Produtores recorrem a ilegais por falta de mão-de-obra
A falta de mão-de-obra para as colheitas sazonais dos produtos hortícolas nas estufas da zona Oeste leva os agricultores a recorrerem a imigrantes e muitas vezes a ilegais.
Os produtores contactados pela Lusa admitiram todos que já recorreram a mão-de-obra ilegal para os trabalhos da apanha de tomate, morango, pepino ou alface por não terem pessoal disponível.
"Os produtos não podem ficar por colher senão é uma campanha que vai para o lixo. Ninguém quer ter trabalhadores ilegais, mas é preferível tê-los e pagar a multa a mandar a produção para o lixo", disse um produtor que solicitou o anonimato.
"No dia em que os estrangeiros forem embora paro de produzir pois os portugueses não querem trabalhar neste ramo", disse o agricultor que produz milhares de quilos de hortícolas no concelho de Torres Vedras.
Os empresários afirmam que "os processos de legalização dos imigrantes são demorados".
"O ano passado tive pessoas ilegais a trabalhar porque quando cheguei ao mês de Maio (a apanha decorre entre Maio e Outubro) ainda não estavam legais e tenho obrigatoriamente que colher o produto", afirmou o produtor Horácio Carmo.
"O que acontece é que se vierem à procura deles têm que fugir", disse o empresário.
"Devia haver legislação para o trabalho sazonal como acontece em Espanha onde os agricultores requisitam o número de pessoas que necessitam e finda a campanha regressam ao seu país de origem", sugeriu Horácio Carmo.
"De 1 de Maio a 31 de Outubro qualquer produtor é obrigado a ter imigrantes a trabalhar porque necessita de mão-de-obra e não consegue contratar portugueses", frisou Horácio Carmo.
"O problema central é a mão-de-obra. Os portugueses ganham mais do subsídio de desemprego e nós não podemos pagar mais que três euros e meio à hora", explicou.
A questão já foi colocada no passado mês de Fevereiro directamente ao ministro da agricultura, Jaime Silva, pelos horticultores da região durante uma visita que efectuou às suas explorações.
Na altura, Jaime Silva disse aos jornalistas que se trata de uma região onde "os empresários têm o problema de encontrar mão-de-obra".
"E como não encontramos na região há que agilizar os processos para que possam ter mão-de-obra imigrante. Nós com o MAI (Ministério da Administração Interna) vamos agilizar os processos", prometeu o ministro.
"Até agora a situação continua a mesma", constatou Horácio Carmo.
A Lusa questionou o Ministério da Agricultura sobre se vai ser criada legislação para a mão-de-obra sazonal mas não obteve resposta.
Segundo dados da Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste existem 400 hectares de área de produção de hortícolas.

Os produtores contactados pela Lusa admitiram todos que já recorreram a mão-de-obra ilegal para os trabalhos da apanha de tomate, morango, pepino ou alface por não terem pessoal disponível.
"Os produtos não podem ficar por colher senão é uma campanha que vai para o lixo. Ninguém quer ter trabalhadores ilegais, mas é preferível tê-los e pagar a multa a mandar a produção para o lixo", disse um produtor que solicitou o anonimato.
"No dia em que os estrangeiros forem embora paro de produzir pois os portugueses não querem trabalhar neste ramo", disse o agricultor que produz milhares de quilos de hortícolas no concelho de Torres Vedras.
Os empresários afirmam que "os processos de legalização dos imigrantes são demorados".
"O ano passado tive pessoas ilegais a trabalhar porque quando cheguei ao mês de Maio (a apanha decorre entre Maio e Outubro) ainda não estavam legais e tenho obrigatoriamente que colher o produto", afirmou o produtor Horácio Carmo.
"O que acontece é que se vierem à procura deles têm que fugir", disse o empresário.
"Devia haver legislação para o trabalho sazonal como acontece em Espanha onde os agricultores requisitam o número de pessoas que necessitam e finda a campanha regressam ao seu país de origem", sugeriu Horácio Carmo.
"De 1 de Maio a 31 de Outubro qualquer produtor é obrigado a ter imigrantes a trabalhar porque necessita de mão-de-obra e não consegue contratar portugueses", frisou Horácio Carmo.
"O problema central é a mão-de-obra. Os portugueses ganham mais do subsídio de desemprego e nós não podemos pagar mais que três euros e meio à hora", explicou.
A questão já foi colocada no passado mês de Fevereiro directamente ao ministro da agricultura, Jaime Silva, pelos horticultores da região durante uma visita que efectuou às suas explorações.
Na altura, Jaime Silva disse aos jornalistas que se trata de uma região onde "os empresários têm o problema de encontrar mão-de-obra".
"E como não encontramos na região há que agilizar os processos para que possam ter mão-de-obra imigrante. Nós com o MAI (Ministério da Administração Interna) vamos agilizar os processos", prometeu o ministro.
"Até agora a situação continua a mesma", constatou Horácio Carmo.
A Lusa questionou o Ministério da Agricultura sobre se vai ser criada legislação para a mão-de-obra sazonal mas não obteve resposta.
Segundo dados da Associação Interprofissional de Horticultura do Oeste existem 400 hectares de área de produção de hortícolas.
+ Informações:
Fonte: diario dos açores
Data: 2008-07-25 12:53:04
Visualizações: 117
Data: 2008-07-25 12:53:04
Visualizações: 117
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