Comunicado do SITAVA sobre as declarações do Presidente do Governo Regional
A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR
As declarações do Presidente do Governo Regional não podiam ser mais esclarecedoras.
Confirmam o que temos dito sobre as posições, quer da SATA quer do próprio Governo.
QUEM FALA VERDADE?
Por um lado, diz Carlos César que a segmentação da SATA é caso encerrado por estar tudo definido desde a publicação do Decreto Legislativo Regional de 2005, que a autoriza. Por outro lado, no entanto, o Conselho de Administração tem feito todos os esforços para fazer passar a ideia de que a segmentação não está nos seus horizontes, estando fora da ordem do dia, garantindo mesmo (mas só verbalmente) ao SITAVA e a alguns trabalhadores que alterou o projecto inicial que previa a criação das novas empresas...
Afinal, em que ficamos? Só se os trabalhadores fossem anjinhos é que acreditariam em promessas deste tipo. As SATA que queriam fazer desabrochar ainda há tão poucos meses (SATA Serviços, SATA Handling) constavam ou não no mesmo Decreto Legislativo Regulamentar?
Ora toda a gente sabe que esta matéria depende exclusivamente da vontade política do Governo e do modelo de gestão que este decidir para a Administração da SATA. Tornear esta questão é fazer demagogia, é tentar iludir os trabalhadores e a opinião pública.
E tanto assim é, que em reuniões de negociação com o Grupo SATA, fomos informados de que só não era possível um compromisso escrito quanto à não segmentação em causa, por falta de autorização de quem tutela, ou seja, do accionista, do Governo Regional.
IRRESPONSÁVEL É QUEM TEM UMA POLÍTICA DE ESFRANGALHAMENTO DA SATA, AO ARREPIO DOS INTERESSES DOS AÇORIANOS.
IRRESPONSÁVEL É QUEM PREPARA O TERRENO PARA DESBARATAR A SATA, PARA QUE SEJA ENTREGUE AOS TUBARÕES DO GRANDE CAPITAL FINANCEIRO.
IRRESPONSÁVEL É QUEM, ESGRIMINDO ARTIFÍCIOS DITOS “SOCIAIS”, QUER VER NUMA MESMA EMPRESA TRABALHADORES LADO A LADO, UNS COM DIREITOS E OUTROS SEM... ATÉ NO TEMPO DA DITADURA ERA PRÁTICA VEDADA ÀS EMPRESAS!
Quando escasseiam os argumentos para se defender o indefensável, geralmente os governantes procuram desviar as atenções, insinuam que os conflitos laborais são perigosíssimas manobras políticas, tudo para os derrubar e acenam com a treta da instrumentalização. O que buscam é dividir os trabalhadores e isolálos das suas instituições e dos respectivos dirigentes. Sempre foi assim. E quem reage de tal forma é por sentir que lhe estão a apertar os calos, quer dizer, é quando os trabalhadores se mostram unidos e determinados, como tem sido o caso, na luta justa que estamos a travar. Daí que, na boca de quem não tem mais nada para dizer, surja o folclore das imaginárias ingerências partidárias, ou venham as costumeiras intimidações, “ai ai que o menino é comunista e leva tau-tau”, o blá-blá de que as orientações nem provêm de Açorianos, etc., etc..
O SITAVA tem 28 anos de vida activa, coerente e de lutas diversas, mormente na Região. Vive com orgulho e de cabeça levantada! É um Sindicato vertical, unitário, democrático, e não é qualquer poleiro de Poder que nos ofende, por muito que se estique. No SITAVA, o Sindicato somos nós, todos juntos, e ponto final.
Os trabalhadores das empresas do Grupo SATA sempre souberam como são tomadas as decisões dentro do SITAVA, porque nas devidas alturas são convidados a participar nas mesmas. Sempre foi assim e é esse um dos motivos pelos quais continuamos a ter a dimensão e a credibilidade que temos.
Que o Presidente do Governo Regional (hoje em dia, claro, pois antes de chegar ao Poder não era assim), não goste dos dirigentes do SITAVA, é um direito que lhe assiste. Mas, infelizmente para ele, desde 25 de Abril de 1974 que quem escolhe as direcções sindicais são os trabalhadores e não os chefes de governo. Nós, colectivamente, também não morremos de amores pelas políticas sociais do Governo Regional, mas respeitamo-lo, porque foi eleito pela população e nós aceitamos as regras da democracia. Será com ele, ou com outro que o substitua, que humildemente teremos que dialogar para defender os interesses dos trabalhadores do nosso sector, seja nos Açores, na Madeira, no Continente, seja em qualquer outra parte do Mundo em que haja um trabalhador nosso Associado.
PORQUE GOSTAMOS DA SATA E DO NOSSO TRABALHO,
PORQUE VALORIZAMOS A NOSSA EMPRESA,
PORQUE PARA TRABALHO IGUAL, QUEREMOS DIREITOS IGUAIS,
VAMOS PROSSEGUIR A LUTA POR UMA SATA UNIDA!
A solução para estes problemas está nas mãos do Governo Regional. Um simples acordo escrito, um compromisso de honra que salvaguarde os interesses dos trabalhadores (todos eles) das Empresas do Grupo SATA, podem levar a que suspendamos a greve a qualquer momento. Assim o Governo Regional, directamente ou por intermédio da Administração das Empresas, venha a demonstrar vontade política, capacidade de diálogo e seriedade para resolver o assunto!

QUEM FALA VERDADE?
Por um lado, diz Carlos César que a segmentação da SATA é caso encerrado por estar tudo definido desde a publicação do Decreto Legislativo Regional de 2005, que a autoriza. Por outro lado, no entanto, o Conselho de Administração tem feito todos os esforços para fazer passar a ideia de que a segmentação não está nos seus horizontes, estando fora da ordem do dia, garantindo mesmo (mas só verbalmente) ao SITAVA e a alguns trabalhadores que alterou o projecto inicial que previa a criação das novas empresas...
Afinal, em que ficamos? Só se os trabalhadores fossem anjinhos é que acreditariam em promessas deste tipo. As SATA que queriam fazer desabrochar ainda há tão poucos meses (SATA Serviços, SATA Handling) constavam ou não no mesmo Decreto Legislativo Regulamentar?
Ora toda a gente sabe que esta matéria depende exclusivamente da vontade política do Governo e do modelo de gestão que este decidir para a Administração da SATA. Tornear esta questão é fazer demagogia, é tentar iludir os trabalhadores e a opinião pública.
E tanto assim é, que em reuniões de negociação com o Grupo SATA, fomos informados de que só não era possível um compromisso escrito quanto à não segmentação em causa, por falta de autorização de quem tutela, ou seja, do accionista, do Governo Regional.
IRRESPONSÁVEL É QUEM TEM UMA POLÍTICA DE ESFRANGALHAMENTO DA SATA, AO ARREPIO DOS INTERESSES DOS AÇORIANOS.
IRRESPONSÁVEL É QUEM PREPARA O TERRENO PARA DESBARATAR A SATA, PARA QUE SEJA ENTREGUE AOS TUBARÕES DO GRANDE CAPITAL FINANCEIRO.
IRRESPONSÁVEL É QUEM, ESGRIMINDO ARTIFÍCIOS DITOS “SOCIAIS”, QUER VER NUMA MESMA EMPRESA TRABALHADORES LADO A LADO, UNS COM DIREITOS E OUTROS SEM... ATÉ NO TEMPO DA DITADURA ERA PRÁTICA VEDADA ÀS EMPRESAS!
Quando escasseiam os argumentos para se defender o indefensável, geralmente os governantes procuram desviar as atenções, insinuam que os conflitos laborais são perigosíssimas manobras políticas, tudo para os derrubar e acenam com a treta da instrumentalização. O que buscam é dividir os trabalhadores e isolálos das suas instituições e dos respectivos dirigentes. Sempre foi assim. E quem reage de tal forma é por sentir que lhe estão a apertar os calos, quer dizer, é quando os trabalhadores se mostram unidos e determinados, como tem sido o caso, na luta justa que estamos a travar. Daí que, na boca de quem não tem mais nada para dizer, surja o folclore das imaginárias ingerências partidárias, ou venham as costumeiras intimidações, “ai ai que o menino é comunista e leva tau-tau”, o blá-blá de que as orientações nem provêm de Açorianos, etc., etc..
O SITAVA tem 28 anos de vida activa, coerente e de lutas diversas, mormente na Região. Vive com orgulho e de cabeça levantada! É um Sindicato vertical, unitário, democrático, e não é qualquer poleiro de Poder que nos ofende, por muito que se estique. No SITAVA, o Sindicato somos nós, todos juntos, e ponto final.
Os trabalhadores das empresas do Grupo SATA sempre souberam como são tomadas as decisões dentro do SITAVA, porque nas devidas alturas são convidados a participar nas mesmas. Sempre foi assim e é esse um dos motivos pelos quais continuamos a ter a dimensão e a credibilidade que temos.
Que o Presidente do Governo Regional (hoje em dia, claro, pois antes de chegar ao Poder não era assim), não goste dos dirigentes do SITAVA, é um direito que lhe assiste. Mas, infelizmente para ele, desde 25 de Abril de 1974 que quem escolhe as direcções sindicais são os trabalhadores e não os chefes de governo. Nós, colectivamente, também não morremos de amores pelas políticas sociais do Governo Regional, mas respeitamo-lo, porque foi eleito pela população e nós aceitamos as regras da democracia. Será com ele, ou com outro que o substitua, que humildemente teremos que dialogar para defender os interesses dos trabalhadores do nosso sector, seja nos Açores, na Madeira, no Continente, seja em qualquer outra parte do Mundo em que haja um trabalhador nosso Associado.
PORQUE GOSTAMOS DA SATA E DO NOSSO TRABALHO,
PORQUE VALORIZAMOS A NOSSA EMPRESA,
PORQUE PARA TRABALHO IGUAL, QUEREMOS DIREITOS IGUAIS,
VAMOS PROSSEGUIR A LUTA POR UMA SATA UNIDA!
A solução para estes problemas está nas mãos do Governo Regional. Um simples acordo escrito, um compromisso de honra que salvaguarde os interesses dos trabalhadores (todos eles) das Empresas do Grupo SATA, podem levar a que suspendamos a greve a qualquer momento. Assim o Governo Regional, directamente ou por intermédio da Administração das Empresas, venha a demonstrar vontade política, capacidade de diálogo e seriedade para resolver o assunto!
+ Informações:
Fonte: SITAVA
Autor: A Direcção
Data: 2008-09-04 16:01:31
Visualizações: 220
Autor: A Direcção
Data: 2008-09-04 16:01:31
Visualizações: 220
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