Governo investe 30 milhões de euros para resolver problemas habitacionais graves
O Governo aplicou no realojamento de famílias carenciadas 30 dos 70 milhões de euros destinados à habitação na legislatura que termina em Outubro, anunciou hoje o secretário regional da Habitação e Equipamentos.


José Contente falava na cerimónia de entrega de dez habitações na Covoada, ilha de S. Miguel.

Segundo acrescentou, o investimento aplicado em realojamentos representa um esforço considerável e significa que os governos presididos por Carlos César” entendem e atendem às situações mais graves em termos habitacionais e que ainda existem na Região”.

O secretário regional garantiu que esse esforço vai continuar, uma vez que é importante “retirar pessoas que ainda vivem em más condições habitacionais, algumas até em zonas consideradas perigosas, para possam ter uma vida mais sã, digna e em segurança”, contribuindo para que a sociedade açoriana tenha a sua coesão social também por via da habitação.

José Contente chamou também a atenção para o facto das famílias hoje realojadas passarem a ter novas responsabilidades e uma oportunidade para darem início a uma vida nova.

“O Executivo tem colocado as politicas habitacionais no coração das politicas sociais”, salientou, ao garantir que vão nascer mais 306 fogos no Concelho de Ponta Delgada, habitações que aguardam o parecer da autarquia e que serão edificadas, nas freguesias dos Arrifes, Sete Cidades, Capelas, Fenais da Luz e Feteiras.

Essas urbanizações destinam-se a um outro estrato social que hoje em dia carece igualmente de habitação, as famílias que têm rendimentos médios, explicou, indicando que, na actual legislatura, o Governo promoveu, através da cedência de lotes da Região, a construção, para as famílias nessa condição, de mais de mil novos fogos, além introduzir modificações nos diplomas da aquisição/construção, habitação degradada e custos controlados.

Segundo sublinhou, hoje quem adquire casa a custos controlados, seja através do Executivo ou de uma empresa privada tem, também, a possibilidade de aceder a uma comparticipação financeira até 25 mil euros, consoante os seus rendimentos e agregado familiar.

Esse tipo de apoio representa um esforço grande, mas que faz parte de uma politica de habitação social que o Executivo quer que seja global, que atinja pessoas com rendimentos diferenciados.

Tal estratégia é para manter, atendendo a uma nova fase, como disse recentemente o presidente do Governo, em que o arrendamento social vai ser uma realidade, assegurou.

José Contente destacou, ainda, as características da nova urbanização da Covoada - “uma urbanização modelo que estabelece e obedece aos critérios de eficiência energética que as habitações devem ter, mas também ao aproveitamento de fontes de energia renovável, desde os painéis solares à água das chuvas”.

Ao apostar nesse tipo de construção, o Executivo está a implantar uma nova habitação social com os parâmetros mais exigentes, com a inovação mais recente para que a habitação social nunca seja parente pobre da habitação, mas que vá à frente em termos de construção, conclui o Governante.

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Fonte: GaCS/AP/CP
Data: 2008-09-22 11:31:46
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