Revisão desaconselha remédio para gripe antes dos quatro anos
Os medicamentos orais contra tosse e resfriados, vendidos habitualmente sem receita médica, não devem ser administrados a crianças menores de quatro anos, por causa do risco de complicações raras associadas ao uso inadequado.
A maioria dos problemas ocorreu em crianças que receberam uma dose errada ou que consumiram os remédios por acidente, segundo a Associação dos Consumidores dos Produtos da Saúde (CHPA, na sigla em inglês), que representa os laboratórios Procter & Gamble e Novartis, entre outros.
"Estamos a fazer isso por excesso de cautela", disse Linda Suydam, presidente do grupo. "A pesquisa mostra que erros de dosagem e ingestão acidental - não a segurança dos ingredientes em si quando adequadamente dosados - são as principais causas de efeitos adversos em crianças pequenas", disse o grupo em nota.
A entidade disse ter adoptado essa posição depois de consultar a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA), que na semana passada realizou audiência pública sobre o assunto. Médicos e activistas dos direitos do consumidor queriam que a FDA desaconselhasse o uso em menores de 12 anos, argumentando que nunca houve comprovação da segurança e eficácia dos medicamentos, tornando-os arriscados demais para a administração em crianças.
Há relatos de convulsões, derrames e outros efeitos colaterais por causa dos remédios contra resfriados. Até agora, os laboratórios e a FDA desaconselhavam o uso em menores de 2 anos. A agência do governo disse que ainda está a analisar os argumentos contra o uso para crianças maiores, mas que em princípio apoia os novos limites do sector.
Alguns médicos elogiaram a adopção da medida, considerando que elas podem evitar que pais de crianças muito pequenas comprem produtos perigosos. "É a faixa etária em que agarram uma mamadeira e sugam", lembrou Joshua Sharfstein, comissário de saúde em Baltimore, Maryland, que na semana passada propôs à FDA que a limitação fosse ampliada para seis anos. Para ele, a recomendação até quatro anos já é "um grande pas--so à frente".
Mas outros envolvidos acham que a recomendação não basta, e que o Congresso deveria aprovar uma lei exigindo reavaliação da FDA sobre todos os remédios infantis contra resfriados que são vendidos sem receita. Entre os produtos disponíveis nos EUA com es-sas características estão Dimetapp (laboratório Wyeth), NyQuil (Procter & Gamble), Triaminic (Novartis AG), Tylenol e PediaCare (Johnson & Johnson's), entre outros.

A maioria dos problemas ocorreu em crianças que receberam uma dose errada ou que consumiram os remédios por acidente, segundo a Associação dos Consumidores dos Produtos da Saúde (CHPA, na sigla em inglês), que representa os laboratórios Procter & Gamble e Novartis, entre outros.
"Estamos a fazer isso por excesso de cautela", disse Linda Suydam, presidente do grupo. "A pesquisa mostra que erros de dosagem e ingestão acidental - não a segurança dos ingredientes em si quando adequadamente dosados - são as principais causas de efeitos adversos em crianças pequenas", disse o grupo em nota.
A entidade disse ter adoptado essa posição depois de consultar a Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA), que na semana passada realizou audiência pública sobre o assunto. Médicos e activistas dos direitos do consumidor queriam que a FDA desaconselhasse o uso em menores de 12 anos, argumentando que nunca houve comprovação da segurança e eficácia dos medicamentos, tornando-os arriscados demais para a administração em crianças.
Há relatos de convulsões, derrames e outros efeitos colaterais por causa dos remédios contra resfriados. Até agora, os laboratórios e a FDA desaconselhavam o uso em menores de 2 anos. A agência do governo disse que ainda está a analisar os argumentos contra o uso para crianças maiores, mas que em princípio apoia os novos limites do sector.
Alguns médicos elogiaram a adopção da medida, considerando que elas podem evitar que pais de crianças muito pequenas comprem produtos perigosos. "É a faixa etária em que agarram uma mamadeira e sugam", lembrou Joshua Sharfstein, comissário de saúde em Baltimore, Maryland, que na semana passada propôs à FDA que a limitação fosse ampliada para seis anos. Para ele, a recomendação até quatro anos já é "um grande pas--so à frente".
Mas outros envolvidos acham que a recomendação não basta, e que o Congresso deveria aprovar uma lei exigindo reavaliação da FDA sobre todos os remédios infantis contra resfriados que são vendidos sem receita. Entre os produtos disponíveis nos EUA com es-sas características estão Dimetapp (laboratório Wyeth), NyQuil (Procter & Gamble), Triaminic (Novartis AG), Tylenol e PediaCare (Johnson & Johnson's), entre outros.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-10-09 13:34:59
Visualizações: 83
Data: 2008-10-09 13:34:59
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