Via Rápida torna governo "cúmplice" de atentados ambientais
O líder do PSD/Açores criticou hoje a "irresponsabilidade" do governo regional no tocante aos danos ambientais "colaterais" causados na Terceira pela obra de requalificação da Via Vitorino Nemésio (Angra/Praia), nomeadamente a "não salvaguardada" extracção de pedras e bagacina, que a grande dimensão da empreitada provocou, para além da ausência "inexplicável" de um estudo prévio de impacte ambiental, referiu.


Costa Neves falava esta manhã, durante a visita a uma pedreira ilegal
na freguesia dos Biscoitos, entretanto encerrada, "mas apenas porque a
comunicação social fez eco da situação, já que as denúncias
anteriores, de populares e associações ambientais, não resultaram na
paragem dos trabalhos", ressalvou, sendo que no referido local foram
também abatidas espécies endémicas da flora terceirense.

O candidato a presidente do governo regional referiu que, "e
corrigindo habilidades da tutela que me atribuem coisas que não
disse", é a favor da obra da via rápida, "no sentido em que o piso, a
instalação de uma divisória central eram urgentes", agora "não posso
concordar com nove passagens aéreas para vacas e com caminhos laterais
para vacas", a isso acrescendo o facto de "não se ter medido as
consequências da obra, no sentido em que não se olhou a meios para ir
buscar os materiais necessários ao interior da ilha", lamentou

"O governo regional é cúmplice de uma situação em que se torneia a lei
para resolver o problema da via rápida", criticou o líder laranja,
fazendo menção a outro local "onde actualmente se extrai bagacina para
a obra, sem licenciamento para tal, deitando abaixo um monte, mas
apenas com um projecto de reflorestação", afirmou ainda Costa Neves.

O presidente do PSD não compreende que "numa obra de 25 milhões de
euros, e ainda não sabemos quanto vai custar no fim", não sejam
acauteladas "matérias essenciais", quando em causa está "o equilíbrio
ambiental de zonas protegidas e que são a grande riqueza de uma
natureza única como aqui temos", declarou.

As medidas que "agora se impõem", na zona onde foi feita a extracção
ilegal nos Biscoitos, estão "por se ver", disse ainda Costa Neves, que
quis assim "partilhar com os açorianos" mais uma situação "semelhante
ao que acontece nas Flores, em Santa Maria e, em grande escala, em São
Miguel", onde a "ligeireza de actuação de empreiteiros e entidades
promotoras de obras públicas, fazem com que a culpa morra solteira no
tocante a atentados ambientais". E aí, acrescentou, a responsabilidade
"é do governo regional, e os responsáveis devem prestar contas por
isso", concluiu.

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Fonte: PSD/Açores - Gabinete de Imprensa
Data: 2008-08-18 13:47:59
Visualizações: 64

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