Jogos de computador, televisão e SMS proibidos no quarto de crianças e adolescentes
Jogos de computador e televisão devem ser totalmente proibidos no quarto das crianças e adolescentes porque prejudicam o sono, defende a neurologista Teresa Paiva, lamentando a progressiva redução do tempo que os mais novos passam a dormir.
Para a especialista em doenças do sono, muitos dos problemas com crianças e adolescentes devem-se a comportamentos errados dos pais, que permitem, por exemplo, que os filhos vejam televisão no quarto e troquem mensagens de telemóvel durante a noite.
Passear com as crianças mais pequenas ao fim do dia em ambientes com muita luz artificial, como centros comerciais, é outro hábito censurável porque a luz desperta o organismo e impede a segregação de uma substância que favorece o sono - a melatonina.
"Os pais chegam a casa muito tarde, muitas vezes às dez da noite e estão a brincar com os filhos até à meia-noite. Depois as crianças levantam-se às 07h00, porque os pais vão trabalhar cedo, e ficam desvairadas de sono", descreveu a médica, em entrevista à agência Lusa.
"Há um círculo de erros, de vícios terríveis para as crianças", resumiu.
Para Teresa Paiva, uma criança com 10 anos deve dormir pelo menos 10 horas por dia e uma de cinco deve fazê-lo durante 12 ou 14 horas.
"Hoje em dia, as crianças andam a dormir apenas oito horas", calcula, sublinhando que vários estudos mundiais concluíram que a redução do tempo de sono é um "factor de risco independente para a obesidade e hipertensão" nas faixas etárias mais baixas.
A partir da adolescência surgem outros riscos: fins-de-semana com idas à discoteca até às 06h00, acompanhados de bebidas e drogas, são uma "bomba-relógio", que afecta o ciclo vigília-sono e favorece os acidentes de viação, como descreve Teresa Paiva num livro que será lançado dia 14 de Outubro.
Na obra "Bom Sono, Boa Vida", dá a conhecer 77 histórias, contadas na primeira pessoa ou em diálogo, onde estão figurados todos os problemas essenciais do sono, "tanto do normal como do patológico".
No fim de cada história (que é um relato ficcional de um caso verdadeiro), a médica dá uma pequena explicação científica da perturbação em causa.
Além de esperar que cada pessoa se identifique com alguma das histórias, pretende igualmente sensibilizar os profissionais de saúde.
"Quando as pessoas se queixam [de problemas no sono] a probabilidade de ninguém lhes ligar nenhuma é grande", lamenta.
Teresa Paiva considera que, globalmente, não se atribui ao sono a sua devida importância enquanto "factor de equilíbrio biológico essencial", sublinhando que existem "88 doenças do sono".

Para a especialista em doenças do sono, muitos dos problemas com crianças e adolescentes devem-se a comportamentos errados dos pais, que permitem, por exemplo, que os filhos vejam televisão no quarto e troquem mensagens de telemóvel durante a noite.
Passear com as crianças mais pequenas ao fim do dia em ambientes com muita luz artificial, como centros comerciais, é outro hábito censurável porque a luz desperta o organismo e impede a segregação de uma substância que favorece o sono - a melatonina.
"Os pais chegam a casa muito tarde, muitas vezes às dez da noite e estão a brincar com os filhos até à meia-noite. Depois as crianças levantam-se às 07h00, porque os pais vão trabalhar cedo, e ficam desvairadas de sono", descreveu a médica, em entrevista à agência Lusa.
"Há um círculo de erros, de vícios terríveis para as crianças", resumiu.
Para Teresa Paiva, uma criança com 10 anos deve dormir pelo menos 10 horas por dia e uma de cinco deve fazê-lo durante 12 ou 14 horas.
"Hoje em dia, as crianças andam a dormir apenas oito horas", calcula, sublinhando que vários estudos mundiais concluíram que a redução do tempo de sono é um "factor de risco independente para a obesidade e hipertensão" nas faixas etárias mais baixas.
A partir da adolescência surgem outros riscos: fins-de-semana com idas à discoteca até às 06h00, acompanhados de bebidas e drogas, são uma "bomba-relógio", que afecta o ciclo vigília-sono e favorece os acidentes de viação, como descreve Teresa Paiva num livro que será lançado dia 14 de Outubro.
Na obra "Bom Sono, Boa Vida", dá a conhecer 77 histórias, contadas na primeira pessoa ou em diálogo, onde estão figurados todos os problemas essenciais do sono, "tanto do normal como do patológico".
No fim de cada história (que é um relato ficcional de um caso verdadeiro), a médica dá uma pequena explicação científica da perturbação em causa.
Além de esperar que cada pessoa se identifique com alguma das histórias, pretende igualmente sensibilizar os profissionais de saúde.
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+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-10-06 17:39:46
Visualizações: 39
Data: 2008-10-06 17:39:46
Visualizações: 39
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