isso, implementadas medidas que resultarão do Plano Estratégico para a Energia nos Açores, cujos contornos gerais terei oportunidade de apresentar dentro de algumas semanas quando inaugurarmos, justamente, o novo Parque Eólico da Ilha Terceira, no planalto do Paul.
As recomendações da UE em relação à política dos transportes terrestres e, especificamente, sobre a emissão de CO2 têm sido fortemente priorizadas, visando, nesta fase, o objectivo de reduzir, até 2020, as emissões de gases com efeito de estufa em 20 % em relação aos valores de 1990.
Os transportes terrestres são actualmente responsáveis por cerca de 20% das emissões e, assim, cabe-lhes um papel relevante na obtenção desses novos parâmetros, pelo que serão impostas, no contexto dessa orientação europeia e do Plano Estratégico para os Açores, metas relativas aos consumos energéticos dos Transportes Colectivos de Passageiros em Veículos Pesados e Ligeiros. Está, aliás, já em elaboração, um projecto, envolvendo as regiões dos Açores, da Madeira e das Canárias, visando exactamente a introdução de motores híbridos nos transportes colectivos de passageiros.
Como grande objectivo pretendemos que, em 2018, 30% da frota de autocarros e de táxis sejam assegurados por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos. Tal objectivo relaciona-se com o pressuposto principal do modelo energético a implementar nos Açores – com ênfase nas ilhas de maior consumo - que assenta numa utilização racional da energia, com maior recurso à energia eléctrica já que neste sector é actualmente mais fácil a produção a partir de fontes renováveis ou de recursos endógenos.
O Transporte Público deverá ser tomado como opção prioritária para todos os cidadãos e não apenas para quem não tem alternativa. Se é verdade que muito há a melhorar no nosso sistema de transportes públicos, não é menos verdade que se tem vindo a assistir a uma considerável melhoria da quantidade e qualidade da oferta, motivada por estratégias públicas de apoios, como por exemplo os atribuídos à renovação da respectiva frota, ao serviço de transporte nocturno em S. Miguel e em períodos dos fins-de-semana em S. Miguel, Terceira, Faial, Pico e Graciosa, e a novos projectos em sistemas de informação ao público.
Todavia, este aumento continuado da qualidade do transporte colectivo não tem tido uma resposta condizente em termos do aumento da procura. Todos temos que dar um contributo para essa mudança.
O Governo procederá também, pelo seu lado, a uma reformulação geral da política de carreiras, itinerários e horários, bem como da política tarifária actualmente em vigor, privilegiando os passes sociais em detrimento da tarifa individual.
Mas há que mudar, a par do comportamento dos utilizadores, alguns outros aspectos estruturais, que facilitem esse crescimento, promovendo, designadamente, através da acção municipal, o transporte público nos centros urbanos e contrariando a tendência de incentivar o parqueamento de viaturas nas cidades em detrimento de corredores de circulação mais eficazes e expeditos de um transporte colectivo no seu interior com qualidade e frequência.
Se os centros urbanos apresentam congestionamento de tráfego, como acontece, os utentes dos transportes públicos não vislumbram qualquer benefício na utilização destes, pois acabam por partilhar o mesmo problema, utilizar as mesmas vias, cumprir os mesmos tempos de espera. De resto são por demais sentidos em algumas cidades açorianas os efeitos nefastos do crescimento do tráfego automóvel e dos congestionamentos em meio urbano, com consequências em termos energéticos, na poluição atmosférica e sonora, na sinistralidade e na qualidade de vida urbana em geral.
Qualidade de vida é o que ganhámos, hoje, mais uma vez, com a inauguração desta obra tão desejada pelos seus potenciais utilizadores. Sem prejuízo dos extraordinários efeitos benéficos dos outros lanços de estradas deste projecto rodoviário de S. Miguel - alguns dos quais como referi já em curso - ganharam hoje tempo, segurança e comodidade todos os que passarão por aqui, não só entre os concelhos de Ponta Delgada, Lagoa e Ribeira Grande, como os que estarão a caminho do Nordeste ou da Povoação ou vindos desses lugares. Os micaelenses ficam mais perto uns dos outros e, dessa forma, poderão criar e partilhar melhor a riqueza produzida.
É uma obra para todos. Como tenho dito e tenho, mais uma vez, o gosto de repetir: foi um compromisso assumido; é mais um compromisso cumprido”.

“A via rápida entre a Ribeira Grande e a Lagoa, que estamos precisamente a inaugurar, representa não só o cumprimento da obrigação contratual da concessionária EuroscutAçores no âmbito do projecto rodoviário a seu cargo mas também uma confirmação do bom andamento deste projecto estratégico para a economia e a mobilidade social na ilha de S. Miguel.
É já bem visível a dimensão global deste projecto, estando igualmente em curso as obras na variante a Vila Franca e decorrendo também as intervenções nos nós de Belém e do Hospital. Tenho, por isso, muita satisfação ao assinalar mais este avanço que trará benefícios, economias e acréscimos de segurança a milhares de pessoas e de empresas.
Estamos, deste modo, a registar a conclusão de um troço, com 7 quilómetros de extensão e um perfil de duas faixas e quatro vias, integrado na concessão rodoviária de S. Miguel que, como se sabe, representa, na sua totalidade, um investimento de 325 milhões de euros. A sua abertura agora permite, com extraordinários ganhos de qualidade e segurança, estabelecer um novo paradigma de comunicação entre os concelhos de Ribeira Grande, Lagoa e Ponta Delgada.
Estima-se que o seu impacte no descongestionamento da actual estrada para a Ribeira Grande corresponda a uma redução de cerca de 65% dos 19 mil movimentos de veículos que diariamente se verificam. Sentiremos, assim, em ambas as vias, o acerto da opção oportunamente tomada pelo meu Governo – ou seja, mercê dessa opção, a Ribeira Grande ficará servida por duas vias com bons níveis de qualidade e fluidez, verificando-se cumulativamente uma redução de consumo de combustíveis e da correspondente emissão poluente.
As boas acessibilidades terrestres são um factor de coesão social e territorial e de melhoria da competitividade dentro de cada uma das nossas ilhas – são, sem dúvida, um dos factores relevantes do nosso desenvolvimento, particularmente nas ilhas com maior dimensão e distâncias nos percursos internos. Com essa consciência e com muito empenhamento e rigor conseguimos, nestes últimos anos, realizar um investimento selectivo mas de grande dimensão, alterando uma situação de grave carência nos sistemas rodoviários em todas as ilhas - nunca se fez tanto em tão pouco tempo!
Queremos que as nossas vias de circulação sejam fonte de bem-estar, segurança e lazer para residentes, e que nelas relevem os cuidados de embelezamento e de conservação que já hoje as distinguem positivamente. Mas temos, também, novos desafios e responsabilidades ambientais emergentes pelo que, na próxima legislatura, daremos redobrada atenção aos problemas da eficiência energética que se desenvolvem em conexão com os transportes terrestres. Serão, por isso, implementadas medidas que resultarão do Plano Estratégico para a Energia nos Açores, cujos contornos gerais terei oportunidade de apresentar dentro de algumas semanas quando inaugurarmos, justamente, o novo Parque Eólico da Ilha Terceira, no planalto do Paul.
As recomendações da UE em relação à política dos transportes terrestres e, especificamente, sobre a emissão de CO2 têm sido fortemente priorizadas, visando, nesta fase, o objectivo de reduzir, até 2020, as emissões de gases com efeito de estufa em 20 % em relação aos valores de 1990.
Os transportes terrestres são actualmente responsáveis por cerca de 20% das emissões e, assim, cabe-lhes um papel relevante na obtenção desses novos parâmetros, pelo que serão impostas, no contexto dessa orientação europeia e do Plano Estratégico para os Açores, metas relativas aos consumos energéticos dos Transportes Colectivos de Passageiros em Veículos Pesados e Ligeiros. Está, aliás, já em elaboração, um projecto, envolvendo as regiões dos Açores, da Madeira e das Canárias, visando exactamente a introdução de motores híbridos nos transportes colectivos de passageiros.
Como grande objectivo pretendemos que, em 2018, 30% da frota de autocarros e de táxis sejam assegurados por veículos híbridos, híbridos plug-in e eléctricos. Tal objectivo relaciona-se com o pressuposto principal do modelo energético a implementar nos Açores – com ênfase nas ilhas de maior consumo - que assenta numa utilização racional da energia, com maior recurso à energia eléctrica já que neste sector é actualmente mais fácil a produção a partir de fontes renováveis ou de recursos endógenos.
O Transporte Público deverá ser tomado como opção prioritária para todos os cidadãos e não apenas para quem não tem alternativa. Se é verdade que muito há a melhorar no nosso sistema de transportes públicos, não é menos verdade que se tem vindo a assistir a uma considerável melhoria da quantidade e qualidade da oferta, motivada por estratégias públicas de apoios, como por exemplo os atribuídos à renovação da respectiva frota, ao serviço de transporte nocturno em S. Miguel e em períodos dos fins-de-semana em S. Miguel, Terceira, Faial, Pico e Graciosa, e a novos projectos em sistemas de informação ao público.
Todavia, este aumento continuado da qualidade do transporte colectivo não tem tido uma resposta condizente em termos do aumento da procura. Todos temos que dar um contributo para essa mudança.
O Governo procederá também, pelo seu lado, a uma reformulação geral da política de carreiras, itinerários e horários, bem como da política tarifária actualmente em vigor, privilegiando os passes sociais em detrimento da tarifa individual.
Mas há que mudar, a par do comportamento dos utilizadores, alguns outros aspectos estruturais, que facilitem esse crescimento, promovendo, designadamente, através da acção municipal, o transporte público nos centros urbanos e contrariando a tendência de incentivar o parqueamento de viaturas nas cidades em detrimento de corredores de circulação mais eficazes e expeditos de um transporte colectivo no seu interior com qualidade e frequência.
Se os centros urbanos apresentam congestionamento de tráfego, como acontece, os utentes dos transportes públicos não vislumbram qualquer benefício na utilização destes, pois acabam por partilhar o mesmo problema, utilizar as mesmas vias, cumprir os mesmos tempos de espera. De resto são por demais sentidos em algumas cidades açorianas os efeitos nefastos do crescimento do tráfego automóvel e dos congestionamentos em meio urbano, com consequências em termos energéticos, na poluição atmosférica e sonora, na sinistralidade e na qualidade de vida urbana em geral.
Qualidade de vida é o que ganhámos, hoje, mais uma vez, com a inauguração desta obra tão desejada pelos seus potenciais utilizadores. Sem prejuízo dos extraordinários efeitos benéficos dos outros lanços de estradas deste projecto rodoviário de S. Miguel - alguns dos quais como referi já em curso - ganharam hoje tempo, segurança e comodidade todos os que passarão por aqui, não só entre os concelhos de Ponta Delgada, Lagoa e Ribeira Grande, como os que estarão a caminho do Nordeste ou da Povoação ou vindos desses lugares. Os micaelenses ficam mais perto uns dos outros e, dessa forma, poderão criar e partilhar melhor a riqueza produzida.
É uma obra para todos. Como tenho dito e tenho, mais uma vez, o gosto de repetir: foi um compromisso assumido; é mais um compromisso cumprido”.
+ Informações:
Fonte: GaCS/AP/PGR
Data: 2008-07-24 11:42:02
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Data: 2008-07-24 11:42:02
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