Branqueamentos dentários em cabeleireiros e esteticistas são perigosos
Cabeleireiros, dentistas ou spas estão a fazer branqueamentos dentários, uma realidade que preocupa os médicos dentistas e que a Comissão Europeia se prepara para proibir por poder pôr em risco a saúde das pessoas.
"Vemos proliferar em esteticistas ou cabeleireiros pessoas que aplicam produtos branqueadores nos dentes. Esta aplicação deve ser feita só sob a orientação do médico dentista", avisou, em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva.
Os produtos de branqueamento dentário são feitos à base de água oxigenada, que em determinadas concentrações pode provocar irritações na boca, no estômago e no intestino.
A Comissão Europeia está a preparar novas normas sobre branqueamento dentário e a Direcção-Geral da Saúde e da Protecção da União Europeia já realizou estudos que demonstram os efeitos que estes produtos usados sem controlo podem ter na saúde dos consumidores.
"A água oxigenada pode potenciar ligeiramente o cancro, pode estimular ligeiramente o crescimento e a multiplicação das células cancerosas. O tabaco e a propensão genética aumentam também o cancro oral. A água oxigenada poderá aumentar mais esse risco, sobretudo com tratamentos repetidos. Isto pode ser preocupante na medida em que os fumadores são potenciais candidatos a tratamento branqueador", concluiu a Direcção-Geral da Saúde e da Protecção do Consumidor.
Os perigos são ainda evidentes na medida em que quanto maior for a quantidade de água oxigenada no produto, mais sucesso terá o resultado final do branqueamento.
Entre os efeitos secundários destes tratamentos está a hipersensibilidade dos dentes aos alimentos quentes, frios ou ácidos.
Segundo o bastonário Orlando Monteiro da Silva, que é também presidente do Conselho Europeu dos Dentistas, os estudos científicos demonstram que a aplicação de branqueamento "não é segura" sem a orientação médica.
"Os médicos dentistas fazem uma observação sobre o estado dos dentes, sobre os riscos de cancro oral e sobre se o tratamento resultará em determinada pessoa", explicou o responsável, que considera "aberrante" que o branqueamento seja feito em locais sem qualquer controlo médico.
No entanto, os produtos dentífricos que tenham uma concentração de água oxigenada inferior a 0,1% poderão continuar a vender-se livremente sem receita, uma vez que não representam qualquer perigo para a saúde.
"Os dentífricos e elixires com pequenas quantidades de peróxido de hidrogénio [água oxigenada] que se usem uma ou duas vezes por dia não parecem danificar o interior da boca, sempre que se utilizem durante um máximo de seis meses para os dentífricos e de 24 meses para os elixires", defendem os peritos europeus.
Para o bastonário dos Dentistas, os consumidores não "devem de forma alguma" sujeitar-se a um tratamento para clarear os dentes em qualquer local que não seja um consultório médico.
Segundo uma ronda feita pela agência Lusa junto de alguns consultórios, um branqueamento feito no dentista pode custar entre 500 a 600 euros.
Mas os médicos podem também prescrever produtos para serem aplicados em casa, ainda que com acompanhamento, que podem custar entre 200 e 400 euros.
Há outros casos em que é feito um tratamento combinado entre a sessão no dentista e a aplicação caseira dos produtos branqueadores.

"Vemos proliferar em esteticistas ou cabeleireiros pessoas que aplicam produtos branqueadores nos dentes. Esta aplicação deve ser feita só sob a orientação do médico dentista", avisou, em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva.
Os produtos de branqueamento dentário são feitos à base de água oxigenada, que em determinadas concentrações pode provocar irritações na boca, no estômago e no intestino.
A Comissão Europeia está a preparar novas normas sobre branqueamento dentário e a Direcção-Geral da Saúde e da Protecção da União Europeia já realizou estudos que demonstram os efeitos que estes produtos usados sem controlo podem ter na saúde dos consumidores.
"A água oxigenada pode potenciar ligeiramente o cancro, pode estimular ligeiramente o crescimento e a multiplicação das células cancerosas. O tabaco e a propensão genética aumentam também o cancro oral. A água oxigenada poderá aumentar mais esse risco, sobretudo com tratamentos repetidos. Isto pode ser preocupante na medida em que os fumadores são potenciais candidatos a tratamento branqueador", concluiu a Direcção-Geral da Saúde e da Protecção do Consumidor.
Os perigos são ainda evidentes na medida em que quanto maior for a quantidade de água oxigenada no produto, mais sucesso terá o resultado final do branqueamento.
Entre os efeitos secundários destes tratamentos está a hipersensibilidade dos dentes aos alimentos quentes, frios ou ácidos.
Segundo o bastonário Orlando Monteiro da Silva, que é também presidente do Conselho Europeu dos Dentistas, os estudos científicos demonstram que a aplicação de branqueamento "não é segura" sem a orientação médica.
"Os médicos dentistas fazem uma observação sobre o estado dos dentes, sobre os riscos de cancro oral e sobre se o tratamento resultará em determinada pessoa", explicou o responsável, que considera "aberrante" que o branqueamento seja feito em locais sem qualquer controlo médico.
No entanto, os produtos dentífricos que tenham uma concentração de água oxigenada inferior a 0,1% poderão continuar a vender-se livremente sem receita, uma vez que não representam qualquer perigo para a saúde.
"Os dentífricos e elixires com pequenas quantidades de peróxido de hidrogénio [água oxigenada] que se usem uma ou duas vezes por dia não parecem danificar o interior da boca, sempre que se utilizem durante um máximo de seis meses para os dentífricos e de 24 meses para os elixires", defendem os peritos europeus.
Para o bastonário dos Dentistas, os consumidores não "devem de forma alguma" sujeitar-se a um tratamento para clarear os dentes em qualquer local que não seja um consultório médico.
Segundo uma ronda feita pela agência Lusa junto de alguns consultórios, um branqueamento feito no dentista pode custar entre 500 a 600 euros.
Mas os médicos podem também prescrever produtos para serem aplicados em casa, ainda que com acompanhamento, que podem custar entre 200 e 400 euros.
Há outros casos em que é feito um tratamento combinado entre a sessão no dentista e a aplicação caseira dos produtos branqueadores.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-10-09 12:53:31
Visualizações: 83
Data: 2008-10-09 12:53:31
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