Estado corta 120 milhões no subsídio de desemprego
O Estado atribuiu nos primeiros seis meses do ano menos 120 milhões de euros em subsídios de desemprego em comparação com o mesmo período de 2007. São menos 20 milhões por mês que não foram gastos com a população desempregada.


Segundo os dados da Direcção-Geral do Orçamento, a redução com os subsídios de desemprego foi de 8,1%, o que concretiza uma redução superior à descida no número de desempregados no período em causa. Numa comparação mais alargada, verifica-se uma quebra de 150 milhões de euros em subsídios de desemprego e apoio ao emprego entre 2006 e 2007, período em que a taxa de desemprego anual subiu 0,3 pontos percentuais. No total, desde o início de 2007 até Junho de 2008, o Estado poupou 270 milhões de euros na atribuição deste subsídio. Os números apontam ainda para um corte no subsídio por doença na ordem dos 27,5 milhões de euros, entre o primeiro semestre de 2007 e 2008. O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social justifica a redução de 120 milhões de euros nos subsídios de desemprego nestes primeiros seis meses com ´a maior eficácia nos centros de emprego e com o cruzamento de dados entre o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e a Segurança Social para o combate à fraude e evasão fiscal´. O provedor da Justiça apontou recentemente falhas aos centros de empregos. Nascimento Rodrigues diz que há desempregados que deixam de receber o subsídio de desemprego por falta de esclarecimento dos centros de emprego. O estudo da Provedoria da Justiça refere que a maioria das anulações das inscrições está ligada com faltas dos desempregados, que se queixam de não receber a correspondência com as convocatórias para se deslocarem aos centros. Após duas semanas de férias, o primeiro-ministro, José Sócrates, regressa hoje ao trabalho. A primeira missão é o anúncio da criação de um centro de atendimento telefónico a clientes da Portugal Telecom (PT), em Santo Tirso. No total, o projecto, que deverá estar concluído no final do próximo ano, irá criar cerca de 1200 postos de trabalho.

Segundo apurou o CM, a PT ´está empenhada´ em contratar a maioria dos funcionários a contrato sem termo.

O call center, de âmbito nacional, será construído de raiz num terreno cedido pela Câmara Municipal de Santo Tirso. A escolha desta cidade para a construção de um novo centro de atendimento da PT passa pela ´estratégia de descentralização da empresa e pela possibilidade de criação de emprego numa zona crítica´. O ministro do Trabalho e da Solidariedade Social sublinhou que os números revelados na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para ´uma melhoria clara´ da situação do mercado em Portugal.

Os dados do INE mostram que a taxa de desemprego baixou 0,6 pontos percentuais no segundo trimestre, em relação a igual período de 2007, e 0,3 pontos em relação ao trimestre anterior, para 7,3 %. Os postos de trabalho criados sustentam-se em contratos a termo.

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Fonte: diário dos açores
Data: 2008-08-20 12:39:20
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