Banhistas descontentes com a “renovação” do Pesqueiro
As piscinas de São Pedro, vulgarmente conhecidas como Pesqueiro, perderam a sua mística. Esta é a opinião generalizada dos banhistas que durante todo o ano frequentam a piscina da avenida marginal de Ponta Delgada.
Conscientes que alterações como a reconstrução dos balneários vieram dotar a infra-estrutura de melhores condições e que a acessibilidade ao espaço não é das piores, os banhistas, sobretudo de uma faixa etária mais elevada, acreditam que a mudança não veio para melhor, havendo aspectos que falham. E se uns balneários em condições, a vigilância, através da presença de um nadador-salvador, não convencem os "habitués" nadadores, por sua vez, a presença contínua de "mirones", refere Margarida Chaves, nas esplanadas das Portas do Mar, nos muros da avenida, e arredores, por vezes acompanhados de algumas provocações, agradam ainda menos.
Segundo refere, no meio desta história, e ao contrário do que se passa com outros frequentadores assíduos do Pesqueiro, não é o preço que a deixa revoltada, (a entrada de adulto na Piscina é de 1 euro), mas sim toda a ambiência que se apodera do local. "Se tivesse hipótese de frequentar uma outra zona balnear, e tendo em conta o que se passa aqui, não hesitaria em fazê-lo", conclui Margarida Chaves.
Privado durante dois anos daquela zona, recorda João Martins, frequentador da piscina há 30 anos e durante grande parte do ano, afirma que é "um disparate" pagar um euro para usufruir de um tanque e do mar que é de todos.
João Martins assegura que a piscina, simplesmente, não reúne as condições.
É um Poço, avança. "Tudo bem que há balneários, e salva-vidas, mas não se justifica". E avança ao Diário dos Açores: "estamos a pagar pela vista para as Portas do Mar. No meu caso nem uso a piscina, vou é para o mar. Antes era melhor e pagávamos menos", sublinha. Relativamente ao espaço, o reformado João Martins diz que se paga e bem, tendo em conta a falta de condições, e mesmo assim reina a confusão.
"O nadador-salvador não tem mão nos rapazes. A falta de respeito é uma constante". E acrescenta que "se é para pagar, ao menos, que façam as coisas como deve ser", declara indignado.
João Martins defende que o espaço é bastante reduzido e que a nova "empreitada" roubou lugar ao "antigo Pesqueiro". "É ver toalhas umas por cima das outras", diz.
Quanto à possibilidade de deixar de frequentar o Pesqueiro, João Martins confessa ao DA que é remota. "Já estou habituado. Moro aqui e facilita-me". Como tal, avança, "uma pessoa sujeita-se".
No dia de sol e calor que ontem se fez sentir, o Diário dos Açores constatou a sobrelotação do Pesqueiro.
Contudo e alheias à opinião dos nossos entrevistados, muitas eram as crianças e jovens que aproveitavam o soalheiro dia de ontem para correr, saltar e brincar num mar de gente e de toalhas estendidas um pouco por toda a parte, num reduzido Pesqueiro.

Conscientes que alterações como a reconstrução dos balneários vieram dotar a infra-estrutura de melhores condições e que a acessibilidade ao espaço não é das piores, os banhistas, sobretudo de uma faixa etária mais elevada, acreditam que a mudança não veio para melhor, havendo aspectos que falham. E se uns balneários em condições, a vigilância, através da presença de um nadador-salvador, não convencem os "habitués" nadadores, por sua vez, a presença contínua de "mirones", refere Margarida Chaves, nas esplanadas das Portas do Mar, nos muros da avenida, e arredores, por vezes acompanhados de algumas provocações, agradam ainda menos.
Segundo refere, no meio desta história, e ao contrário do que se passa com outros frequentadores assíduos do Pesqueiro, não é o preço que a deixa revoltada, (a entrada de adulto na Piscina é de 1 euro), mas sim toda a ambiência que se apodera do local. "Se tivesse hipótese de frequentar uma outra zona balnear, e tendo em conta o que se passa aqui, não hesitaria em fazê-lo", conclui Margarida Chaves.
Privado durante dois anos daquela zona, recorda João Martins, frequentador da piscina há 30 anos e durante grande parte do ano, afirma que é "um disparate" pagar um euro para usufruir de um tanque e do mar que é de todos.
João Martins assegura que a piscina, simplesmente, não reúne as condições.
É um Poço, avança. "Tudo bem que há balneários, e salva-vidas, mas não se justifica". E avança ao Diário dos Açores: "estamos a pagar pela vista para as Portas do Mar. No meu caso nem uso a piscina, vou é para o mar. Antes era melhor e pagávamos menos", sublinha. Relativamente ao espaço, o reformado João Martins diz que se paga e bem, tendo em conta a falta de condições, e mesmo assim reina a confusão.
"O nadador-salvador não tem mão nos rapazes. A falta de respeito é uma constante". E acrescenta que "se é para pagar, ao menos, que façam as coisas como deve ser", declara indignado.
João Martins defende que o espaço é bastante reduzido e que a nova "empreitada" roubou lugar ao "antigo Pesqueiro". "É ver toalhas umas por cima das outras", diz.
Quanto à possibilidade de deixar de frequentar o Pesqueiro, João Martins confessa ao DA que é remota. "Já estou habituado. Moro aqui e facilita-me". Como tal, avança, "uma pessoa sujeita-se".
No dia de sol e calor que ontem se fez sentir, o Diário dos Açores constatou a sobrelotação do Pesqueiro.
Contudo e alheias à opinião dos nossos entrevistados, muitas eram as crianças e jovens que aproveitavam o soalheiro dia de ontem para correr, saltar e brincar num mar de gente e de toalhas estendidas um pouco por toda a parte, num reduzido Pesqueiro.
+ Informações:
Fonte: diário dos açores
Autor: Ana Arruda
Data: 2008-08-08 11:57:48
Visualizações: 212
Autor: Ana Arruda
Data: 2008-08-08 11:57:48
Visualizações: 212
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