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Professora e falso médico burlaram vítimas em 1,5 ME
Tem 34 anos e é professora há dez num colégio religioso de Leiria, mas, terça-feira, foi detida pela Polícia Judiciária por recairem sobre ela fortes indícios de co-autoria material de vários crimes de burla, sob a forma continuada, que resultaram num enriquecimento ilegítimo, de 1,5 milhões de euros.


A directora do Colégio Conciliar de Maria Imaculada, irmã Maria Paula, disse ao Diário de Notícias que a docente em causa "sempre foi uma óptima profissional" e que tudo o mais "extravasa a sua relação com a escola". A suspeita foi sempre "uma docente cumpridora", referiu a freira.

Segundo apurou o DN, na semana passada já se comentava entre os professores do concelho que a docente teria sido detida, embora só ontem tal tenha acontecido. O caso foi divulgado pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Leiria através de um comunicado, ficando a saber-se que o rumor coincidia com a investigação que estava a ser levada a cabo e com o facto de uma das filhas da professora ter deixado de ir ao colégio na mesma altura.

A PJ revelou que a mulher é suspeita de vários crimes de burla em co-autoria com o marido, de 41 anos. Terça-feira, este encontrava-se em parte incerta e não tinha sido detido.

De acordo com a Judiciária, o homem apresentava-se como médico indigitado pela ONU para tratar de negócios no estrangeiro. Numa das situações, os suspeitos propuseram a um laboratório de análises clínicas de Leiria a compra de ter--renos e a abertura de uma farmácia na República Dominicana, para que as vítimas acreditassem que se tratava de um negócio plausível.

Durante a investigação, a Polícia Judiciária apreendeu 800 mil euros e três carros topo de gama. O homem já tinha cadastro, pois esteve detido e foi julgado, em Abril deste ano, sendo condenado a uma pena de prisão de quatro anos e meio com pena suspensa por igual período. Relativamente à professora, a directora do colégio, com quem o DN falou por telefone, sublinhou o facto de este caso "só poder ser tratado pes--soalmente", pelo que não se pronunciava sobre outras questões. No entanto, o caso era conhecido no meio escolar. Alunos, profes--sores e funcionários falavam há muito dele. A detenção da suspeita não constituiu surpresa.

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Fonte: DA
Data: 2008-10-09 13:26:08
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