Caso McCann: Provas foram manipuladas
A Polícia Judiciária não tem dúvidas de que os pais de Maddie alteraram a disposição de móveis e objectos do apartamento de onde desapareceu Maddie na noite de 3 de Maio de 2007, no Algarve, manipulando assim o local do crime para melhor justificarem a tese de rapto que sempre defenderam.
Segundo a investigação da Polícia Judiciária, que a partir de agora é pública, a coincidência entre a sinalização de odor a cadáver e de sangue dada pelos cães-pisteiros atrás do sofá prova "indubitavelmente" que este foi encostado à parede após a morte da menina. Por outro lado, face aos poucos indícios recolhidos neste móvel, que se encontrava no mesmo local onde os cães deram sinal, a Judiciária admite a hipótese de o mesmo ter sido "sujeito a lavagem" para eliminar eventuais vestígios. "Há fortes indícios de que alteraram a cena do crime, mexendo em alguns móveis. As alterações são indicadores de simulação", lê-se num dos relatórios da PJ, que revela ainda que o peluche de Maddie, encontrado à cabeceira da cama onde dormia, foi ali colocado em momento posterior, uma vez que, ao contrário do boneco, a cama não revelou qualquer odor a cadáver. "Houve uma modificação intencional, numa tentativa de aproveitamento para a simulação do quadro de rapto", lê-se no processo, onde os investigadores recordam que os procedimentos da família foram de modo a conduzir a investigação na direcção da tese de rapto. A Polícia Judiciária acredita que o falso rapto foi "trabalhado pelo grupo", que fez "perder tempo" aos investigadores. A hipótese de Madeleine estar morta foi levantada junto da PJ pelos próprios McCann, que sugeriram contactar uma pessoa para indicar o sítio onde se poderia encontrar o cadáver. "Este facto tornou-se inexplicável aos elementos da investigação", escreve a PJ, lembrando que perante os jornalistas os pais continuavam a manifestar esperança em encontrar a filha viva.
Todos mentem
Em mais de duzentas buscas, "Eddie" e "Keela", cães-pisteiros da raça springer spaniel utilizados na investigação ao desaparecimento de Maddie, não deram um único "falso resultado positivo". A garantia é do perito inglês Martin Grime, que no relatório de busca garante que o comportamento do cão treinado para detectar odor de cadáver "se alterou de imediato após a abertura da porta da frente do apartamento" de onde desapareceu Madeleine McCann. "Entrou no apartamento com um interesse acima da média", lê-se no documento, que explica que o cão deu sinal no quarto do casal, na sala de estar, atrás do sofá e junto à janela lateral. Os mesmos sinais foram dados pela cadela treinada para detectar vestígios de sangue.
Os animais sinalizaram os mesmos locais e objectos relacionados com os McCann – casa, carro e roupa – o que foi decisivo para que fossem constituídos arguidos. O testemunho de Jane Tanner, que disse ter visto alguém a atravessar a rua com uma criança ao colo, não foi considerado credível pela PJ, que não entende como é que a amiga dos McCann ao ver alguém a afastar-se do apartamento de Madeleine "não agiu ou falou de imediato". A PJ diz que a informação recolhida junto dos McCann e dos amigos foi "trabalhada" para fortalecer a tese de rapto. No entanto, rapidamente percebeu que "todos mentem" na questão da vigilância às crianças, explicando ainda que a informação familiar, que nestes casos é "fundamental", foi sempre "distorcida".

Segundo a investigação da Polícia Judiciária, que a partir de agora é pública, a coincidência entre a sinalização de odor a cadáver e de sangue dada pelos cães-pisteiros atrás do sofá prova "indubitavelmente" que este foi encostado à parede após a morte da menina. Por outro lado, face aos poucos indícios recolhidos neste móvel, que se encontrava no mesmo local onde os cães deram sinal, a Judiciária admite a hipótese de o mesmo ter sido "sujeito a lavagem" para eliminar eventuais vestígios. "Há fortes indícios de que alteraram a cena do crime, mexendo em alguns móveis. As alterações são indicadores de simulação", lê-se num dos relatórios da PJ, que revela ainda que o peluche de Maddie, encontrado à cabeceira da cama onde dormia, foi ali colocado em momento posterior, uma vez que, ao contrário do boneco, a cama não revelou qualquer odor a cadáver. "Houve uma modificação intencional, numa tentativa de aproveitamento para a simulação do quadro de rapto", lê-se no processo, onde os investigadores recordam que os procedimentos da família foram de modo a conduzir a investigação na direcção da tese de rapto. A Polícia Judiciária acredita que o falso rapto foi "trabalhado pelo grupo", que fez "perder tempo" aos investigadores. A hipótese de Madeleine estar morta foi levantada junto da PJ pelos próprios McCann, que sugeriram contactar uma pessoa para indicar o sítio onde se poderia encontrar o cadáver. "Este facto tornou-se inexplicável aos elementos da investigação", escreve a PJ, lembrando que perante os jornalistas os pais continuavam a manifestar esperança em encontrar a filha viva.
Todos mentem
Em mais de duzentas buscas, "Eddie" e "Keela", cães-pisteiros da raça springer spaniel utilizados na investigação ao desaparecimento de Maddie, não deram um único "falso resultado positivo". A garantia é do perito inglês Martin Grime, que no relatório de busca garante que o comportamento do cão treinado para detectar odor de cadáver "se alterou de imediato após a abertura da porta da frente do apartamento" de onde desapareceu Madeleine McCann. "Entrou no apartamento com um interesse acima da média", lê-se no documento, que explica que o cão deu sinal no quarto do casal, na sala de estar, atrás do sofá e junto à janela lateral. Os mesmos sinais foram dados pela cadela treinada para detectar vestígios de sangue.
Os animais sinalizaram os mesmos locais e objectos relacionados com os McCann – casa, carro e roupa – o que foi decisivo para que fossem constituídos arguidos. O testemunho de Jane Tanner, que disse ter visto alguém a atravessar a rua com uma criança ao colo, não foi considerado credível pela PJ, que não entende como é que a amiga dos McCann ao ver alguém a afastar-se do apartamento de Madeleine "não agiu ou falou de imediato". A PJ diz que a informação recolhida junto dos McCann e dos amigos foi "trabalhada" para fortalecer a tese de rapto. No entanto, rapidamente percebeu que "todos mentem" na questão da vigilância às crianças, explicando ainda que a informação familiar, que nestes casos é "fundamental", foi sempre "distorcida".
+ Informações:
Fonte: diário dos açores
Data: 2008-08-06 16:07:12
Visualizações: 70
Data: 2008-08-06 16:07:12
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