Economia domina debate entre Obama e MacCain
A crise financeira marcou o segundo debate televisivo entre Barack Obama e John MacCain, com ambos os candidatos à Casa Branca a prometerem ajudar os norte-americanos para fazer face à crise instalada no país. Além da economia, Obama e MacCain esgrimiram os seus pontos de vista sobre a política externa e os problemas da segurança social.
Barack Obama, o candidato democrata à presidência dos EUA, classificou a actual situação económica que o país atravessa como a pior crise financeira desde a Grande Depressão e acusou a administração de George W. Bush de ser um desastre.
"Quando George Bush assumiu o mandato, a nossa dívida nacional era de cerca de 5 milhões de milhões, agora é superior a 10 milhões de milhões de dólares, quase duplicou. Apesar de ser verdade que ninguém aqui é inocente, ao longo dos últimos oito anos, tivemos um dos maiores aumentos nos gastos do défice e na dívida nacional da nossa história", afirmou Obama que acusou MacCain de ter votado "em quatro desses cinco orçamentos".
O candidato democrata enumerou algumas questões-chave em que vai trabalhar, como uma reforma no sistema de saúde e a independência do país na área da energia.
"Podem ter ficado sem o vosso seguro de saúde, nós temos uma reforma do sistema de saúde para vos ajudar a equilibrar o vosso orçamento", revelou.
Para Barack Obama, os Estados Unidos têm de lidar com a energia e "não podem continuar a pedi-la emprestada aos chineses" e considerou que "estamos a hipotecar o futuro dos nossos filhos, temos de ter um plano energético diferente".
"Assim, vamos ter de fazer alguns investimentos, mas também vamos ter de reduzir as despesas. A questão é se temos ou não prioridades que funcionem a vosso favor, ao contrário dos que têm ditado a política de Washington", declarou.
Na resposta, John MacCain, candidato republicano à Casa Branca, acusou Obama de querer aumentar os impostos e deixou a garantia que se for eleito não o fará.
"As diversas propostas fiscais do senador Obama são uma tarefa impos--sível. Já houve cinco ou seis, mas se esperarem tempo suficiente deverá haver outra. Ele quer aumentar os impostos. Meus amigos, o último Presidente a aumentar os impostos, durante um período económico difícil, foi Herbert Hoover", afirmou o senador do Arizona.
"Desde o ano passado, e até este momento, perdemos 700 mil empregos na América. O único aspecto positivo é que mais de 300 mil empregos foram criados por pequenas empresas. O segredo do senador Obama, que desconhecem, é que os seus aumentos fiscais vão aumentar os impostos sobre o rendimento de 50 por cento das pequenas empresas", argumentou.
O candidato republicano entende a preocupação das famílias em tempos de crise ao afirmar que "os americanos estão revoltados, irritados e um pouco receosos. Cabe-nos resolver este problema. Eu tenho um plano para resolver este problema e tem a ver com a independência energética".
A política externa foi um dos assuntos em que os dois candidatos à Casa Branca continuam a divergir, e um desses temas foi a detenção de Bin Laden, com Obama a reafirmar que entrará no Paquistão para o capturar, com ou sem autorização do Executivo paquistanês e MacCain a afirmar que sabe como apanhar Bin Laden.
"Se tivermos Ossama Bin Laden debaixo de olho e o Governo paquistanês não poder, ou não estiver, disposto a tirá-los dali, penso que teremos de agir e iremos tirá-los dali. Vamos esmagar Bin Laden e vamos esmagar a Al-Qaeda. Esta tem de ser a nossa maior prioridade nacional de segurança", afirmou o senador democrata.
O candidato republicano, John MacCain, acusou o senador Obama "de falar de cor. Aliás, disse que gostaria de anunciar que vai atacar o Paquistão. Incrível".
"Eu apanho o Ossama Bin Laden, meus amigos, eu apanho-o. Hei-de apanhá-lo seja como for. E sei como fazê-lo mas não vou telegrafar as minhas deixas, que foi o que fez o senador Obama", declarou o senador do Arizona.
Durante o debate, os dois candidatos revelaram que podem ambos nomear o milionário Warren Buffett como substituto de Henry Paulson, actual secretário do Tesouro. Henry Paulson vai abandonar as suas funções no final da administração de Bush.
"Existe um grande número de pessoas qualificadas, mas creio que o primeiro critério será alguém em que os norte-americanos possam identificar-se imediatamente", afirmou John MacCain, acrescentado que Buffett "ajudou a resolver algumas dificuldades nos mercados".
No entanto, o milionário Warren Buffett já declarou o seu apoio ao candidato democrata nas eleições presidenciais.
"Será uma escolha muito boa. Estou satisfeito por contar com o seu apoio", afirmou Obama, que referiu que "existem igualmente outras pessoas. A ideia é estar seguro que o próximo secretário do Tesouro compreenda que basta apenas ajudar aqueles que estão no alto".
Para o candidato republicano, John MacCain, a antiga dona do eBay, Meg Whitman, é outra das escolhas possíveis para o cargo de secretário de Tesouro. "Aprecio Meg Whitman. Ela sabe criar empregos".
No final do segundo debate televisivo entre os dois candidatos à Casa Branca, uma sondagem da Reuters dava vantagem a Obama com 47 pontos, mais dois que o seu adversário Jonh MacCain.
O debate de ontem decorreu na Universidade de Nashville, no Estado do Tennesse e foi seguido por 52,4 milhões de telespectadores. As questões que foram seleccionadas por um mediador foram colocadas directamente por um grupo de eleitores indecisos sentados no centro do palco, onde estavam os dois candidatos.
Os dois candidatos à Casa Branca, com microfones sem fio, puderam deslocar-se livremente para responder directamente aos seus interlocutores.
O próximo debate, que será o terceiro e último, está marcado para 15 de Outubro em Hampstead, no Estado de Nova Iorque.

Barack Obama, o candidato democrata à presidência dos EUA, classificou a actual situação económica que o país atravessa como a pior crise financeira desde a Grande Depressão e acusou a administração de George W. Bush de ser um desastre.
"Quando George Bush assumiu o mandato, a nossa dívida nacional era de cerca de 5 milhões de milhões, agora é superior a 10 milhões de milhões de dólares, quase duplicou. Apesar de ser verdade que ninguém aqui é inocente, ao longo dos últimos oito anos, tivemos um dos maiores aumentos nos gastos do défice e na dívida nacional da nossa história", afirmou Obama que acusou MacCain de ter votado "em quatro desses cinco orçamentos".
O candidato democrata enumerou algumas questões-chave em que vai trabalhar, como uma reforma no sistema de saúde e a independência do país na área da energia.
"Podem ter ficado sem o vosso seguro de saúde, nós temos uma reforma do sistema de saúde para vos ajudar a equilibrar o vosso orçamento", revelou.
Para Barack Obama, os Estados Unidos têm de lidar com a energia e "não podem continuar a pedi-la emprestada aos chineses" e considerou que "estamos a hipotecar o futuro dos nossos filhos, temos de ter um plano energético diferente".
"Assim, vamos ter de fazer alguns investimentos, mas também vamos ter de reduzir as despesas. A questão é se temos ou não prioridades que funcionem a vosso favor, ao contrário dos que têm ditado a política de Washington", declarou.
Na resposta, John MacCain, candidato republicano à Casa Branca, acusou Obama de querer aumentar os impostos e deixou a garantia que se for eleito não o fará.
"As diversas propostas fiscais do senador Obama são uma tarefa impos--sível. Já houve cinco ou seis, mas se esperarem tempo suficiente deverá haver outra. Ele quer aumentar os impostos. Meus amigos, o último Presidente a aumentar os impostos, durante um período económico difícil, foi Herbert Hoover", afirmou o senador do Arizona.
"Desde o ano passado, e até este momento, perdemos 700 mil empregos na América. O único aspecto positivo é que mais de 300 mil empregos foram criados por pequenas empresas. O segredo do senador Obama, que desconhecem, é que os seus aumentos fiscais vão aumentar os impostos sobre o rendimento de 50 por cento das pequenas empresas", argumentou.
O candidato republicano entende a preocupação das famílias em tempos de crise ao afirmar que "os americanos estão revoltados, irritados e um pouco receosos. Cabe-nos resolver este problema. Eu tenho um plano para resolver este problema e tem a ver com a independência energética".
A política externa foi um dos assuntos em que os dois candidatos à Casa Branca continuam a divergir, e um desses temas foi a detenção de Bin Laden, com Obama a reafirmar que entrará no Paquistão para o capturar, com ou sem autorização do Executivo paquistanês e MacCain a afirmar que sabe como apanhar Bin Laden.
"Se tivermos Ossama Bin Laden debaixo de olho e o Governo paquistanês não poder, ou não estiver, disposto a tirá-los dali, penso que teremos de agir e iremos tirá-los dali. Vamos esmagar Bin Laden e vamos esmagar a Al-Qaeda. Esta tem de ser a nossa maior prioridade nacional de segurança", afirmou o senador democrata.
O candidato republicano, John MacCain, acusou o senador Obama "de falar de cor. Aliás, disse que gostaria de anunciar que vai atacar o Paquistão. Incrível".
"Eu apanho o Ossama Bin Laden, meus amigos, eu apanho-o. Hei-de apanhá-lo seja como for. E sei como fazê-lo mas não vou telegrafar as minhas deixas, que foi o que fez o senador Obama", declarou o senador do Arizona.
Durante o debate, os dois candidatos revelaram que podem ambos nomear o milionário Warren Buffett como substituto de Henry Paulson, actual secretário do Tesouro. Henry Paulson vai abandonar as suas funções no final da administração de Bush.
"Existe um grande número de pessoas qualificadas, mas creio que o primeiro critério será alguém em que os norte-americanos possam identificar-se imediatamente", afirmou John MacCain, acrescentado que Buffett "ajudou a resolver algumas dificuldades nos mercados".
No entanto, o milionário Warren Buffett já declarou o seu apoio ao candidato democrata nas eleições presidenciais.
"Será uma escolha muito boa. Estou satisfeito por contar com o seu apoio", afirmou Obama, que referiu que "existem igualmente outras pessoas. A ideia é estar seguro que o próximo secretário do Tesouro compreenda que basta apenas ajudar aqueles que estão no alto".
Para o candidato republicano, John MacCain, a antiga dona do eBay, Meg Whitman, é outra das escolhas possíveis para o cargo de secretário de Tesouro. "Aprecio Meg Whitman. Ela sabe criar empregos".
No final do segundo debate televisivo entre os dois candidatos à Casa Branca, uma sondagem da Reuters dava vantagem a Obama com 47 pontos, mais dois que o seu adversário Jonh MacCain.
O debate de ontem decorreu na Universidade de Nashville, no Estado do Tennesse e foi seguido por 52,4 milhões de telespectadores. As questões que foram seleccionadas por um mediador foram colocadas directamente por um grupo de eleitores indecisos sentados no centro do palco, onde estavam os dois candidatos.
Os dois candidatos à Casa Branca, com microfones sem fio, puderam deslocar-se livremente para responder directamente aos seus interlocutores.
O próximo debate, que será o terceiro e último, está marcado para 15 de Outubro em Hampstead, no Estado de Nova Iorque.
+ Informações:
Fonte: DA
Data: 2008-10-09 14:35:12
Visualizações: 83
Data: 2008-10-09 14:35:12
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