Pelo menos um voo CIA com prisioneiro passou na Região
Os Açores foram usados pelo menos uma vez como escala de um voo da CIA que transportava um preso de Guantanamo – no caso para o Cairo – segundo um relatório do Ministério da Defesa espanhol.
Dados do relatório - preparado pelo ministério da Defesa espanhol para a Audiência Nacional em Madrid e que inclui detalhes sobre o uso de bases espanholas para aviões que transportavam presos de ou para Guantamo – foram divulgados ontem pelo jornal El Pais.
Entre as 13 escalas em bases espanholas e os 13 sobrevoos usando o espaço aéreo espanhol, o relatório dá conta de um voo, a 30 de Setembro, que passou duas vezes pelos Açores, numa viagem de ida e volta entre Guantanamo e o Cairo.
Trata-se do avião modelo C-20 (idêntico aos normalmente usados pela CIA), com a matrícula REACHQ1 que terá feito escala nos Açores, antes de viajar para o Cairo, regressando depois com escala em Palma de Maiorca e passando novamente pelo arquipélago português.
Segundo o El Pais, o relatório refere que esse voo transportava um preso sujeito a um processo de extradição, cuja identidade não é relevada nos documentos do governo espanhol.
Para justificar o uso das bases espanholas, e ainda segundo o relatório, o governo norte-americano alegou como motivo o "fornecimento de apoio logístico".
Espanha nunca inspeccionou nenhum dos aviões nem questionou quem viajava a bordo, tendo os aviões usado Espanha com base num convénio bilateral entre os dois países.
A informação contida no relatório ontem divulgado contradiz informação difundida pelo Pentágono depois do escândalo dos voos da CIA ser conhecido publicamente.
Na altura, o Pentágono garantiu ao Ministério da Defesa espanhol que nenhum dos aviões que fizeram escala em bases tinha violado o previsto no convénio bilateral, ou seja não levavam prisioneiros.

Dados do relatório - preparado pelo ministério da Defesa espanhol para a Audiência Nacional em Madrid e que inclui detalhes sobre o uso de bases espanholas para aviões que transportavam presos de ou para Guantamo – foram divulgados ontem pelo jornal El Pais.
Entre as 13 escalas em bases espanholas e os 13 sobrevoos usando o espaço aéreo espanhol, o relatório dá conta de um voo, a 30 de Setembro, que passou duas vezes pelos Açores, numa viagem de ida e volta entre Guantanamo e o Cairo.
Trata-se do avião modelo C-20 (idêntico aos normalmente usados pela CIA), com a matrícula REACHQ1 que terá feito escala nos Açores, antes de viajar para o Cairo, regressando depois com escala em Palma de Maiorca e passando novamente pelo arquipélago português.
Segundo o El Pais, o relatório refere que esse voo transportava um preso sujeito a um processo de extradição, cuja identidade não é relevada nos documentos do governo espanhol.
Para justificar o uso das bases espanholas, e ainda segundo o relatório, o governo norte-americano alegou como motivo o "fornecimento de apoio logístico".
Espanha nunca inspeccionou nenhum dos aviões nem questionou quem viajava a bordo, tendo os aviões usado Espanha com base num convénio bilateral entre os dois países.
A informação contida no relatório ontem divulgado contradiz informação difundida pelo Pentágono depois do escândalo dos voos da CIA ser conhecido publicamente.
Na altura, o Pentágono garantiu ao Ministério da Defesa espanhol que nenhum dos aviões que fizeram escala em bases tinha violado o previsto no convénio bilateral, ou seja não levavam prisioneiros.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-10-07 12:38:50
Visualizações: 119
Data: 2008-10-07 12:38:50
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