Centenas de automobilistas circulam a mais de 200 quilómetros/hora
O IP4 registou nos últimos meses os maiores excessos de velocidade em Portugal, com centenas de automobilistas a circularem a mais de 200 quilómetros/hora e a acelerarem à medida que se aproximam da fronteira.
Os excessos não foram registados pelos radares da Brigada de Trânsito (BT) mas pelos equipamentos de telemetria que a empresa Estradas de Portugal (EP) tem espalhados pelas diferentes vias do pais.
As autoridades locais reagiram com alguma surpresa aos números e já anunciaram que vão apertar o cerco aos aceleras, com o problema a fazer parte da agenda da próxima reunião do Conselho Distrital de Segurança Rodoviária, que terá lugar terça-feira.
Os dados estão disponíveis na Internet e mostram que se atingem maiores velocidades no itinerário que liga Amarante à fronteira, em Bragança, do que na principal auto-estrada do país, a A1, entre Lisboa e Porto.
Menos de 180 quilómetros/hora foi a velocidade máxima registada na auto-estrada do Norte pelos aparelhos de recolha, tratamento e divulgação de dados de tráfego da EP desde o início do ano.
A velocidade máxima permitida na A1 é de 120 quilómetros por hora.
Já no IP4, quase 2200 viaturas circularam a mais do dobro dos 90 quilómetros/hora permitidos.
Destas viaturas, 538 ultrapassaram os 200 quilómetros/hora, quase metade apenas nos poucos mais de 20 quilómetros que ligam Bragança à fronteira com Espanha, em Quintanilha.
Só em Julho passaram nesta zona 123 automóveis a mais de 200 quilómetros/hora.
Os dados das EP revelam também que quando se avança para o interior e se aproxima da fronteira, aumentam os excessos dos automobilistas, principalmente a partir de Vila Real.
"Não vamos tolerar este tipo de velocidade" disse à Lusa o governador civil e coordenador do Conselho Distrital de Segurança Rodoviária, Jorge Gomes.
O assunto vai ser discutido em reunião do conselho marcada para terça-feira, mas Jorge Gomes avançou, desde já, que uma das medidas a tomar será "redireccionar os radares da Brigada de Trânsito para as zonas onde ocorrem mais infracções, sem descurar as restantes".
"As pessoas queixam-se que o IP4 é martirizado pelas forças de segurança, mas estes números provam que não é assim tanto", disse o responsável, referindo à ideia generalizada na região de "perseguição" e "caça à multa" por parte da BT.
A colocação de vários radares fixos identificados sem que os automobilistas conheçam qual está realmente a funcionar é a sugestão do presidente da Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4) para combater os excessos de velocidade.
Luís Bastos defende que os dados da EP "devem ser motivo de estudo e não devem ser aproveitados para culpabilizar de imediato a estrada ou os condutores", embora frise que considera "estas atitudes (excesso de velocidade) condenáveis".
O IP4 foi apelidado de "estrada da morte", sendo 2004 o pior ano da sua história com 33 pessoas mortas em acidentes de viação.
A sinistralidade e as mortes na estrada têm diminuído na via depois de várias campanhas de sensibilização e intervenções para inibir comportamentos perigosos dos automobilistas e melhorar as condições da via.
Em 2005 registaram-se 18 mortes, 13 em 2006 e oito em 2007.
Este ano, morreram três pessoas no itinerário com cerca de 200 quilómetros.
Porém, os lanços correspondentes ao distrito de Bragança são os que menor sinistralidade registam, apesar do aumento do excesso de velocidade, o que "deve ser motivo de interrogação e estudo", na opinião do governador civil do distrito.
Já Luís Bastos entende que "o problema da sinistralidade não pode ser estudado ponderando apenas um factor, seja o do excesso de velocidade ou outro qualquer".

Os excessos não foram registados pelos radares da Brigada de Trânsito (BT) mas pelos equipamentos de telemetria que a empresa Estradas de Portugal (EP) tem espalhados pelas diferentes vias do pais.
As autoridades locais reagiram com alguma surpresa aos números e já anunciaram que vão apertar o cerco aos aceleras, com o problema a fazer parte da agenda da próxima reunião do Conselho Distrital de Segurança Rodoviária, que terá lugar terça-feira.
Os dados estão disponíveis na Internet e mostram que se atingem maiores velocidades no itinerário que liga Amarante à fronteira, em Bragança, do que na principal auto-estrada do país, a A1, entre Lisboa e Porto.
Menos de 180 quilómetros/hora foi a velocidade máxima registada na auto-estrada do Norte pelos aparelhos de recolha, tratamento e divulgação de dados de tráfego da EP desde o início do ano.
A velocidade máxima permitida na A1 é de 120 quilómetros por hora.
Já no IP4, quase 2200 viaturas circularam a mais do dobro dos 90 quilómetros/hora permitidos.
Destas viaturas, 538 ultrapassaram os 200 quilómetros/hora, quase metade apenas nos poucos mais de 20 quilómetros que ligam Bragança à fronteira com Espanha, em Quintanilha.
Só em Julho passaram nesta zona 123 automóveis a mais de 200 quilómetros/hora.
Os dados das EP revelam também que quando se avança para o interior e se aproxima da fronteira, aumentam os excessos dos automobilistas, principalmente a partir de Vila Real.
"Não vamos tolerar este tipo de velocidade" disse à Lusa o governador civil e coordenador do Conselho Distrital de Segurança Rodoviária, Jorge Gomes.
O assunto vai ser discutido em reunião do conselho marcada para terça-feira, mas Jorge Gomes avançou, desde já, que uma das medidas a tomar será "redireccionar os radares da Brigada de Trânsito para as zonas onde ocorrem mais infracções, sem descurar as restantes".
"As pessoas queixam-se que o IP4 é martirizado pelas forças de segurança, mas estes números provam que não é assim tanto", disse o responsável, referindo à ideia generalizada na região de "perseguição" e "caça à multa" por parte da BT.
A colocação de vários radares fixos identificados sem que os automobilistas conheçam qual está realmente a funcionar é a sugestão do presidente da Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4) para combater os excessos de velocidade.
Luís Bastos defende que os dados da EP "devem ser motivo de estudo e não devem ser aproveitados para culpabilizar de imediato a estrada ou os condutores", embora frise que considera "estas atitudes (excesso de velocidade) condenáveis".
O IP4 foi apelidado de "estrada da morte", sendo 2004 o pior ano da sua história com 33 pessoas mortas em acidentes de viação.
A sinistralidade e as mortes na estrada têm diminuído na via depois de várias campanhas de sensibilização e intervenções para inibir comportamentos perigosos dos automobilistas e melhorar as condições da via.
Em 2005 registaram-se 18 mortes, 13 em 2006 e oito em 2007.
Este ano, morreram três pessoas no itinerário com cerca de 200 quilómetros.
Porém, os lanços correspondentes ao distrito de Bragança são os que menor sinistralidade registam, apesar do aumento do excesso de velocidade, o que "deve ser motivo de interrogação e estudo", na opinião do governador civil do distrito.
Já Luís Bastos entende que "o problema da sinistralidade não pode ser estudado ponderando apenas um factor, seja o do excesso de velocidade ou outro qualquer".
+ Informações:
Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-24 16:30:20
Visualizações: 78
Data: 2008-07-24 16:30:20
Visualizações: 78
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