Vera Bettencourt expõe no Museu de Angra do Heroísmo a partir de sexta-feira
O Museu de Angra do Heroísmo inaugura, sexta-feira, uma exposição de pintura de Vera Bettencourt que vai estar patente até 4 de Janeiro na Sala Dacosta.
Nascida na ilha Graciosa, Vera Bettencourt formou-se em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 2006, e participou em várias exposições colectivas e individuais.
A exposição “Bowler Hat”, acolhida pelo Museu de Angra, é inspirada no espectáculo Quidam, do Cirque do Soleil e as obras que integra ilustram o percurso fantasiado de uma pequena heroína envolvida numa viagem que a afasta do descolorido mundo familiar e a faz a percorrer regiões desconhecidas.
Zoe, a protagonista, é uma menina negligenciada pelos pais, que tem por companheiro fantástico Quidam, o dono sem rosto do chapéu de coco que dá título à exposição. Quidam não é ninguém e esse anonimato fá-lo funcionar como representante de qualquer homem.
Quidam é um estranho, mas um estranho que, ao contrário do lobo tradicional, é capaz de afeiçoar-se a uma criança, reconfortá-la e desafiá-la a encontrar em si própria a capacidade para resolver situações que a seduzem, apavoram e fascinam.
O tema da viagem, que metaforiza o caminho da individuação, é uma constante na obra de Vera Bettencourt.
Assim, na série de telas anterior figuravam também personagens adolescentes, Dorothy, do Feiticeiro do Oz, e Alice, que vagueiam igualmente por reinos de fantasia, desafiando déspotas de papel e digladiando-se com feiticeiros malvados.
O antagonismo entre o fantástico e o aterrorizante está presente nas obras da mostra no Museu de Angra que, pelo seu carácter, simultaneamente lúdico e ilustrativo, pretendem compelir o espectador a decifrar a narrativa que corporizam.
A obra de Vera Bettencourt acompanha de perto o imaginário infantil e o seu método de representação torna-a apetecível também ao público júnior.
No caso da Bowler Hat a atmosfera não é, porém, doce e descontraída, é, antes, lúbrica e perturbadora.
Nesta exposição, as telas de Vera Bettencourt espelham uma realidade crua e cruel e, tal como diz a artista, “são expostos sentimentos como o abandono, a solidão, a tristeza e o medo, provocados pela relação entre figuras perversas e inconvenientes como moscas, e figuras meigas e singelas, como animais, e até seres humanos”.

Nascida na ilha Graciosa, Vera Bettencourt formou-se em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 2006, e participou em várias exposições colectivas e individuais.
A exposição “Bowler Hat”, acolhida pelo Museu de Angra, é inspirada no espectáculo Quidam, do Cirque do Soleil e as obras que integra ilustram o percurso fantasiado de uma pequena heroína envolvida numa viagem que a afasta do descolorido mundo familiar e a faz a percorrer regiões desconhecidas.
Zoe, a protagonista, é uma menina negligenciada pelos pais, que tem por companheiro fantástico Quidam, o dono sem rosto do chapéu de coco que dá título à exposição. Quidam não é ninguém e esse anonimato fá-lo funcionar como representante de qualquer homem.
Quidam é um estranho, mas um estranho que, ao contrário do lobo tradicional, é capaz de afeiçoar-se a uma criança, reconfortá-la e desafiá-la a encontrar em si própria a capacidade para resolver situações que a seduzem, apavoram e fascinam.
O tema da viagem, que metaforiza o caminho da individuação, é uma constante na obra de Vera Bettencourt.
Assim, na série de telas anterior figuravam também personagens adolescentes, Dorothy, do Feiticeiro do Oz, e Alice, que vagueiam igualmente por reinos de fantasia, desafiando déspotas de papel e digladiando-se com feiticeiros malvados.
O antagonismo entre o fantástico e o aterrorizante está presente nas obras da mostra no Museu de Angra que, pelo seu carácter, simultaneamente lúdico e ilustrativo, pretendem compelir o espectador a decifrar a narrativa que corporizam.
A obra de Vera Bettencourt acompanha de perto o imaginário infantil e o seu método de representação torna-a apetecível também ao público júnior.
No caso da Bowler Hat a atmosfera não é, porém, doce e descontraída, é, antes, lúbrica e perturbadora.
Nesta exposição, as telas de Vera Bettencourt espelham uma realidade crua e cruel e, tal como diz a artista, “são expostos sentimentos como o abandono, a solidão, a tristeza e o medo, provocados pela relação entre figuras perversas e inconvenientes como moscas, e figuras meigas e singelas, como animais, e até seres humanos”.
+ Informações:
Fonte: GaCS/AP/MAH
Data: 2008-10-01 15:39:34
Visualizações: 43
Data: 2008-10-01 15:39:34
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